Minha vida em uma agenda de papel

Minha vida em uma agenda de papel
Minha vida em uma agenda de papel

Sou das novidades e inovações e também das coisas antigas e das nostalgias, pois o novo e o velho estão entranhados em mim e não me deixam fazer separações rígidas entre o passado, o presente e o futuro.

Assim uso cotidianamente um smartphone, para a mobilidade e consultas rápidas, e um tablet para criar rascunhos sobre as coisas que percebo no mundo. Quando desejo criar algo mais elaborado, recorro a um notebook que me ajuda bastante na formalização dos diversos tipos de documentos.

Mas há um objeto técnico que está sempre comigo, acompanhando as tarefas que realizo no dia a dia: a velha e prazerosa agenda de papel. 

Geralmente compro o utensílio uns dois meses antes de o ano acabar e já vou anotando aqueles registros considerados fundamentais como datas de aniversário de pessoas queridas e os contatos que são relevantes caso eu perca o smartphone.

Já usei todo tipo de agenda de papel, desde aqueles tijolões bonitos, cheios de fotografias até minúsculos cadernos que cabiam no bolso. Hoje uso uma agenda 14 por 10 cm, que muito me satisfaz.

Minha geração é a do intermédio; vivi o período dos LP, fita cassete, fita de vídeo, CD, DVD, pendrives e nuvens. Minha existência é analógico-digital, o que me faz adorar utilizar todas essas possibilidades técnicas, inclusive o papel e a caneta, o que de certa forma facilita eu registrar minha vida em uma agenda de papel.

Começo 2024 com os planos registrados em papel e nos demais aparatos técnicos também, um não se sobrepõe ao outro. Não há divisão em bom ou ruim, novo ou velho, o que importa é a utilidade que o objeto técnico proporciona no momento de mais necessidade.

Até a próxima!


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Publicado por Cleonilton Souza

Educador nas áreas de educação, tecnologias e linguagens.