O texto da semana é um poema bem delirante, para aflorar a sensibilidade… Ele não tem asas para voos ultrassônicosMuito menos tem olhos biônicosEle não consegue nadar várias horas sem pararMuito menos tem lança de aço para alguém atacarEle não tem olhar especialMuito menos conheceu o espaço sideralEle está sempre entre os loucos e osContinuar lendo “Um palhaço delirante”
Arquivos da categoria: Crônicas
De volta para o futuro: a experiência de educação que transformou minha vida
A pequena crônica traz um relato de experiência de vida escola marcante.
O capitalismo na vida cotidiana
Algumas vezes o capitalismo parece algo distante, difícil de ser compreendido, um tema circunscrito aos círculos de discussões dos sociólogos e economistas, bem distante da vida cotidiana, mas essa forma de relação sociocultural atravessa nosso dia a dia e, de tanto acostumados com a situação, esquecemos de denominar determinados episódios de situações capitalistas e de conhecer melhor essa forma de produzir cultura que tanto afeta nossas vidas.
A escrita em garranchos
Por volta dos nove anos de idade, passei por momentos difíceis que afetaram toda a minha vida futura. Ainda na segunda unidade do chamado terceiro ano do antigo primário, recebi o boletim de avaliação e verifiquei que não tinha alcançado as notas mínimas para passar nas duas primeiras unidades e que corria o risco de não ser aprovado no ano letivo.
O dia da balbúrdia
Ah, como eu gostava de passar o dia jogando bola em frente de casa durante as férias! Terminadas as férias, eu sempre realizava todos os afazeres domésticos e atividades da escola cedo para minha mãe deixar eu ir para rua. Naquele tempo minha mãe já me preparava para o futuro e dizia que os afazeresContinuar lendo “O dia da balbúrdia”
No tempo em que eu desprezava jaca de pobre
No tempo de criança, havia um pé de jaca de pobre no terreno de minha avó, bem em frente da rua. A jaca de pobre era uma fruta desprezada, pois as crianças queriam mesmo era desfrutar de mangas, jacas e umbus. Ficávamos esperando chegar o tempo das frutas para se lambuzar. A jaca de pobre?Continuar lendo “No tempo em que eu desprezava jaca de pobre”
A reação de mãe Netinha
A história que vou contar para vocês era passada de pais para filhos, de vizinho para vizinho na Salvador dos anos 1950 a 1970. É sobre a controvérsia entre o estado da Bahia contra a mãe de santo, dona Netinha. Naquele tempo, havia um tipo de estrutura de controle da população negra e pobre queContinuar lendo “A reação de mãe Netinha”
Todo mundo vai ao circo
Eu devia ter entre os cinco e os seis anos quando presenciei uma discussão entre minha mãe e meu pai. Eles falavam bem baixinho para que eu e minha irmã não ouvíssemos o motivo daquela conversa longa. Passados alguns dias minha mãe nos chamou para conversar. Minha irmã e eu ficamos atônitos pensando que tínhamosContinuar lendo “Todo mundo vai ao circo”
Pós-Pandemia
Já estamos na fase de pós-pandemia? Nestes tempos do pós-tudo. Tudo que não conseguimos explicar, a gente acrescenta o prefixo “pós” e assim se explica tudo. Estamos na era do pós-tudo e, em consequência, da pós-pandemia. E o pós-tudo, que aqui a gente chama de pós-pandemia, se instalou em nossas vidas nos convidando para viverContinuar lendo “Pós-Pandemia”
Uma tarde na pandemia
Era mais uma tarde de pandemia. Estávamos em casa vendo TV, quando o burburinho começou no prédio em frente ao nosso. Olhei da varanda. Parecia que era um ladrão que furtara algo de algum condômino.
O redemoinho das figurinhas
Ou como as figurinhas me ensinaram a viver Passei pela praça e vi muitas pessoas em torno da banca de revistas. Estava um burburinho. Na livraria do shopping, um salão foi reservado para aquela multidão. As pessoas estavam tão absorvidas que não olhavam para o lado de fora. Havia senhoras com mais de 60 anos,Continuar lendo “O redemoinho das figurinhas”
Livros de Cabeceira
É difícil escolher livros de cabeceira. Na verdade nunca tive livros que me arrebatassem e virassem minha vida de cabeça para baixo. Tive sim livros que fizeram com que eu reavaliasse o mundo que me rodeava e reavaliasse minha postura diante dos novos contextos que se apresentavam.O gosto pelo livro fez com que eu nãoContinuar lendo “Livros de Cabeceira”