Sob os cânticos de Maria Bethânia

Aprendi a ouvir Bethânia com minha mãe. Durante as manhãs ela passava horas lavando roupas em frente a uma grande bacia. Para lidar com aqueles momentos de suplícios sob o sol, ela cantava bastante.  Anos mais tarde descobri que as canções que minha mãe tanto gostava eram interpretadas por Maria Bethânia. Foi lá nos temposContinuar lendo “Sob os cânticos de Maria Bethânia”

AmarElo – luzes no fim do túnel

O 2020 foi um ano atípico devido ao advento da pandemia. Mas isto não impediu que houvesse produção cultural criativa e necessária, tanto como entretenimento quanto como aprendizagem.Este é o caso do documentário AmarElo, É tudo pra ontem, de Emicida, que trouxe um misto de making off do show e cenas panorâmicas da história brasileiraContinuar lendo “AmarElo – luzes no fim do túnel”

Abraço no tempo enquanto ainda é tempo

Abraço no tempo foi o presente que a comunidade do complexo de artes do Teatro Castro Alves (TCA) ofertou ao público como forma de refletir acerca da questão do tempo, em um encontro multicultural que reuniu as múltiplas faces da arte representadas pelo Balé do Teatro Castro Alves, Orquestra Sinfônica da Bahia e Caetano Veloso, inspirados nas manifestações artísticas de Caetano Veloso e Ludwig Beethoven.

Dexter – entre a luz e a sombra

A gente está acostumado a comentar e categorizar como clássico produtos de filmes, discos e livros, o que geralmente não acontece quando o produto cultural vem da televisão, como as séries de TV. Primeiro por que costumamos classificar a televisão como indústria cultural, o que acaba por nos afastar de produtos oriundos desse meio deContinuar lendo “Dexter – entre a luz e a sombra”

Nara Couto: linda e preta – beleza negra do Curuzu

Dia 23 de outubro tive o prazer e o deleite de ouvir Nara Couto no show, e que show, Outras Áfricas, no projeto Voltando aos Palcos do teatro Castro Alves, Salvador, Bahia. O evento aconteceu na sala de coro do Teatro. Sem público e com a área da plateia em estado de penumbra, aquelas cadeirasContinuar lendo “Nara Couto: linda e preta – beleza negra do Curuzu”

Descobriremos do que as mulheres gostam?

Era uma tarde de chuva e o final de semana se aproximava. Eu já estava cansado de ler, revisar e escrever de novo. Fui até a janela lateral de casa e vi muita gente, em plena pandemia, caminhando na praça, jogando futebol, deslizando no skate. Voltei os olhos para a varanda e só via concreto,Continuar lendo “Descobriremos do que as mulheres gostam?”

Quando, onde e como o subalterno pode falar?

É também pelos discursos que se manifestam as diversas formas de manipulação e manutenção dos poderes. Então para entender as diversificadas relações de forças entre os homens e as mulheres, estudar os discursos também é uma forma de compreender melhor as especificidades das relações assimétricas de poder que se conformam em nossa sociedade.

Para cultivar o gênero Entrevistas

Passei três anos lendo o livro Cult 20 anos – melhores entrevistas! O leitor vai estranhar. Por que passar três anos lendo um livro?  A gente explica Um dos gêneros discursivos de que mais gosto é o de entrevistas. Acho gostoso conhecer o que os outros pensam, como agem, de que forma interviram no mundoContinuar lendo “Para cultivar o gênero Entrevistas”