
Ser poeta não é uma maneira de escrever. É uma maneira de ser. Para mim o poeta não é uma espécie saltitante que chamam de Relações Públicas. O poeta é Relações Íntimas. Dele com o leitor. E não é o leitor que descobre o poeta, mas o poeta que descobre o leitor, que o revela a si mesmo.
Não sei se tive infância. Fui um menino doente. Atrás de uma janela.
Só nunca sai de moda quem está nu.
Há uma época de ler e uma época de reler, como diria o Eclesiastes. Agora, para descanso, estou na época de desler. E, como continuo insone (uma vez escrevi que não tenho medo do sono eterno, mas da insônia eterna), agora leio principalmente para adormecer. É uma leitura de fora para dentro, como quem olha distraidamente a televisão. As outras leituras são de dentro para fora, excitam e não são recomendáveis no meu caso.
Quando a gente fala de si é para se gabar ou para se queixar.
Antes ser poeta era um agravante. Depois, passou a ser uma atenuante. Vejo agora que ser poeta é uma credencial.
Um engano em bronze é um engano eterno.
As academias são uma espécie de sociedade recreativa e funerária.
Se eu fosse introvertido, não faria poemas.
Mário Quintana
Viver e escrever I, Edla Van Steen, p. 11-24
- Francis Bacon e A sabedoria dos antigosO texto EPraxe desta semana trata de arte e filosofia nas palavras de Francis Bacon. Boa leitura!
- Cultura algorítmica, trabalho e educaçãoO post EPraxe desta semana é sobre a forma como delegamos a tecnologias a realização de atividades que nós também temos condições de realizar. O texto é provocativo e imperdível. Boa leitura!
- O raciocínio lógico de cada diaO texto EPraxe desta semana é sobre o livro A lógica, de Pierre Wagner. Boa leitura!
Descubra mais sobre EPraxe - Cultura & Cotidiano
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.