Li o relatório Cognitive Warfare, que foi solicitado pela Otan, sobre os novos recursos de guerra que estão sendo inventados e, desconfiam, já estão sendo utilizados nos contextos de guerras entre as nações do mundo.
O texto é bem informativo e traz alguns conceitos sobre guerra cognitiva, a nova arma de dominação, que se utiliza de estudos transdisciplinares de áreas do conhecimento como a da neurociência, tecnologia da informação, sociologia, economia e outras mais para criar estratégias de domínio por meio do controle do comportamento humano. O texto é bem elucidativo, mas, ao mesmo tempo, é assustador, pois demonstra como as ciências em geral estão sendo usadas para afastar cada vez mais os humanos dos humanos.
Uma pena que o relatório só apresente problemas da guerra cognitiva a partir dos países que são de posição contrária a da Otan, não apresentando como as nações em geral, do ocidente ou do oriente, estão, de maneira crescente, se dedicando a políticas científicas que sustentam guerras. De qualquer forma vale a leitura do relatório, mas procurando saber quem fala e em quais circunstâncias ocorrem as produções discursivas.
O desejo de ter um aparelho com múltiplas funcionalidades é antigo. Quem não se lembra do canivete suíço, cheio de funções ou do antigo três em um, aquele equipamento de som, que trazia embutidas as funções de gravador de fitas, rádio FM e toca-discos? Houve ainda a tentativa de criar um aparelho com diversas funções para a cozinha, o multiprocessador, mas o equipamento não caiu no gosto dos donos e donas de casa.
Mas aí aparece o smartphone com cada dia mais funções: espelho, relógio, scanner, máquina fotográfica, filmadora, régua, gravador de áudio, modem, telefone (????), mesa de desenho, teclado, microfone, karaokê, calendário, mensageiro, cronômetro, agenda, despertador, depósito de arquivos, museu, álbum de fotos, tábua de escrita, televisão, rádio FM. Opa, opa, chega! Realmente o smartphone é um equipamento de múltiplas faces.
Já percebeu como esse aparelhinho não nos dá trégua? Ela rouba de nós a atenção das pessoas mais próximas, pode nos acordar de madrugada, com a voz do nosso chefe, perguntando porque ainda estamos dormindo ou até mesmo pode entregar a todo mundo um momento íntimo que não desejaríamos que alguém mais soubesse.
Pois é, o smartphone invadiu a vida cotidiana e cada dia se transforma em momento de aventura e descobertas sobre como conviver com esse equipamento tão íntimo.
Quanto ao canivete suíço? Ainda tenho os dois no armário de casa, mas cada vez os uso menos. Algum dia abandonaremos o smartphone por gadget mais novo?
É muito comum as pessoas sugerirem para nós a leitura ou a audição de uma música. Nossa vida é rodeada de indicações: visitar um parque inaugurado recentemente ou ir ao cinema assistir ao filme do momento. O que seria de nós se não fossem as recomendações?
Nas artes temos os críticos da cultura, comentando filmes, livros e quadros de pintura; na academia temos os comentadores, que fazem apreciações sobre os pensadores originários de alguma teoria. E assim a vida anda.
Mas o século XXI trouxe muitas surpresas para a vida cotidiana, como a possibilidade de a gente receber recomendações de objetos técnicos.
Você usa GPS com frequência? Já notou como esse objeto cada vez mais faz parte do nosso dia a dia? Fico impressionado quando uso uma rota alternativa que não faz parte da base de dados do GPS, e o aplicativo, “todo preocupado”, lança muitos alertas na tela, relatando o erro que cometi. O que dizer das plataformas pagas de vídeo? É uma longa lista de recomendações: “Em alta”, “Dramas emocionantes”, “Só na Plataforma“, “Filmes independentes”, “Favoritos da crítica”, “Histórias reais” e por aí vai. Ainda há itens de menu como “surpreenda-me”, prontos para buscar novas indicações para o espectador.
E as recomendações não param por aí: quando procuro alguma informação no sistema de busca, sou surpreendido com várias peças publicitárias que vão se acumulando na tela em forma de pop up. Diante de tamanha onda de recomendações mediadas por algoritmos, haja fôlego para o cidadão comum lidar com essa situação, pois muito do que esses objetos técnicos nos oferecem como recomendação não é percebido como recomendação, muito menos é percebido pelo cidadão comum como uma recomendação automática, que é baseada nos rastros dos comportamentos que toda gente vai deixando nos grandes servidores de empresas de mídias sociais e mecanismos de busca.
E assim toda gente vai vivendo, de recomendação em recomendação, só que agora, as recomendações não são realizadas somente por humanos como eram antes; agora humanos e não humanos indicam e direcionam o que os demais humanos precisam fazer.
Há muito o que aprender dentro deste novo mundo de recomendações, em que não conseguimos identificar o sujeito que está sugerindo o que devemos ler, escrever, escutar, falar e pensar. Haja desafios!
Quando fui ver Medida Provisória, assisti a um vídeo, antes do filme, com pequenas entrevistas de pessoas relatando quais filmes impactaram a vida delas.
Em um dos vídeos, Lázaro Ramos dizia que o filme que o impactou foi Corra (2017), que trata das relações raciais a partir da perspectiva do terror. Não por acaso, Medida provisória se insere em uma linha parecida com a do filme estadunidense e discute as questões raciais brasileiras com uma pitada de terror também.
Medida provisória conta a história dos brasileiros que, em um contexto fictício, são obrigados a deixar o Brasil, para voltar para o continente africano, como uma forma de reparação, isto na perspectiva de quem planejou a emigração obrigatória. A partir de tal celeuma, as pessoas entram em conflitos diversos quanto ao direito de ficar no Brasil ou deixar o país.
Mas Medida provisória não se utiliza do terror ou do suspense ou mesmo do drama para contar a referida história. No caso, os organizadores do filme optaram pela tragicomédia, um gênero cinematográfico misto, fazendo o enredo ser conduzido ora por momentos de humor ora por momentos de terror. Alguns poderão até classificar o filme como uma ficção científica distópica, mas Medida provisória está posto para provocar terror mesmo, para desestabilizar as opiniões e rediscutir as assimetrias das relações raciais no Brasil, inserindo na trama momentos de ironia.
Durante o filme fiquei observando as reações das pessoas. Algumas delas riam das cenas trágicas, como se estivessem naqueles filmes estadunidenses de comédia que fazem paródia de filmes de terror. Fiquei pensando se a proposta de Medida provisória era de proporcionar reflexões sobre um tema tão complexo de nossa sociedade ou fazer as pessoas simplesmente se divertirem. Mas eu precisaria assistir ao filme mais vezes e observar as reações de mais pessoas quanto aos momentos trágicos para verificar que tipo de reações ocorreriam, o que não vem ao caso.
Quanto a mim, fiquei impactado com o filme, mesmo já tendo experienciado situações ali contidas ou ter sido testemunha de muitos momentos em que as relações raciais no Brasil não eram tão amistosas Fiquei a pensar o quanto ainda será preciso caminhar para que a sociedade brasileira diminua as assimetrias e as desigualdades nas relações raciais.
O que sei é que Medida provisória é como se fosse um verbo conjugado no futuro do presente. As questões estão lá em ficção, em um futuro distópico, mas elas estão acontecendo no dia a dia das pessoas nas terras brasileiras. A distopia é aqui e agora.
Mas cada um tem a própria sensibilidade quanto a assistir ao filme e reagir aos momentos de terror e de humor propostos na obra cinematográfica.
O filme é inspirado na peça Namíbia, não!, do ator e escritor baiano Aldri Anunciação, que também participou do filme como ator e contribuiu na construção do roteiro.
Um ponto positivo na distribuição do filme foi que os organizadores conseguiram lançar Medida provisória simultaneamente em dez municípios baianos (Feira de Santana, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Jequié, Salvador, Santo Antônio de Jesus, Serrinha e Vitória da Conquista). Para um filme brasileiro, dirigido por um baiano, isso é um motivo para comemorar.
Até a próxima!
Sobre a obra
O que é?Medida provisória {filme}
De onde é? Brasil
Quanto tempo/ 1: 34 min
Quem dirigiu? Lázaro Ramos
Quem foram os atores? Taís Araújo, Alfred Enoch, Seu Jorge
Quem mais participou do filme? Aldri Anunciação, Renata Sorrah, Adriana Esteves, Emicida e Jéssica Ellen
O livro Aula de Português – encontro & interação estava guardado na estante havia tempo. Folheava páginas, relia as orelhas e capa de fundo e nada! Até que por questão de trabalho, tive de lê-lo para entender melhor umas questões que estava estudando.
Eu sabia da qualidade do livro, mas sempre postergava a leitura, até que as obrigações laborais fizeram com que a obra se transformasse em primeira prioridade de leitura e pesquisa. Isto já deve ter acontecido também com você, caro leitor.
Quando, enfim, comecei a leitura do texto, fui arrebatado por um processo de ler, anotar, reler, olhar para a minha realidade de escrita e consultar outros livros para ampliar conhecimentos.
O livro foi escrito pela professora e pesquisadora Irandé Antunes Ela é professora aposentada da Universidade Federal de Pernambuco e docente da Universidade Estadual do Ceará. Pois é, ela não para.
Aula de Português é um trabalho conversacional sobre o processo de escuta, escrita, fala e leitura, uma aproximação com a língua portuguesa na inteireza. O texto busca criar em nós autonomia na interação textual, fazendo a gente refletir sobre as dinâmicas do ensino e da aprendizagem da língua materna.
O livro é um misto de abordagem teórica com narração de experiências, provocando debates de questões da língua portuguesa e apontando as implicações pedagógicas das referidas questões. Nos textos o leitor navega pelas ondas da oralidade, da escrita, da leitura e da gramática, mergulhando em um trabalho que prima pelo rigor, mas não deixa escapar momentos de prazer.
A professora Irandé é enfática em sinalizar a necessidade de se aprender a construção textual na prática da revisão em conjunto com a elaboração da escrita, um ponto de destaque no livro, pois o comentário sobre a atividade de revisão às vezes fica sublimado em muitos textos tradicionais sobre a produção, escrita e leitura de textos.
O livro estabelece uma subversão da ordem: em vez de a gramática ser o centro da aprendizagem do Português, os usos da língua, nas mais diversas situações comunicativas, passam a ser central. E claro, há um olhar atento sobre as interações conversacionais, nas formas de construção linguística das camadas privilegiadas na sociedade, mas a autora não deixa de salientar a importância de estarmos atentos às demais variedades de produção na língua portuguesa.
A aprendizagem da variação linguística das classes prestigiadas se torna imprescindível, pois as decisões tomadas a partir das referidas classes, em termos de linguagem, influenciam a vida cotidiana das pessoas nos diversos aspectos econômicos, artísticos, sociais e educacionais, ou seja, todos precisamos entender como o poder funciona.
Irandé se posiciona contra as aulas de Português que optam por trabalhar exclusivamente com nomenclaturas e classificações enfadonhas que, cada vez mais, distanciam os aprendentes dos usos efetivos da língua. Para a autora é necessário criar outros modos de interagir em sala de aula a fim de que as pessoas se desenvolvam nos usos da língua.
No livro A professora Irandé discute práticas que poderiam ser utilizadas em sala de aula, com enfoque nas situações de uso na vida social, o que faz da obra um texto que discute por meio de atravessamentos a teoria e a prática.
Aula de Português é um livro técnico e político. Técnico por explorar as especificidades de usos da língua, tratando das implicações pedagógicas da educação voltada para a linguagem; é político por trazer uma visão de educação comprometida em combater as diversas formas de desigualdades próprias das relações de poder exercidas por meio da língua.
Aulas de Português é uma obra para ser lida por todos: cidadãos, dirigentes, pais, educadores e políticos que estejam imbuídos de contribuir para melhorar a vida em sociedade.
Até a próxima!
O que é?Aula de Português - encontro & interação {livro}
Quem escreveu? Irandé Antunes
É de qual editora? Parábola
Em que ano foi lançado? 2003
A apresentação do livro é de quem? Carlos Alberto Faraco
O livro As 10 questões essenciais da era digital – programe seu futuro para não ser programado por ele – traz de forma simples e acessível questões fundamentais sobre a convivência na internet.
Escrita em 2010, a obra foi lançada no Brasil em 2012. Não se engane o leitor imaginando que o texto está ultrapassado, por ter sido escrito há mais de dez anos, pois Rushkoff escreve sobre um assunto que é pauta de discussões no tempo presente e continuará como questão social central nos tempos vindouros.
O texto é relevante para as pessoas que desejam se aproximar de questões sociais fundamentais do mundo contemporâneo, de um assunto que ainda é de leitura restrita a acadêmicos e cientistas que abordam questões da influência das tecnologias na vida humana.
Rushkoff traz para pauta um debate atual e necessário para toda sociedade a partir da abordagem de dez temas (tempo, lugar, escolha, complexidade, escala, identidade, social, fato, compartilhamento e propósito). Douglas Rushkoff faz uma radiografia da convivência do humano com as tecnologias neste início de milênio ao tocar em temas relacionados às formas como consumimos tecnologia, e a tecnologia nos consome, pois
quanto mais se desenvolvem os meios técnicos, mais a humanidade deixa para trás coisas que fazia cotidianamente, mais entrega os afazeres antes feitos por nós humanos para os objetos técnicos realizarem.
Assim, os objetos técnicos orientam a nossa vida, decidindo por nós, instaurando novas formas de relações sociais. Estas são algumas das preocupações de Douglas Rushkoff.
Como viveremos neste contexto? Como nos relacionaremos nesta nova era? São muitos os desafios aos quais Rushkoff discute por meio do que ele denomina de dez questões essenciais para a convivência na era digital.
As 10 questões é leitura ímpar e necessária por tratar o tema de forma não mitifica a convivência na internet e abrir debate sobre o mundo em que vivemos, cheio de possibilidades, limitações e desafios.
Vou deixar o próprio Rushkoff se pronunciar, para que você, leitor, possa tirar as próprias conclusões e, quem sabe, acessar a obra na íntegra.
Rushkoff - Primeiro Tempo - as dez questões essenciais
1. Tempo - não fique ligado o tempo todo
Nossos computadores vivem nos tic-tacs do relógio. Nós vivemos nos grandes intervalos entre esses tic-tacs, quando o tempo realmente flui. Estando “sempre ligados”, nós entregamos o tempo para uma tecnologia que não conhece nem precisa disso. P. 37
2. Lugar - viva em pessoa
Reconhecendo a tendência da mídia digital para deslocamento, estamos habilitados a explorar seu poder de promover interatividade por meio de longa distância ao mesmo tempo em que prazer vamos nós habilidades de enganar sem a sua interferência quando desejamos um conectar localmente., p. 48.
3. Escolha - você sempre pode escolher nenhuma das anterioresA tendência da tecnologia digital em direção a escolhas forçadas nos encaixa muito bem nos nossos papéis de consumidores, reforçando essa noção de escolha como de algum modo libertadora enquanto transforma as nossas vidas interativas em alimentos para pesquisa de consumidores. Sites da web e programas tornam-se laboratórios no quais nossos toques de teclados e clique de mouse são medidos e comparados, cada escolha sendo registrada por sua capacidade de prever e influenciar a próxima., p. 57.
4. Complexidade - você nunca estará completamente certoUm coletor de informação digital tende a ter uma abordagem ao conhecimento oposta a de seus ancestrais da era da escrita, que viam a pesquisa como uma desculpa para sentar e ler livros antigos. Em vez disso, a pesquisa pela internet é mais engajar-se com os dados com o propósito de dispensá-los e seguir adiante - como uma revista que se folheia não para ler, mas a para mas para ter certeza que não existe nada que tem de ser lido. A leitura torna-se um processo de eliminação em vez de profundo engajamento. A vida se torna a respeito de comonão saber o que não se tem de saber., p. 67.
5. Escala - não existe tamanho únicoEm um mundo tão cheio de representações como nosso, é fácil ficarmos tão encantados por sinais que perdermos de vista o aqui e o agora. Como os pós-modernistas nos lembrariam: temos coisas, temos sinais para coisas e temos símbolos de sinais. O que esses filósofos temiam era que, como viéssemos a viver em um mundo definido mais por símbolos, perderíamos contato por completo com a coisa real; nos tornaríamos encantados pela nossa realidade simulada; e nos desligaríamos as pessoas e dos lugares pelos quais temos apreço., p. 84.
6. Identidade - seja você mesmoQuanto mais anonimamente nos engajamos com os outros, menos vivenciamos as repercussões do que dizemos e fazemos., p. 87.
7. Social - não venda seus amigosAmizades, tanto virtuais quanto de carne e osso, realmente criam valor. Mas isso não quer dizer que as pessoas em nossas vidas devam ser entendidas como bens de natureza geral que possam ser arrebanhadas e contadas. Pessoas não são coisas que possam ser vendidas em poções, mas seres viventes de uma rede cujo valor apenas pode ser compreendido em um contexto social e de livre fluxo. Estamos ainda por descobrir qual seria esse valor., p. 106.
8. Fato - fale a verdadeO modo de prosperar em um espaço de mídia que tende para não ficção e dizer a verdade. Isso significa ter uma verdade para dizer., p. 119.
9. Compartilhe, não roubeQuer estejamos ou não nos direcionando para consciência compartilhada, essa "curva de aprendizagem" deveria ainda está em curso. Em suma, necessitamos desenvolver os modos e a ética que faça o viver e o trabalhar juntos, sob essas condições, agradáveis e produtivos para todos nós., p. 126-127.
10. Propósito - programe ou será programadoProgramação é o ponto de impacto, o ponto de apoio de alavancagem significativa em uma sociedade digital. Se não aprendemos a programar, arriscamos a ser programados., p. 142.
Segundo tempo com Rushkoff
"Quanto mais complexas nossas tecnologias se tornam e mais impenetráveis em suas tomadas de decisão (especialmente para nossos cérebros recentemente simplificados com o essencial), tanto mais dependente delas nos tornamos.", p. 67.
"Em vez de aprender sobre nossa tecnologia, optamos por um mundo em que a tecnologia aprende a 《nosso respeito 》É nosso servo, afinal de contas, então por que não faz apenas aquilo que sabe que nós queremos e entrega isso de modo que puder? Porque quanto menos soubermos sobre como trabalha, tanto mais estamos inclinados a aceitar seus modelos simplificados como sendo realidade. Suas recomendações de restaurantes substituem nosso conhecimento pessoal da nossa vizinhança; seus mapas falantes substituem nosso conhecimento de nossas ruas (bem como a lógica ou falta de lógica no seu traçado); seus sinais de alerta do pregão da Bolsa verdes ou vermelhos substituem nossa experiência de valor e bem-estar.",p.68
E o terceiro tempo? Há esse tempo será todo seu, leitor.
O que é? As 10 questões essenciais da era digital - programe seu futuro para não ser programado por ele {livro}
Quem escreveu? Douglas Rushkoff
De qual editora? Saraiva,
Quando foi lançado? 2012