Uma visão alternativa de tecnologias

Uma visão alternativa de tecnologias

Este ano tomei uma decisão inusitada de comprar um notebook pequeno, um netbook, sem recursos técnicos sofisticados, para usar no dia a dia, pois do jeito que as coisas estão é muito complicado ir para a rua com o computador que a gente usa para armazenar dados que consideramos valiosos.


Com um dinheiro extra que surgiu, comprei um notebook de 11 polegadas, sem sistema operacional, com a arquitetura Intel Celeron, de uma empresa localizada aqui no estado da Bahia. O notebook é o da imagem desta postagem. O aparelho tem 64 GB de armazenamento, com memória RAM de 4 GB, o que faz com que eu o utilize para situações bem específicas, que não exijam a realização de atividades que necessitam de hardwares robustos.
Faz anos que, quando compro um computador, após ter passado o prazo da garantia, instalo na máquina uma estrutural dual boot, para usar dois sistemas operacionais em um mesmo computador. Já fiz dupla instalação usando Windows e Linux, depois instalei macOS e Linux na mesma máquina; neste último caso, um colega da área de computação, consumidor de produtos da Apple, ficou curioso, não pela ousadia de tentar hackear a máquina, mas de fazer mudanças técnicas em um produto tão caro, Mas a experiência valeu muito em aprendizagem e, uns dois anos depois, retirei o Windows do MAC e instalei uma dupla inicialização de macOS e Linux. Explorei o hardware da Apple no máximo em que foi possível experimentar.
Quanto ao notebook recém-adquirido, instalei a versão de abril/2024 do Ubuntu. O computador funcionou relativamente bem, mas apresentou algumas inconsistências na hora de configurar o áudio, motivo pelo qual tive de buscar ajuda nas comunidades Linux; também houve problema na configuração da saída HDMI, pois eu não estava conseguindo reproduzir o conteúdo da tela do notebook em um projetor ou tela de televisão de forma satisfatória. Depois de passar por uns percalços, as configurações foram se ajustando, e hoje uso o netbook nas atividades do cotidiano.
No que diz respeito aos softwares, uso os browsers Bravo, Firefox, Chrome e Opera. Também utilizo de forma indistinta as aplicações de escritório LibreOffice e OnlyOffice. Para ouvir música, uso o VLC e o Rhythmbox. Utilizo o Signal para comunicação acadêmica e já sincronizei o aplicativo nativo de Calendário Linux com os dados da minha conta no Gmail.
Pela internet, utilizo as aplicações da Microsoft, da Apple e da Alphabet, e elas funcionam sem apresentar grandes problemas. Instalei o Dropbox no computador e também o acesso pelas nuvens via browser.
Como o netbook é pequeno, posso levá-lo com mais tranquilidade para rua, pois o computador cabe em uma mochila pequena. A bateria do aparelho está durando em média cinco horas, o que facilita muito a mobilidade.
Um detalhe: comprei o netbook por menos de R$ 1.100,00 reais. Adquiri pela internet e recebi o aparelho bem antes do prazo estabelecido para entrega.
A compra do netbook foi um exercício de prática de consumo, pois, como qualquer cidadão que vive no século XXI, sou tentado cotidianamente a comprar objetos tecnológicos bem caros e em curto espaço de tempo percebo que os referidos aparelhos já estão obsoletos.
Também foi um exercício de cidadania optar por tecnologias alternativas em um contexto no qual predomina o incentivo ao consumismo via midiatização da cultura e da sociedade, resultando em uma certa idolatria a tudo que é tecnológico e atualizado, que seja vendido por grandes empresas estadunidenses.
Optar por usar tecnologias em uma perspectiva alternativa ao que as big techs oferecem não é fácil, mas é um desafio que deve ser enfrentado.
Até a próxima!

Creative Commons License 
Licença Creative Commons
Leia+



Descubra mais sobre Canal EPraxe

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Publicado por Cleonilton Souza

Educador nas áreas de educação, tecnologias e linguagens.