
A multiplicidade das fontes do saber, seu caráter fugaz e efêmero, tudo milita hoje contra a ideia segundo a qual a ciência seria uma construção estável, indestrutível, em cuja a edificação toda a comunidade científica e, mais amplamente, toda a humanidade contribuiria. Contrariamente ao que deixa entender velhos professores de literatura mal informados sobre a realidade do mundo contemporâneo, a ciência não é mais, no seu conjunto, positivista. O mundo científico não é um mundo de escravos e dominados por um projeto que os transcende e subordinados a uma técnica. É um mundo colorido, em que pululam as paixões e as controvérsias; é um mundo de contrastes, em que as respostas não são jamais definitivas; é um mundo polifônico em que reinam a dúvida e a incerteza.
Jean-Gabriel Ganascia, em Inteligência Artificial, p. 105-106
A seção Pensar faz bem! traz reflexões vinculadas à cultura e ao cotidiano. Uma parte significativa dos textos Pensar faz bem! é fruto das leituras que fazemos para construção dos artigos, crônicas e resenhas aqui publicados. O pensamento da quinzena é de Jean-Gabriel Ganascia, em uma reflexão sobre a construção do saber científico.
Boas reflexões!
- A complexidade da inteligênciaO texto EPraxe desta semana é sobre o livro de Edgar Morin e Jean-Louis Le Moigne: A inteligência da complexidade. Boa leitura!
- A praça não é mais do povo e nem o céu é dos pássarosO texto EPraxe desta semana é sobre usos das praças públicas. Boa leitura!
- A arte de cultivar memóriasO texto EPraxe desta semana aborda a construção das memórias, elemento essencial de nossa existência. Boa leitura!
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