
Passei os meses de janeiro e fevereiro longe das festas populares de Salvador. Geralmente começo o ano indo à Festa do Bonfim, depois vou à Festa de Iemanjá; isto como preparativo para o carnaval. Mas este ano foi diferente, preferi observar os festejos populares de longe, olhando pela televisão.
Quando vou ao carnaval, gosto de ir atrás do trio elétrico, geralmente os trios sem cordas, passeio pelo Pelourinho, para ver os grupos tradicionais de marchinhas, ouvir músicas do início da Axé Music e ver os desfiles dos pequenos blocos afros e afoxés, além, é claro, de assistir ao imperdível Desfile Gay de Fantasias, celeiro de criativa na festa momesca baiana. O desfile é tradicional evento do carnaval soteropolitano e é realizado atualmente na praça Municipal às segundas-feiras.
Voltei para Salvador na sexta-feira da segunda quinzena de fevereiro, depois da quarta-feira de cinzas, e imaginei que 2026 seria um ano realmente longe do carnaval. Mas foi bisbilhotando as redes sociais que me deparei com uma apresentação carnavalesca derradeira, que aconteceria no sábado pós-carnaval, com artistas da música baiana que atuam no carnaval e convidados, sob a regência da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).
A OSBA é a encarnação da diversidade quando se pensa em música na Bahia. E a Saideira foi prova disto: samba-reggae, ijexá, ópera, reggae e por aí vai… Michael Jackson, Paul Simon, Carlos Prazeres: o concerto foi uma festa só.
Em meio a uma diversidade de cantores, os instrumentos musicais ressoavam dando o tom da festa ao som de músicas como We are carnaval, Verdade, Malandrinha, Faraó entre outras pérolas da música baiana.
Assim, spalla, liderando os demais violinos, acompanhados de violas, violoncelos, contrabaixos, flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas, trompetes, trombones, trombone baixo, tuba, tímpanos, percussão, baixo elétrico, bateria, guitarra, teclado, saxofone, ufa!, se encontraram, dando o tom de uma apresentação sem igual.
E foi ali no meio daquela singular saideira do carnaval percebi que não fico distante do carnaval: o carnaval, com todas as confluências e contrastes, é a minha pele, a minha alma.
Até a próxima!
Dados da Obra
O que foi? Baile Concerto a Saideira
Quem organizou? Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA)
Quem dirigiu e regeu? Carlos Prazeres
Quem fez a direção artística? Manno Góes
Quem foram os artistas? Alinne Rosa, Cortejo Afro, Edicity Fantasmão, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais, Serginho, do Adão Negro, Zeca Veloso, Mário Soares, violinista da OSBA, Rodrigo Teaser, cover de Michael Jackson e Raquel Paulin, cantora lírica, Zeca Veloso, Adelmo Casé, Angela Velloso, Guigga, Luciano Calasans
Quando foi? 21 e 22/02/2026
Onde foi o evento? Largo do Pelourinho, dia 21; Concha Acústica do Teatro Castro Alves, dia 22
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