
Ser poeta não é uma maneira de escrever. É uma maneira de ser. Para mim o poeta não é uma espécie saltitante que chamam de Relações Públicas. O poeta é Relações Íntimas. Dele com o leitor. E não é o leitor que descobre o poeta, mas o poeta que descobre o leitor, que o revela a si mesmo.
Não sei se tive infância. Fui um menino doente. Atrás de uma janela.
Só nunca sai de moda quem está nu.
Há uma época de ler e uma época de reler, como diria o Eclesiastes. Agora, para descanso, estou na época de desler. E, como continuo insone (uma vez escrevi que não tenho medo do sono eterno, mas da insônia eterna), agora leio principalmente para adormecer. É uma leitura de fora para dentro, como quem olha distraidamente a televisão. As outras leituras são de dentro para fora, excitam e não são recomendáveis no meu caso.
Quando a gente fala de si é para se gabar ou para se queixar.
Antes ser poeta era um agravante. Depois, passou a ser uma atenuante. Vejo agora que ser poeta é uma credencial.
Um engano em bronze é um engano eterno.
As academias são uma espécie de sociedade recreativa e funerária.
Se eu fosse introvertido, não faria poemas.
Mário Quintana
Viver e escrever I, Edla Van Steen, p. 11-24
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