VI Encontro de Leitura e Literatura da UNEB

Entre os dias 8 a 10 de outubro de 2019 acontecerá o 6° Encontro de Leitura e Literatura da UNEB – Elluneb. O evento terá como tema Direitos Humanos, Leitura e Literatura: Criar, Existir e Resistir e ocorrerá no Campus I da universidade que fica localizado no Cabula, Salvador, Bahia.

O encontro será uma oportunidade para professores, pesquisadores e amantes da literatura ampliarem conhecimentos sobre o lugar da literatura na constituição do leitor.

As inscrições como ouvinte poderão ser feitas até o dia 4 de outubro de 2019 pelo site: da UNEB.

 
Texto de autoria de Rosângela Valverde, licenciada em letras e educadora de jovens e adultos.

Até a próxima!


 

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

Segurança da informação é coisa do tempo da vovó

Segurança da Informação
Nos tempos anteriores à internet já existiam o conto dos vigário, quando pessoas enganavam outras com histórias feitas de desinformação e obtinham dados da própria vítima para cometer delitos.
 
Com o advento da internet, esse pessoal assumiu novas máscaras. Foi quando apareceu a ideia da engenharia social, que nada mais era do que o conto do vigário com outra roupagem.
 
Hoje no mundo WEB, somos obrigados a fornecer informações o tempo todo para ter acesso às plataformas digitais. É um preenche formulário aqui, preenche formulário lá: uma loucura.
 
Mas o que isto tem que ver como o trabalho das pessoas?
No ambiente corporativo, a gente sempre sente aquele desejo de compartilhar o que acontece no nosso trabalho nas redes. Quando o nosso relacionamento está bom dentro da empresa, isto é uma maravilha, mas quando as relações não estão tão boas, a situação pode ficar controversa.
 
Já testemunhei gente reclamando da empresa, porque os dados e as informações corporativas não eram compartilhados em mídias digitais como Facebook ou Twitter. O cidadão diz: – Ora, minha empresa é muito atrasada! Todo mundo nas redes sociais, e eu usando esse aplicativo desconhecido para fazer chat?
 
Na verdade, temos de exercitar o direito de reclamar dentro da empresa e sugerir melhorias quanto ao uso das tecnologias da informação e comunicação, mas nem sempre a empresa pode se arriscar a transitar informações sigilosas em ambientes externos e não seguros.
 
A empresa ter presença constante em mídias sociais digitais nem sempre é sinal de modernidade ou inovação. Se a corporação participa de sistemas de informação inseguros, não haverá projeto de inovação que preste. Portanto tenha cuidado! Outra coisa: riscos precisam ser calculados e podem ser assinalados na confecção de qualquer projeto inovativo.
 
Não vamos aqui repassar as incansáveis premissas de segurança em rede, pois a maioria das empresas já tem estabelecidas as diretrizes para tratamento de informação; o que precisamos fazer é ler e discutir as diretrizes corporativas e tentar torná-las ágeis, fazendo com que documentos prescritivos não atrapalhem os negócios da instituição.
 
Não queira ser o super-homem e busque trabalhar de acordo com a abordagem de gestão de segurança de sua empresa. Não troque os aplicativos adotados por sua empresa por soluções tecnológicas das quais você mesmo desconhece, pois na hora que os problemas ocorrerem, você será o responsável.



Até a próxima!
 


 

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

Trabalho lento e trabalho rápido

Imagem Trabalho lento e trabalho ágil

 

Talvez este texto chamasse mais atenção se o título fosse “Slow Work e trabalho ágil” em vez de trabalho lento e trabalho ágil. Este texto é sim uma inspiração no movimento Slow Food, aquela proposta de a gente se reeducar para comer com mais qualidade e satisfação, não se entregando às acelerações dos tempos atuais.
 
Aqui vamos propor o trabalho lento. Aquele trabalho bem feito, de forma ágil, mas que não é feito às pressas, atropelando tudo e todos.
 
Quando comecei a trabalhar aprendi a duras penas a importância do trabalho lento, bem pensado, feito dentro do tempo, mas não desgastante. Percebi que quanto mais queria fazer as coisas às pressas mais cansado ficava e mais erros cometia. Depois vinha o retrabalho.
 
Tive uma experiência que muito me ensinou sobre o trabalho planejado e organizado sem perder a noção do tempo, quando tive de aprender a datilografar (que é isto????). Naquele tempo era pré-requisito saber datilografia para trabalhar em serviços administrativos.
 
Como queria me aperfeiçoar para atividades em escritório, procurei uma escola de datilografia e comecei a aprender a nova competência. A professora era bastante tranquila e solicitava a gente que fizesse uns exercícios que havia em uma cartilha. Na cartilha havia quadros com conjuntos de caracteres para que os educandos desenvolvessem o datilografar.
 
A gente era muito afoito e começava a querer datilografar rapidamente. A orientação era que a forma mais adequada de aprender era usando todos os dedos sobre o teclado, mas muita gente exercitava somente dois dedos e então fazia as atividades com muita rapidez.
 
Ousei aprender com todos os dedos e me sentia uma tartaruga diante dos colegas, mas com dois meses de prática comecei a perceber que a forma escolhida era menos cansativa e mais efetiva.
 
Quando a gente passou a datilografar textos mais elaborados, em que não havia repetição de caracteres, notei que datilografava com muita eficiência. Resultado: o trabalho lento era mais produtivo.
 
Caro internauta, releia o parágrafo anterior. Ele foi digitado sem que eu olhasse uma vez para o teclado. Isto aprendi nas aulas de datilografia. Não me cansei de digitar e foi muito prazeroso realizar a atividade.
 
A gente confunde muito agilidade com rapidez. Agilidade é quando a gente consegue fazer algo bem feito dentro do tempo estabelecido. Em algumas situações a agilidade pode acontecer de forma rápida, mas não é o padrão.
 
É por isto que este texto faz uma homenagem ao Trabalho Lento, o trabalho ágil, que combina o qualitativo com quantitativo.



Até a próxima!

 






 

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

Trabalho é trabalho – férias são férias

Imagem Trabalho é trabalho - férias são férias
As férias de Manoela estavam próximas. Os familiares de Manu estavam muito ansiosos para a viagem que eles fariam.
 
Mas Manoela é muito apegada ao trabalho, próxima à perfeição e não queria deixar nenhuma pendência para o colega substituto.
 
Só que dias antes de as férias chegarem, apareceu um projeto novo no escritório, e a equipe da nossa heroína ficou responsável em conduzir a empreitada.
 
A última semana antes do início das férias foi muito difícil para Manu, quanto mais ela trabalhava mais trabalho aparecia. Que horror!  
 
No último dia de trabalho, Manuela saiu do escritório depois das 22 horas. Todos em casa já estavam preocupados.
 
Mas a história não termina aqui. Durante os primeiros 15 dias, Manuela ligava para o escritório todo dia para saber como estavam as coisas. O pior era que sempre havia um problema para resolver.
 
Resultado: a família ficou muito descontente com a presença de Manuela em casa, pois ela não conseguia se desligar da empresa, e no final das férias nossa protagonista estava mais cansada do que quando estava trabalhando.
 
Você, leitor, provavelmente já viu alguma história parecida. São as pessoas que se prendem de maneira demasiada ao trabalho e não conseguem relaxar. Isto não é bom nem para o funcionário nem para a empresa. As férias foram criadas para o descanso e para a reposição de energia, por que então que muita gente não consegue desligar?
 
Ser competente também é saber se desligar. Assim a gente volta melhor para a labuta e pode continuar a despender energia no trabalho.
 
Curtir bem as férias é saber administrar bem os tempos de nossas vidas. É aprender a usufruir, a gozar e a viver bem.
 
Tire um tempo para você e para o seu descanso. Precisamos aprender a aproveitar o tempo que é de labor e o tempo que é de descanso. Todos os dois tempos podem ser prazerosos e contribuírem para a nossa boa saúde mental, corporal e espiritual.
 
Até a próxima!




Leia+

#EducarNaPraxe 

 

Os smartphones no processo de trabalho

Imagem Smartphones no processo de trabalho
Quando as grandes empresas iniciaram o processo de inserção de tecnologia nas atividades cotidianas do trabalho, havia um movimento de utilização de terminais de computação que só serviriam para consultar informações nos grandes servidores.
 
A ideia era criar um terminal “burro”. Mas essa tendência não vigorou por muito tempo e hoje nos escritores reinam plataformas de desktop e notebook na produção de bens e serviços para o capital.
 
Hoje a gente usa no cotidiano smartphones com mais potência que os microcomputadores dos anos 1990, e muita gente acha que está com equipamentos de ponta para se inserir no mercado de trabalho.

Será?

Na prática os smartphones não podem ser comparados com aqueles terminais limitados dos anos 1990, mas eles não conseguem dar o retorno necessário como auxiliares em parte significativa de trabalho cotidiano.

Vejamos

Para o mundo do entretenimento nada melhor que um bom dispositivo móvel para a gente compartilhar informações, ler e escrever textos simples, integrar pequenos arquivos ou assistir a vídeos curtos e leves. Também ele é excelente para ouvir música.
 
Agora, quando o assunto é trabalho, que envolva criar vídeos longos, produzir textos elaborados, elaborar projetos de negócios ou escrever teses e dissertações, pense logo em um notebook ou desktop.

E se o trabalho for para visualizar projetos arquitetônicos, criar animações ou editar fotografias para uso em ambientes hipermídias, os equipamentos pequenos ficam para trás.
 
Pois é, não é que os smartphones sejam inúteis no trabalho, pois o processo de comunicação deles é excelente, mas na hora de pôr a mão na massa, o bom mesmo é trabalhar com equipamentos maiores.
E esse negócio de achar que o celular é um faz tudo engana muita gente. No trabalho ele é apenas um dos dispositivos que precisamos aprender a usar.
 
E você que deseja se inserir no mercado de trabalho, procure saber como funcionam os diversos equipamentos existentes na empresa. E lembre-se de que a ótima experiência em uso de smartphones poderá não ajudar muito na compreensão dos diversos hardwares que compõem a estrutura tecnológica das empresas em geral.
 
Assim como existem pessoas de pensamento único, que não conseguem perceber outros pontos de vista de compreensão da realidade, há os que são os usuários de equipamento único, que acabam por ter visão limitada das diversas formas de usos da variada gama de dispositivos que fazem parte do mundo de hoje e acham que só a apropriação dos recursos de um determinado hardware dará conta da necessidade do trabalho.
 
O smartphone é uma das grandes invenções deste início de milênio, mas querer utilizá-lo para tudo que é tipo de trabalho, poderá não ser uma boa alternativa no trabalho.


Pense nisto
 

E até a próxima!

 

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

E agora, aposentadoria?

Imagem E agora, aposentadoria?

 

Um dia você terá de se aposentar
 
Chegará o dia em que não será mais possível trabalhar com o mesmo vigor, atravessando madrugadas e finais de semana em pleno labor.
 
Para esse dia, é necessário se organizar para trabalhar menos e ter outras formas de participar no mundo em que vivemos.
 
Em países como o Brasil, a aposentadoria possui um viés semântico negativo. Os cidadãos têm vergonha de dizer que são aposentados, pois a situação infere, no senso comum, que se vive às custas dos outros e não se trabalha mais.
 
Precisamos compreender as ciências atuárias. Elas estudam os fluxos monetários durante certo período. De forma simples é o seguinte: passamos 20, 30, 40 anos contribuindo para obter retorno financeiro depois de um certo período.
 
O Estado, que é o depositário das nossas economias mensais, teria de administrar os valores depositados e fazê-los render o suficiente para que possamos usufruir dos valores investidos para aposentadoria.
 
O leitor vai argumentar que existem variáveis outras, que devem compor o cálculo atuarial e que é necessário inserir outros componentes para cálculo da aposentadoria. É certo isto, mas o que não podemos esquecer é que o dinheiro que o aposentado recebe é oriundo de anos de contribuição que este fez durante a vida de trabalho. Olha a gente não usa aqui o termo “vida ativa” por considerarmos que a vida de aposentado também é uma vida ativa.
 
Então não há motivo de se envergonhar de estar aposentado, pois aposentar-se é um ato de cidadania: é um direito que a pessoa adquire depois de ter cumprido obrigações.
 
Deixando de lado a questão atuarial, vamos pensar a questão do tempo. A preocupação com a aposentadoria não deve se dá somente nos últimos anos antes de o trabalhador se aposentar.
 
Aposentadoria como um ato cidadão deveria ser pensada, discutida e vivida durante todo nossa vida. Pessoas se prejudicam no momento de se aposentar porque não acompanharam se os depósitos estavam sendo efetuados regularmente pelas empregadoras. Isto é uma dor de cabeça na hora de se aposentar. Fique atento!
 
Outra situação é a pessoa deixar para organizar a vida financeira depois de se aposentar. Vida financeira é rotina, dia a dia; não deixe isto para depois.
Ocorre também de a pessoa ter um ciclo de amizades muito restrito e preso aos colegas de trabalho. Resultado: quando se aposenta amargam momentos de solidão. Já leu o texto neste site sobre as bolhas? Aprenda a formar vários ciclos de relacionamentos para que sua vida não fique restrita à sociabilidade do trabalho.
 
Por último é bom lembrar que apesar do trabalho ser uma dimensão central na vida dos humanos, não pode determinar a nossa vida a ponto de não usarmos o tempo em fruição, em prazer e em descanso. 
 
Se você gosta de se divertir, aproveite. Só tenha cuidado com as diversões alienantes, pois estas podem trazer vazios existenciais depois. Assim como o trabalho, a diversão precisa ter significado.
 
Quer saber?
 
Assuma a identidade de aposentado como algo que faz parte de sua história aqui na terra. Se tiver vontade de trabalhar, trabalhe; se não quiser trabalhar, busque outras formas de viver e…

Até a próxima!



Leia+

#EducarNaPraxe 

 

 

Uma pausa para viver e escrever

Imagem adaptação da capa do livro Viver & Escrever
Quando você estiver cansado e quiser uma pausa para pensar junto com grandes escritores da cultura brasileira, livros como Viver e Escrever 1, organizado por Edla van Steen, é uma opção de leitura agradável e enriquecedora.
O livro é fruto dos anos de trabalho de Edla como entrevistadora e traz um conjunto de bate-papos bem-variado, tendo como eixo depoimentos dos autores sobre o ofício da




No primeiro volume, os depoimentos são de Mario Quintana, Orígenes Lessa, Ricardo Ramos, Nélida Piñon, Dias Gomes, Jorge Amado, Edilberto Coutinho, Ary Quintella, Ignácio de Loyola Brandão, João Antônio, Lêdo Ivo, Octávio de Faria e Menotti Del Picha.
As entrevistas são das décadas de 1970 e 1980. Será uma ótima oportunidade para o leitor conhecer mais a literatura brasileira e ainda se situar nos acontecimentos ocorridos durante essas duas décadas.
O Educar na Praxe selecionou algumas reflexões dos autores contidas nas entrevistas.
 
Boa leitura!
 
Imagem Pensamento Mário Quintana
 
Imagem Pensamento Orígenes Lessa
 
Imagem Pensamento Dias Gomes
 

 

Imagem Pensamento Jorge Amado

 

Imagem Pensamento Edilberto Coutinho

 

Imagem Pensamento Ary Quintella

 

Imagem Pensamento Ignácio de Loyola Brandão
 
Imagem Pensamento João Antônio
 
Imagem Pensamento Lêdo Ivo
 
Imagem Pensamento Otávio de Faria
 
Imagem Pensamento de Menotti Del Picchia
 
 
E aí? Gostou? Se gostou, vá às origens, leia o livro. A leitura agradece.
 
Até a próxima!
 
O que? Viver e Escrever 1
Quem organizou? Edla van Steen
 
Quem editou? L&PM Pocket





 

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

A educação no mundo das bolhas

Imagem A educação no mundo das bolhas
A gente vive dentro de bolhas o tempo todo. As bolhas estão em nosso ciclo de colegas de trabalho, na comunidade religiosa da qual fazemos parte ou na torcida do time que tanto amamos.

A gente está em bolhas também quando escolhe grupos com ideias parecidas as nossas e não desejamos ouvir opiniões de pessoas das quais discordamos.

A gente participa de bolhas quando opta por um determinado canal de TV ou ler determinados autores da área de interesse de que gostamos.

A gente também é envolvido em bolhas quando as empresas captam nossos dados e ofertam caminhos para que sigamos dentro do mundo hipermidiático.

A gente mergulha em bolhas quando segue as pessoas que admira nas redes e evita pessoas que se opõem a nós em algum aspecto.

Isto tudo é normal, mas pode se transformar em problema quando essas bolhas das quais participamos tornam nossa vida um redemoinho e nos impede de ver o que está além da percepção de nossos grupos.

É quando nos filiamos ao pensamento único…

O mundo é diverso. Isto é real. As pessoas nem sempre comungarão das mesmas ideias que as nossas.

Essa convivência limitada às bolhas precisa ser discutida nos ambientes de aprendizagem, nos templos religiosos, nos espaços comunitários e corporativos. Afinal de contas, precisamos viver em filtros, mas também precisamos aprender a sair deles, para que possamos conhecer o mundo na totalidade.

É necessário que fiquemos atentos para não perdermos nossa capacidade de discernimento quanto ao real e à verdade.

Em um mundo imerso em bolhas, precisamos cultivar o pensar por nós próprios; de desenvolver a nossa capacidade de autoria e autonomia e não nos deixarmos levar por atos reativos e automatizados, que limitam a reflexão e o pensamento crítico.

Quando não desenvolvemos a autoria e a autonomia, somos mais facilmente levados pelas ondas dos antagonismos, das polêmicas e das contradições e assim nos afastamos cada vez mais do diálogo.

Diálogo como projeto de vida, que faz de nós seres de identidade e de opinião, mas que consegue fazer pontes entre os que nós pensamos e fazemos e o que os outros experimentam de forma diferente da nossa.

Eu penso e sinto; o outro pensa e sente também, diferente de mim, é claro.
O diferente precisa existir para que o eu floresça e cresça, pois se todos pensarem da mesma forma, o mundo perderá a graça.

O educar-se para o mundo das bolhas, com esses filtros cada vez mais sofisticados, é justamente desenvolver a capacidade de reconhecer-se diante do mundo e, ao mesmo tempo, reconhecer o outro na inteireza.


Vale mais uma reflexão
 
Para conviver precisamos que os objetivos entre o eu e os outros sejam para a formação e o engrandecimento da humanidade. Nesta perspectiva os antagonismos, as divergências e as contradições poderão servir de insumo para o crescimento de todos, mas não poderão ser usados para nos limitar nos encontros que estabelecemos com os demais.
 
Para finalizar
 
Nos cadernos de orações da igreja Católica havia um verso que era muito cantado nos ensaios dos corais que muito me lembra a questão deste estado de bolhas: era um alerta;
Os versos eram mais ou menos assim:

Palavra não foi feita para dividir ninguém 
Palavra é a ponte onde o amor vai e vem
Palavra não foi feita para dominar
Destino da palavra é dialogar
 
 
Até a próxima!




Leia+

#EducarNaPraxe 

 

 

Cinema na Praxe – agosto/2019

Imagem cinema na Praxe - agosto/2019
Uma Metalinguagem do Cinema
 
Para esta semana vamos sugerir dois excelentes filmes que tratam de assuntos distintos, mas de grande interesse para os que trabalham com educação.
 
O primeiro deles é Dor e Glória, filme com direção de Pedro Almodóvar, que conta a história de um diretor de cinema, que volta as origens para refletir sobre o próprio itinerário profissional e pessoal.
 
A película tem conta com as atuações de Antônio Bandeiras e Penélope Cruz. Bandeiras consegue construir uma composição representativa densa e melancólica, fazendo o personagem recuperar memórias de uma vida que nem sempre o cineasta gostaria de ter vivido.
 
De forma transversal, o filme recupera a força que tem o cinema na vida moderna, tornando-se uma ode à sétima arte. Muito gostoso de ver.
 
Um ponto marcante é a cena das mulheres cantando na beira do rio. Lembra muito os grandes momentos de Carlos Saura, outro diretor espanhol, quando compunha peças fílmicas carregadas de emoção, música e dança.
 
É assistir para florescer e se encantar com a magia do cinema.
 
 
Uma Metalinguagem da Educação
 
O professor substituto é um filme de origem francesa, que narra a história de um professor que vai substituir um outro numa situação em que o antigo professor se suicidou na frente dos alunos.
 
A partir do contato do professor com os alunos, nosso personagem descobre que a turma guarda segredos inusitados. E estes segredos influenciam as relações interpessoais do grupo.
 
O filme tem um pouco de drama misturado com suspense, o que deixa o espectador ligado o tempo todo à narrativa.
 
A história é um pouco sombria, pois trata desse lado das coisas ocultas existentes nas relações entre educadores e educandos.
 
O interessante da narrativa é a construção de imagem de um educador que foge às expectativas que o senso comum espera de um profissional. Este é o ponto gostoso do filme.
 
Com estas duas sugestões, o E-Praxe inicia o mês de agosto. Este mês promete! Já estamos no interior do segundo semestre efetivamente. Que mais películas como as duas aqui apresentadas aparecem nesta segunda parte do ano.
 
 
Dados dos Filmes
1.   Dor e Glória (Dor Y Gloria), direção de Pedro Almodóvar, com Antônio Bandeira, Penélope Cruz, Asier Etxeandia e Leonardo Sbaraglia, 113 min., 2019, distribuidora Universal, classificação 16 anos, origem espanhola.
2.   O Professor Substituto (L’HEURE DE LA SORTIE), direção de  Sébastien Marnie, com Laurent Lafitte, Emmanuelle Bercot, Pascal Greggory, 103 min, 2019, distribuidora Supo Mungam Films, classificação 16 anos, origem francesa.

 

Até a próxima!

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

A relação amigável entre educação e comunicação

Adaptação da capa da revista Comunicação e Educação
Adaptação da Capa da revista Comunicação e Educação
O século XX foi atravessado pelo surgimento de variados meios de comunicação de massa, como o rádio, a televisão e o cinema, que mexeram com o mundo do compartilhamento das informações.
A característica comum desses meios era eles serem de caráter unidirecional, ou seja, a via de transmissão era de um emissor para um receptor. E isto sem volta.
Assim os meios de comunicação de massa foram mais utilizados nos ambientes educacionais para servir a uma pedagogia da expressão, concebida sob a conjuntura de um agente que fala, escreve e gesticula, enquanto um outro, paciente, observa.
A popularização da Internet no final do século XX e início do século XXI trouxe o alento de uma possível comunicação bidirecional: seres que interatuam revezando o tempo em falas, escritas, audições e leituras e gesticulações.
Agora os homens podem sonhar em educar-se mediados por novas tecnologias da informação e comunicação.
Olha, gente, isto é uma possibilidade. Um sonho, uma vez que a Internet pode ser utilizada de maneira unidirecional, suprimindo nos homens o direito do situar-se no mundo, ao mesmo tempo que pode ser estruturada para a participação e autoria abertas a todos.
A possibilidade de transformação desse novo meio de comunicação de massa chamado internet em um ambiente de exercício da comunicação dialógica é um desafio para os educadores deste início de era.
Mas não fiquemos tão desesperados assim diante desse desafio de educar e educar-se no mundo WEB, professor.
Publicações como a revista Comunicação e Educação nos dão sinal de esperança de aprender a articular a educação e a comunicação para promover aprendizagens mais horizontais e participativas.
A revista existe de 1994, trazendo informações relevantes aos cidadãos que desejam saber mais sobre a Educomunicação.
O periódico é semestral. No site da USP, o internauta encontra um acervo com vários números da revista, com temas da Educomunicação sendo discutidos por profissionais das diversas áreas das ciências humanas.
A Comunicação e Educação é estruturada com um conjunto de artigos nacionais, na primeira parte, seguido, geralmente, por um artigo internacional e uma entrevista.
Ainda há uma área com uma resenha de alguma obra do campo da educação/comunicação e outra com um trabalho de arte literária.
No final há textos que discutem possíveis atividades de sala de aula com base nos assuntos discutidos na revista. Genial!
Na edição do segundo semestre de 2018, leitor encontrará assuntos relacionados à interlocução entre comunicação e educação nos âmbitos da arte, do design thinking e da pedagogia em dispositivos móveis.
A revista, apesar de se ser do acadêmico, tem como cuidado trabalhar os textos em linguagem acessível, tanto aos meios universitários, quanto aos ambientes de fora da universidade.
Educadores corporativos, educadores populares, assistentes sociais e todo e qualquer profissional que deseje aprender sobre educação com e para os meios de comunicação de massa, vão ter muito proveito na empreitada.

Que você está esperando?

Leia+: Revista Comunicação e Educação


Até a próxima!

 

Leia+

#EducarNaPraxe 

 

O cinema na sala de aula

Imagem cinema e educação

 

O E-Praxe tem se empenhado em escrever sobre o uso pedagógico do audiovisual. Neste post comentamos sobre um livro essencial para quem pensa em trabalhar filmes em educação.
 
O livro Como usar o cinema em sala de aula, de Marcos Napolitano, é um bom guia de referência para o educador que deseja fazer análise fílmica em atividades de ensino-aprendizagem.
Napolitano navega em temas como elementos da linguagem cinematográfica e história do cinema. Além disto ele oferta o leitor com um conjunto de referenciais para planejamento de atividades e procedimentos básicos para o estudo produtivo do cinema em educação.
No livro, ele tem a preocupação de fazer análises fílmicas por disciplinas e também por meio de temas transversais. Bem didático.
Na obra o leitor também encontra um conjunto de anexos, com informações básicas de alguns filmes, um glossário de termos técnicos, um breviário de informações para apoiar o educador em atividades didáticas e ainda apresenta fichas e roteiros de avaliação fílmica.
O referencial bibliográfico é bem elaborado, pequeno e objetivo, mas que serve como orientador para quem deseja se aprofundar no assunto.
Quem gosta muito de cinema, poderá reclamar que faltou um ou outro comentário sobre algum filme específico nas análises, mas devemos reconhecer que a escolha foi oportuna e bem representativa.
 
Vamos abrir aspas para Napolitano?
 
O problema é que os filmes se realizam em nosso coração e em nossa mente menos como histórias abstratas e mais como verdadeiros mundos imaginários, construídos a partir de linguagens e técnicas que não são meros acessórios comunicativos, e sim a verdadeira estrutura comunicativa e estética de um filme, determinando, muitas vezes, o sentido da história filmada. 
 
 
O que é? Como usar o cinema em sala de aula
Quem escreveu? Marcos Napolitano

Quem produziu? Editora Contexto

Até a próxima!

Leia+

#EducarNaPraxe