Pensar faz bem Walter Benjamin

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Futebol: entre a diversão e a violência

Futebol: entre a diversão e a violência
Futebol: entre a diversão e a violência

Pneus furados, brigas, espancamentos, bombas, discussões, polêmicas, cancelamentos, depredações, linchamentos, racismos, discursos de ódio, roubos, arrombamentos, atropelamentos, perseguições, assédios, homofobias, desacatos: tudo isto forma o novo cenário das partidas de futebol, transformando esses eventos em momentos de barbárie.

Tempos atrás ir a partidas de futebol era um momento para descontrair e se divertir: uma vivência do maravilhoso, de algo genuíno da cultura brasileira, o futebol era uma oportunidade para conhecer outras pessoas e relaxar.

A gente convivia com pessoas de outros times, ficava triste quando nosso time perdia e sabia lidar com as situações em que o time preferido não conseguia vencer.

Ainda hoje tenho amigos de times diferentes do meu. Quando estou com eles, entro em conversação filosófica sobre a cultura do futebol, mas essa rotina tem sido cada vez mais escassa.

A vida foi mudando e fui vendo nos estádios pessoas cada vez mais estressadas, mesmo quando o time ganhava. Do objetivo de participar da cultura do futebol para se divertir, as pessoas passaram a criar a cultura dos desencontros e desavenças. Dias desses fui convidado para ir assistir a uma partida de futebol de meu time querido, mas desconversei e  fugi da situação por meio de uma recusa polida. Sinto medo até dos torcedores do meu próprio time e evito passar nos dias de jogos nos locais em que há fluxos de torcedores. Acho tudo isto muito triste. Vestir camisa do time ou usar boné com o símbolo do time? Não é mais possível. Não consigo suportar esse lado sombrio do futebol, que se direciona para a destruição do que há de belo no humano: a capacidade de se divertir. Participar de eventos futebolísticos perdeu o sentido, pois a vida clama por paz.

Os tempos mudaram. A era hoje é a da contradição: ir a eventos de diversão para divergir; ir a eventos de violência para se divertir. Que vida louca é esta?

Até a próxima!


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Pensar faz bem com Christian Laville e Jean Dionne

Pensar faz bem com Christian Laville e Jean Dionne
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A era antes do GPS

A era antes do GPS
A era antes do GPS

Inacreditável imaginar um mundo sem GPS (Global Position System [Sistema de Posicionamento Global]), uma invenção tão útil para a vida cotidiana. Mas houve um tempo, não muito distante, em que as pessoas se moviam mundo afora sem precisar desse sistema.

Ainda no segundo ano do ensino médio, vivi a experiência de usar mapas sob diversas formas nas aulas de  Geografia. A professora era uma entusiasta das ciências e mobilizou a turma para aprender a disciplina na prática. Durante aquele ano tive oportunidade de estudar teorias sobre o espaço e ao mesmo tempo praticar movimentos e localizações por meio de análise de mapas para identificar limites entre regiões, distâncias entre cidades, questões climáticas de países, tipos de culturas de estados brasileiros: a Geografia passou a ter novos significados na minha vida. 

Foi a partir daquelas abordagens que fui aprendendo a como me localizar nos mapas e simular movimentos de uma localidade a outra. Naquelas práticas os estudantes conheciam o mundo e percebiam o que havia além do horizonte.

Ali estávamos aprendendo a lógica que hoje é outorgada aos sistemas GPS, pois os cálculos e as medições eram feitos pelos próprios aprendizes com a orientação e acompanhamento da educadora.

Na idade adulta, quando eu queria viajar, comprava mapas e guias de viagens e, com base naquelas fontes, conhecia muitas regiões brasileiras, mesmo sem a existência do GPS. Hoje deixei o hábito de consultar mapas e guias de viagem e me oriento por meio de códigos digitais, esquecendo de toda aquela aprendizagem que algum dia desenvolvi na vida.

Os sistemas GPS são tão sofisticados que me informam onde estou, a distância que falta para o destino a que me dirijo e até os pontos em que haverá dispositivos de multa. Acha pouco, há informações sobre as condições da estrada e a situação do fluxo de veículos que transitam nos próximos caminhos que iremos percorrer. O sistema ainda avisa se a pessoa está ultrapassando a velocidade permitida na via de transporte. 

Notem como nossa forma de pensar fica cada vez mais dependente de objetos técnicos, pois quanto menos acionamos nosso raciocínio e memória mais dependentes tendemos a ficar de objetos técnicos. Todavia os leitores poderão argumentar que a humanidade poderia desenvolver outras formas cognitivas para interagir com o mundo já que não precisa mais se preocupar com essas questões de movimento e localização. Mas é preciso lembrar, que daqui em diante, algumas formas de raciocínio em nós humanos tenderão a diminuir e ainda não sabemos quais consequências essas situações sociotécnicas trarão para o dia a dia. 

Como ficará nossa memória de agora em diante? Abandonaremos o cálculo mental? Deixaremos de usar os gestos precisos de manipular objetos como caneta e pincel para ressignificar o mundo?

Sempre que tenho oportunidade, volto a fazer os velhos cálculos mentais, mesmo sabendo que uma máquina de calcular faz melhor do que eu. Em viagens, na medida do possível, desligo o GPS e vou organizando a viagem utilizando meus olhos, meus ouvidos e meu pensamento. Afinal de contas ainda gosto de viver e existir com ou sem tecnologia.

Até a próxima!


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Aviso aos leitores

A partir desta semana só teremos publicação no EPraxe nas segundas-feiras. Por enquanto, deixaremos de postar nas sextas-feiras. Quando houver necessidade, faremos postagens extraordinárias sobre algum assunto que se torne urgente compartilhar.

E vamos que vamos!
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Pensar faz bem com Vilém Flusser

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Elza – a reinvenção do terceiro milênio

Elza – a reinvenção do terceiro milênio

Foi em uma tarde de um sábado em 2002 que vi na banca de revista o encarte Elza Soares – do cóccix ao pescoço. Ora, ora são 20 anos!

No encarte havia um material ilustrado com fotos de pessoas negras e entre elas estava Elza, imponente de óculos escuros, cabelo Black Power, um primor de encarte. O outro material do encarte era um CD.

Ao chegar em casa, passei uma jornada de audição daquele disco, um movimento de aprendizagem musical e política que me atravessava sinalizando que o novo havia chegado ao terceiro milênio.

O primeiro impacto foi com a música Dura na queda, de Chico Buarque, um abre alas do que estava por vir:

“Borboleta bomboleia 

é dura na queda

custa a cair em si

largou família 

bebeu veneno

e vai morrer de ri”.

Logo a seguir surge Dia de festa, a la Jorge Ben Jor, celebrando Iemanjá. Nesse meio tempo aparecem Gil e Caetano, mostrando que os negros daqui e os de lá se parecem com os do Haiti.

Ah, coração! Dor de cotovelo, de Caetano Veloso, é letra que compõe a outra face do amor, a sombra inexplicável do ciúme, que dói no corpo e na alma. E aquele chorinho namorando o samba, o Bambino, de Ernesto Nazareh e José Miguel Wisnik?

Êpa, mudança de ritmo e de tom, Elza clama pelas vozes de Marcelo Yuka, Seu Jorge e Wilson Capellette para denunciar que A carne mais barata do mercado é a carne negra. E o que resta? É Arnaldo Antunes anunciando: “Eu vou ficar aqui“, uma composição melódica híbrida que nos faz lembrar da diversidade de ritmos que a música brasileira comporta. De Arnaldo Antunes, Elza se volta para Carlinhos Brown e se inova ainda mais com Entocopop; é som, é letra, é tudo ao mesmo tempo, agora.

O romance invade o disco e cria giros entorpecentes com Fadas, de Luiz Melodia: ah, que poesia! José Wisnik volta para a roda e traz consigo a parceria de Oswald de Andrade em Flores horizontais. Aqui é poesia de outro nível.

Elza tem voz e composição próprias e dá as mãos a Letícia Sabatella em A cigarra. É para se encantar com os cantos das cigarras encantadoras.

Já em Quebra lá que quebro cá, Elza mistura tudo como uma negra lúcida que é, em uma canção regada a voz e pandeiro. É muita criatividade, moço. A cantora-cigarra segue em passos melódicos ainda mais contagiantes:

“hoje meu coração só pede paz

pra tentar te esquecer eu vou cantar”

O disco segue abrindo caminhos: Bruno Aguiar vem nos lembrar como a tristeza vem muito das desigualdades que produzimos em nossa humanidade desfigurada. Ora, isto é Todo dia.

Por fim, Façamos (Cole Porter, versão de Carlos Rennó), um final que não termina. Voltemos para a primeira faixa do disco. 

Aviso aos navegantes: quem baixar as músicas em plataformas de mídia não terá o privilégio de ler a apresentação do CD feita por José Miguel Wisnik, uma peça rara de comentários. São os limites das novas tecnologias.

Até a próxima!


+Elza Soares

Em Quebra lá que eu quebro cá, Elza faz combinações de cancioneiro popular brasileiro:

  • “Não volto atrás ” (Osvaldo Nunes)
  • “Samba crioula” (Elza Soares)
  • “Salve a Mocidade” (Luiz Reis)
  • “Garota de Ipanema ” (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
  • “Samba bom é assim” (Norival Reis e Hélio Nascimento)
  • “Fechei a porta ” (Sebastião Motta e Ferreira Santos)
  • “O amanhã” (João Sergio)
  • “Juventude transviada” (Luiz Melodia)
  • “Cadê o pandeiro” (Roberto Martins e Walfrido Silva)
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Pensar faz bem com Vilém Flusser


Pensar faz bem com Vilém Flusser
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Revista Fórum Semana

Revista Fórum Semanal

Lançada em abril de 2022, a revista Fórum Semanal, um periódico que traz as principais notícias veiculadas pela revista Fórum durante a semana, continua em pleno vapor.  A publicação sai toda sexta-feira, em um formato PDF, com diagramação que facilita a leitura em aparelhos de smartphones e distribuição feita por meio de link enviado por e-mail ao leitor ou por baixa de arquivo pelo WhatsApp.

A revista está no número 13 (01/07/2022) e foi uma ideia bem-vinda, principalmente para pessoas que, como eu, necessitam se informar, mas não gostam de ficar o tempo todo bisbilhotando as notícias nos sites.

A distribuição da Fórum Semanal é gratuita, com a opção de o leitor contribuir para a manutenção da revista, caso queira, por meio de doações voluntárias, com várias possibilidades de pagamento. Os assuntos da Fórum Semanal são bem diversos, passando por política, arte, economia, educação, formando um conjunto bem articulado de temas da atualidade.

Saiba+ sobre a Fórum Semanal em:

Revista Fórum Semanal

Até a próxima!


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Pensar faz bem Patricio Velasco

Pensar faz bem - Patricio Velasco
Pensar faz bem – Patricio Velasco
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Tecnologias digitais e Educação de jovens e adultos

Tecnologias digitais e Educação de jovens e adultos
A postagem anterior foi um relato de experiência sobre usos do sistema operacional Linux (Ubuntu) no computador de mesa ou notebook. A postagem de hoje será sobre experiências em tecnologias digitais diversas, além daquelas que já dominam o mercado.

Em 31 de maio de 2022, às 17 horas, participei do encontro on-line Tecnologias digitais e EJA (Educação de Jovens e Adultos), um evento organizado pelo grupo de pesquisa EJA em Movimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O objetivo do encontro foi discutir as relações dos profissionais da área de educação de jovens e adultos (EJA) com as tecnologias digitais. Para dar uma ideia do que ocorreu por lá, fiz um pequeno texto comentando o assunto, para você, leitor. Mas o bom é o leitor assistir ao encontro na íntegra, no canal da EJA em Movimento no YouTube.

Vamos lá?

A vivência cotidiana no século XXI passa por mudanças significativas quanto à interação humano-técnica, o que vem interferindo nas relações políticas, educacionais e sociais de toda sociedade. Dados, códigos e conexões são as dimensões prevalentes neste início de milênio quando se pensa em tecnologias; ou seja, o discurso corrente gira em torno de tecnologias relacionadas a big data, internet das coisas e algoritmos computacionais.

A tríade dados-códigos-conexões hoje serve de sustentáculo para um tipo predominante de capitalismo, que tem como premissa a captura de dados, que tanto podem ser os dados demográficos, oriundos de informações fornecidas pelos cidadãos, como nome, CPF, idade etc., bem como podem se originar de dados comportamentais, ou seja, os sistemas capturam tudo o que a gente faz quando estamos interagindo com as tecnologias digitais. Coisas como curtir, colar, copiar, clicar ou deixar de clicar em algum item durante a navegação on-line se tornam insumos para produção de lucros para as novas empresas de gestão informacional.

É preciso frisar que as tecnologias digitais se renovam continuamente e isto pode ser um empecilho para as pessoas aprenderem com mais efetividade. E é necessário ficarmos atentos quanto ao direito que todos têm de aprender. Eis o grande desafio do nosso tempo: não deixar as pessoas de fora das transformações tecnológicas que estão ocorrendo.

Nessa questão de aprendizagem, muitos mitos surgem, como o mito de que tudo é fácil de aprender, bastando que a pessoa esteja motivada, mas as coisas não são bem assim, pois as desigualdades quanto aos acessos às tecnologias digitais são muito grandes.

Entre as décadas de 1950 a 1980, houve um movimento muito interessante, que se baseava na máxima de que se uma pessoa tivesse uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, ela teria possibilidade de ser uma grande cineasta, um engano. Hoje há uma nova máxima, a de que uma pessoa com um smartphone no bolso tem possibilidade de ter o mundo nas mãos: outro engano, pois quem tem o poder no contexto do século XXI são as pessoas que têm acesso aos grandes sistemas de computação. Aos donos de smartphone resta seguir, seguir, seguir…

Neste contexto tão controverso, imagino um mundo em que todos precisam ser considerados como cidadãos e necessitam ter acesso ao estudo, ao trabalho, à diversão. Todos têm o direito de saber realizar transações comerciais ou financeiras, utilizar programas sociais e exercerem a própria identidade neste mundo mediado por essas tecnologias digitais.

Ao olhar para a história da humanidade, é possível lembrar de um grande momento em que vivemos que foi da cultura da escrita (e ainda vivemos). Aprendemos a ler e a escrever, mesmo com as desigualdades educacionais a que ainda estamos expostos. Com a invenção da imprensa, aprendemos a compartilhar em grande escala o que era produzido na cultura escrita; agora, com a internet, vivemos a cultura dos algoritmos. Em vez de a vida ser mediada pelo mundo da escrita, cada vez mais, é mediada pelos códigos digitais, os algoritmos computacionais. É muita mudança!

Um outro ponto que é necessário destacar quanto aos usos das tecnologias digitais, é o mito da Metonímia, em que o aplicativo de um determinado fabricante passa a ser o referencial de uso, e aí restringimos as nossas possibilidades de interagir com as tecnologias digitais. Quer exemplos: há pessoas que não conhecem processadores de textos, elas conhecem é o Word; há outras que só desenham com o Photoshop; há outras que só sabem calcular usando o Excel. Isto é um reducionismo em termos de interações com as tecnologias digitais, pois há numerosos aplicativos no mercado que podem nos ajudar nas atividades cotidianas e talvez não sejam conhecidos por nós.

Vamos ver como isso ocorre? 

Já ouviu falar no OBS, um aplicativo para videoconferência? Que dizer do Ubuntu, um sistema operacional? E o Libreoffice, uma ótima solução para atividades de escritório? Ou Joomla! e o WordPress, que podem nos auxiliar na construção de excelentes páginas na WEB? A lista é longa: há o Inkscape, um aplicativo de desenho; o Internxt, uma solução de armazenamento de dados; o Zotero, um portal para organização de informações acadêmicas; o Conferência WEB, uma plataforma de videoconferência; o Moodle, uma plataforma de organização de ações educacionais; o Gimp, uma solução tecnológica para edição de fotos, e por aí vai…

Trouxe aqui algumas das soluções tecnológicas que uso com certa frequência, mas se o leitor pesquisar, descobrirá numerosas possibilidades de usos em tecnologias digitais e não ficará preso a um grupo restrito de soluções tecnológicas gerenciadas por um grupo também restrito de fabricantes de tecnologias digitais.

Se apresentei aqui algumas sugestões de usos de tecnologias digitais foi porque fui aprendendo com outras pessoas que vieram antes de mim e buscaram ampliar as possibilidades de interações com as novas tecnologias. Aprendi participando de comunidades digitais de pesquisa, extensão e educação; em grupos de cocriação de recursos educacionais abertos. Enfim, trocando ideias e despertando para outras possibilidades tecnologias existentes e pouco conhecidas.

Tudo isto vai influenciar no dia a dia do educador da área de EJA, pois estamos vivendo em um mundo de relações sociotécnicas complexas, que exige desses profissionais novas aprendizagens e iniciativas que deem conta de responder às novas questões sociais da vida cotidiana no século XXI.

E você, como está lidando com as tecnologias digitais?


Dados do Evento

O que é? Roda de conversa Tecnologias digitais e EJA
Quando foi? 31 de maio de 2022, às 17 horas
Onde posso assistir? Roda de Conversa sobre tecnologias digitais
Quem organizou? EJA em Movimento (UFRN)
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Pensar faz bem Com António Névoa

Pensar faz bem - António Névoa
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Uma distribuição Linux no computador

Uma distribuição Linux no computador
Uma distribuição Linux no computador

Sempre que possível instalo o Linux nos computadores que utilizo. Isto já faz algum tempo. Anos atrás usei o Linux em um computador da Apple. Lembro que um colega de trabalho ligado à área de computação comentou, de forma tímida, que seria um exagero instalar um software livre em um equipamento tão caro. Fiquei pensando o porquê de as pessoas acharem um luxo instalar o Linux em computadores potentes e velozes…

Mas o hábito de usar o Linux não me abandona e toda vez que preciso trocar o computador, preparo logo um dual-boot para que dois sistemas operacionais funcionem na mesma máquina.

Agora avancei na configuração da máquina, aproveitei a memória RAM do micro anterior para o equipamento ficar mais rápido e adquiri um disco SSD para instalação exclusiva do Linux. Desta forma mantive o SSD original do computador intacto, sem fazer partilhamento. Resultado: trabalho com dois sistemas operacionais (Windows e Ubuntu) no mesmo computador, de forma rápida e consistente.

O Ubuntu está cada vez mais fácil de configurar e vem com um design bem agradável e não fica atrás das qualidades do Windows 11. A diferença é que no Ubuntu, consigo trabalhar com um software bem mais transparente, sem que isto prejudique o nível de segurança do sistema.

Trabalhar com dois sistemas operacionais é um desafio: estou sempre aprendendo e não caio no mito da metonímia, de trocar o todo pela parte, e achar que o Windows é o único sistema operacional que existe.

O leitor poderá refutar sobre o uso de outro sistema operacional, além do Windows, dizendo ser difícil lidar com os “outros sistemas”. Percebo que a gente vive de hábitos, e hábitos podem ser um obstáculo para a efetiva mudança. Quanto à aprendizagem de outros softwares não popularizados pelo mercado, há uma infinidade de textos, áudios e vídeos com explicações didáticas sobre procedimentos técnicos para a gente mudar de vida tecnológica e descobrir outras formas de se divertir e trabalhar. Na próxima postagem discutiremos outras possibilidades de tecnologias digitais em nossos computadores.

Até lá!


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