Uma pausa para viver e escrever

Imagem adaptação da capa do livro Viver & Escrever
Quando você estiver cansado e quiser uma pausa para pensar junto com grandes escritores da cultura brasileira, livros como Viver e Escrever 1, organizado por Edla van Steen, é uma opção de leitura agradável e enriquecedora.
O livro é fruto dos anos de trabalho de Edla como entrevistadora e traz um conjunto de bate-papos bem-variado, tendo como eixo depoimentos dos autores sobre o ofício da




No primeiro volume, os depoimentos são de Mario Quintana, Orígenes Lessa, Ricardo Ramos, Nélida Piñon, Dias Gomes, Jorge Amado, Edilberto Coutinho, Ary Quintella, Ignácio de Loyola Brandão, João Antônio, Lêdo Ivo, Octávio de Faria e Menotti Del Picha.
As entrevistas são das décadas de 1970 e 1980. Será uma ótima oportunidade para o leitor conhecer mais a literatura brasileira e ainda se situar nos acontecimentos ocorridos durante essas duas décadas.
O Educar na Praxe selecionou algumas reflexões dos autores contidas nas entrevistas.
 
Boa leitura!
 
Imagem Pensamento Mário Quintana
 
Imagem Pensamento Orígenes Lessa
 
Imagem Pensamento Dias Gomes
 

 

Imagem Pensamento Jorge Amado

 

Imagem Pensamento Edilberto Coutinho

 

Imagem Pensamento Ary Quintella

 

Imagem Pensamento Ignácio de Loyola Brandão
 
Imagem Pensamento João Antônio
 
Imagem Pensamento Lêdo Ivo
 
Imagem Pensamento Otávio de Faria
 
Imagem Pensamento de Menotti Del Picchia
 
 
E aí? Gostou? Se gostou, vá às origens, leia o livro. A leitura agradece.
 
Até a próxima!
 
O que? Viver e Escrever 1
Quem organizou? Edla van Steen
 
Quem editou? L&PM Pocket





 

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A educação no mundo das bolhas

Imagem A educação no mundo das bolhas
A gente vive dentro de bolhas o tempo todo. As bolhas estão em nosso ciclo de colegas de trabalho, na comunidade religiosa da qual fazemos parte ou na torcida do time que tanto amamos.

A gente está em bolhas também quando escolhe grupos com ideias parecidas as nossas e não desejamos ouvir opiniões de pessoas das quais discordamos.

A gente participa de bolhas quando opta por um determinado canal de TV ou ler determinados autores da área de interesse de que gostamos.

A gente também é envolvido em bolhas quando as empresas captam nossos dados e ofertam caminhos para que sigamos dentro do mundo hipermidiático.

A gente mergulha em bolhas quando segue as pessoas que admira nas redes e evita pessoas que se opõem a nós em algum aspecto.

Isto tudo é normal, mas pode se transformar em problema quando essas bolhas das quais participamos tornam nossa vida um redemoinho e nos impede de ver o que está além da percepção de nossos grupos.

É quando nos filiamos ao pensamento único…

O mundo é diverso. Isto é real. As pessoas nem sempre comungarão das mesmas ideias que as nossas.

Essa convivência limitada às bolhas precisa ser discutida nos ambientes de aprendizagem, nos templos religiosos, nos espaços comunitários e corporativos. Afinal de contas, precisamos viver em filtros, mas também precisamos aprender a sair deles, para que possamos conhecer o mundo na totalidade.

É necessário que fiquemos atentos para não perdermos nossa capacidade de discernimento quanto ao real e à verdade.

Em um mundo imerso em bolhas, precisamos cultivar o pensar por nós próprios; de desenvolver a nossa capacidade de autoria e autonomia e não nos deixarmos levar por atos reativos e automatizados, que limitam a reflexão e o pensamento crítico.

Quando não desenvolvemos a autoria e a autonomia, somos mais facilmente levados pelas ondas dos antagonismos, das polêmicas e das contradições e assim nos afastamos cada vez mais do diálogo.

Diálogo como projeto de vida, que faz de nós seres de identidade e de opinião, mas que consegue fazer pontes entre os que nós pensamos e fazemos e o que os outros experimentam de forma diferente da nossa.

Eu penso e sinto; o outro pensa e sente também, diferente de mim, é claro.
O diferente precisa existir para que o eu floresça e cresça, pois se todos pensarem da mesma forma, o mundo perderá a graça.

O educar-se para o mundo das bolhas, com esses filtros cada vez mais sofisticados, é justamente desenvolver a capacidade de reconhecer-se diante do mundo e, ao mesmo tempo, reconhecer o outro na inteireza.


Vale mais uma reflexão
 
Para conviver precisamos que os objetivos entre o eu e os outros sejam para a formação e o engrandecimento da humanidade. Nesta perspectiva os antagonismos, as divergências e as contradições poderão servir de insumo para o crescimento de todos, mas não poderão ser usados para nos limitar nos encontros que estabelecemos com os demais.
 
Para finalizar
 
Nos cadernos de orações da igreja Católica havia um verso que era muito cantado nos ensaios dos corais que muito me lembra a questão deste estado de bolhas: era um alerta;
Os versos eram mais ou menos assim:

Palavra não foi feita para dividir ninguém 
Palavra é a ponte onde o amor vai e vem
Palavra não foi feita para dominar
Destino da palavra é dialogar
 
 
Até a próxima!




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Cinema na Praxe – agosto/2019

Imagem cinema na Praxe - agosto/2019
Uma Metalinguagem do Cinema
 
Para esta semana vamos sugerir dois excelentes filmes que tratam de assuntos distintos, mas de grande interesse para os que trabalham com educação.
 
O primeiro deles é Dor e Glória, filme com direção de Pedro Almodóvar, que conta a história de um diretor de cinema, que volta as origens para refletir sobre o próprio itinerário profissional e pessoal.
 
A película tem conta com as atuações de Antônio Bandeiras e Penélope Cruz. Bandeiras consegue construir uma composição representativa densa e melancólica, fazendo o personagem recuperar memórias de uma vida que nem sempre o cineasta gostaria de ter vivido.
 
De forma transversal, o filme recupera a força que tem o cinema na vida moderna, tornando-se uma ode à sétima arte. Muito gostoso de ver.
 
Um ponto marcante é a cena das mulheres cantando na beira do rio. Lembra muito os grandes momentos de Carlos Saura, outro diretor espanhol, quando compunha peças fílmicas carregadas de emoção, música e dança.
 
É assistir para florescer e se encantar com a magia do cinema.
 
 
Uma Metalinguagem da Educação
 
O professor substituto é um filme de origem francesa, que narra a história de um professor que vai substituir um outro numa situação em que o antigo professor se suicidou na frente dos alunos.
 
A partir do contato do professor com os alunos, nosso personagem descobre que a turma guarda segredos inusitados. E estes segredos influenciam as relações interpessoais do grupo.
 
O filme tem um pouco de drama misturado com suspense, o que deixa o espectador ligado o tempo todo à narrativa.
 
A história é um pouco sombria, pois trata desse lado das coisas ocultas existentes nas relações entre educadores e educandos.
 
O interessante da narrativa é a construção de imagem de um educador que foge às expectativas que o senso comum espera de um profissional. Este é o ponto gostoso do filme.
 
Com estas duas sugestões, o E-Praxe inicia o mês de agosto. Este mês promete! Já estamos no interior do segundo semestre efetivamente. Que mais películas como as duas aqui apresentadas aparecem nesta segunda parte do ano.
 
 
Dados dos Filmes
1.   Dor e Glória (Dor Y Gloria), direção de Pedro Almodóvar, com Antônio Bandeira, Penélope Cruz, Asier Etxeandia e Leonardo Sbaraglia, 113 min., 2019, distribuidora Universal, classificação 16 anos, origem espanhola.
2.   O Professor Substituto (L’HEURE DE LA SORTIE), direção de  Sébastien Marnie, com Laurent Lafitte, Emmanuelle Bercot, Pascal Greggory, 103 min, 2019, distribuidora Supo Mungam Films, classificação 16 anos, origem francesa.

 

Até a próxima!

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A relação amigável entre educação e comunicação

Adaptação da capa da revista Comunicação e Educação
Adaptação da Capa da revista Comunicação e Educação
O século XX foi atravessado pelo surgimento de variados meios de comunicação de massa, como o rádio, a televisão e o cinema, que mexeram com o mundo do compartilhamento das informações.
A característica comum desses meios era eles serem de caráter unidirecional, ou seja, a via de transmissão era de um emissor para um receptor. E isto sem volta.
Assim os meios de comunicação de massa foram mais utilizados nos ambientes educacionais para servir a uma pedagogia da expressão, concebida sob a conjuntura de um agente que fala, escreve e gesticula, enquanto um outro, paciente, observa.
A popularização da Internet no final do século XX e início do século XXI trouxe o alento de uma possível comunicação bidirecional: seres que interatuam revezando o tempo em falas, escritas, audições e leituras e gesticulações.
Agora os homens podem sonhar em educar-se mediados por novas tecnologias da informação e comunicação.
Olha, gente, isto é uma possibilidade. Um sonho, uma vez que a Internet pode ser utilizada de maneira unidirecional, suprimindo nos homens o direito do situar-se no mundo, ao mesmo tempo que pode ser estruturada para a participação e autoria abertas a todos.
A possibilidade de transformação desse novo meio de comunicação de massa chamado internet em um ambiente de exercício da comunicação dialógica é um desafio para os educadores deste início de era.
Mas não fiquemos tão desesperados assim diante desse desafio de educar e educar-se no mundo WEB, professor.
Publicações como a revista Comunicação e Educação nos dão sinal de esperança de aprender a articular a educação e a comunicação para promover aprendizagens mais horizontais e participativas.
A revista existe de 1994, trazendo informações relevantes aos cidadãos que desejam saber mais sobre a Educomunicação.
O periódico é semestral. No site da USP, o internauta encontra um acervo com vários números da revista, com temas da Educomunicação sendo discutidos por profissionais das diversas áreas das ciências humanas.
A Comunicação e Educação é estruturada com um conjunto de artigos nacionais, na primeira parte, seguido, geralmente, por um artigo internacional e uma entrevista.
Ainda há uma área com uma resenha de alguma obra do campo da educação/comunicação e outra com um trabalho de arte literária.
No final há textos que discutem possíveis atividades de sala de aula com base nos assuntos discutidos na revista. Genial!
Na edição do segundo semestre de 2018, leitor encontrará assuntos relacionados à interlocução entre comunicação e educação nos âmbitos da arte, do design thinking e da pedagogia em dispositivos móveis.
A revista, apesar de se ser do acadêmico, tem como cuidado trabalhar os textos em linguagem acessível, tanto aos meios universitários, quanto aos ambientes de fora da universidade.
Educadores corporativos, educadores populares, assistentes sociais e todo e qualquer profissional que deseje aprender sobre educação com e para os meios de comunicação de massa, vão ter muito proveito na empreitada.

Que você está esperando?

Leia+: Revista Comunicação e Educação


Até a próxima!

 

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O cinema na sala de aula

Imagem cinema e educação

 

O E-Praxe tem se empenhado em escrever sobre o uso pedagógico do audiovisual. Neste post comentamos sobre um livro essencial para quem pensa em trabalhar filmes em educação.
 
O livro Como usar o cinema em sala de aula, de Marcos Napolitano, é um bom guia de referência para o educador que deseja fazer análise fílmica em atividades de ensino-aprendizagem.
Napolitano navega em temas como elementos da linguagem cinematográfica e história do cinema. Além disto ele oferta o leitor com um conjunto de referenciais para planejamento de atividades e procedimentos básicos para o estudo produtivo do cinema em educação.
No livro, ele tem a preocupação de fazer análises fílmicas por disciplinas e também por meio de temas transversais. Bem didático.
Na obra o leitor também encontra um conjunto de anexos, com informações básicas de alguns filmes, um glossário de termos técnicos, um breviário de informações para apoiar o educador em atividades didáticas e ainda apresenta fichas e roteiros de avaliação fílmica.
O referencial bibliográfico é bem elaborado, pequeno e objetivo, mas que serve como orientador para quem deseja se aprofundar no assunto.
Quem gosta muito de cinema, poderá reclamar que faltou um ou outro comentário sobre algum filme específico nas análises, mas devemos reconhecer que a escolha foi oportuna e bem representativa.
 
Vamos abrir aspas para Napolitano?
 
O problema é que os filmes se realizam em nosso coração e em nossa mente menos como histórias abstratas e mais como verdadeiros mundos imaginários, construídos a partir de linguagens e técnicas que não são meros acessórios comunicativos, e sim a verdadeira estrutura comunicativa e estética de um filme, determinando, muitas vezes, o sentido da história filmada. 
 
 
O que é? Como usar o cinema em sala de aula
Quem escreveu? Marcos Napolitano

Quem produziu? Editora Contexto

Até a próxima!

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Edite vídeos para uso educacional

 
 
Cresce o número de publicações em vídeo na internet. Plataformas como YouTube e Vimeo estão abarrotadas de tutoriais para áreas diversas do conhecimento.
 
E aí, educador? Vai ficar aí assistindo a tudo isso?
 
O educador não é nenhum Youtuber, mas precisa aprender os rudimentos de criação e edição de vídeos para ajudar os alunos a aprenderem mais.
 
Lembramos que o vídeo sozinho não dará conta das necessidades de aprendizagem dos educandos, mas, não podemos negar, são recursos tecnológicos que podem ser bem produtivos nas atividades de ensino-aprendizagem.
 
Os educadores também, quando têm condições, podem contratar um profissional da área (videomaker) para dar o suporte necessário para a construção de recursos educacionais em vídeos.
 
Porém é sempre bom aprender a utilizar ferramentas audiovisuais para produzir material didático de qualidade. Pensando nisto, apresentamos para vocês três aplicativos de primeira para ajudar no trabalho de construção didática.
 
Vamos lá?
 
A primeira ferramenta é o aplicativo Format Factory para Windows. O aplicativo é bastante versátil. Com ele você poderá converter vídeos, imagens e áudios, de forma rápida e segura. O bom é que os arquivos criados mantêm um bom nível de qualidade.
 
Além disto é possível fazer conversões de documentos para o formato PDF e fazer fusão de vídeos. Que beleza!
 
Outra característica do produto é a possibilidade de os arquivos convertidos ficarem no formato mais compacto, o que facilita o transporte de mídias. 
 
Nas produções audiovisuais aqui no E-Praxe, a gente cria os vídeos no Camtasia para MAC OS ou no Movavi Screen Capture Studio para Windows e depois faz a edição final no Format Factory.
 
Por falar em Movavi, aqui está outra ferramenta feita para uso em educação. Com ele é possível gravar a tela (com o som) do computador e criar aulas bastante criativas. Também é possível gravar áudios do microfone e capturar vídeos da webcam. A criatividade do educador é o limite para a construção do material didático.
 
O Camtasia funciona no Windows e no MAC OS. O E-Praxe optou pela versão no MAC OS porque a infraestrutura de hardware da Apple é muito robusta, e a gente consegue fazer videoaulas com muita qualidade. 
 
Movavi e Camtasia são utilizados aqui na Praxe indistintamente; depende do tipo de trabalho que será realizado. Os dois são ótimos. Fique de olho para quando houver promoções para você adquirir o seu.
 
Alguns avisos:

 

  • Olha, o melhor aplicativo do mundo não fará de nós nenhum criativo na produção de vídeos. Precisamos estudar as ferramentas com afinco, pois quanto mais conhecemos o instrumento de trabalho, mais possibilidades abrimos para que a nossa criatividade floresça.
  • O vídeo é um dos recursos de aprendizagem que podemos utilizar. Não vamos reduzir nossas atividades didáticas ao compartilhamento indistinto de videoaulas. O que há em excesso cansa.

 

Nos sites das empresas proprietárias dos aplicativos há muita informação sobre o funcionamento das ferramentas. O negócio é praticar bastante, experimentar e perguntar a opinião da turma sobre a qualidade dos vídeos produzidos.
 

Usos da análise fílmica em educação

Adaptação da capa do livro Ensaio sobre análise fílmica
Gente, há poucos dias, o E-Praxe fez comentários sobre o livro Jornalismo Cultural, de Daniel Piza. No cotidiano o educador precisa fazer análise cultural, ou seja, estudar com os educandos os diversos fenômenos culturais com foco em aprendizagem significativa.
A postagem de hoje continua esse processo de discussão da análise cultural em educação e faz comentários sobre o livro Análise Fílmica.

Espero que gostem!

Francis Vanoye é conhecido do público da área de linguagens pela publicação do livro Usos da Linguagem – Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. Em Ensaio sobre análise fílmica, ele faz parceria com Anne Goliot-Lété e traz diversas apreciações sobre a crítica cinematográfica.
Primeiro os autores abordam a concepção de análise fílmica, trazendo as especificidades desta prática cultural. Em um segundo momento, a dupla apresenta as distinções entre um espectador normal e um analista de filmes. Este é o ponto crucial para entendimento da obra, pois, conforme a opinião dos autores: “não é necessário gostar de um filme para analisa-lo bem”, p. 140.
A partir dessas reflexões iniciais, a obra traz um panorama do cinema quanto aos aspectos das narrativas. O capítulo é finalizado com uma discussão produtiva sobre o ato de interpretar obras culturais. Neste ponto eles trabalham utilizando a base teórica de Umberto Eco sobre “Os limites da interpretação”.
E eles continuam a compartilhar coisas boas sobre análise fílmica por meio de dois exemplares fílmicos: Paisagem na Neblina, de Theo Angelopoulos, e Rebecca, de Alfred Hitchcock.
Não bastasse as análises acima, ainda o leitor tem informações sobre spots publicitários e curta metragens de ficção.
Para o educador que deseja se aprofundar na temática de análise de obras cinematográficas, Ensaios é um filme que merece ser lido. Na obra podemos aprender mais a estudar o cinema de forma a aproximá-lo da educação.
Ganha o educador, ganham os educandos, ganha a sociedade que recebe um cidadão oriundo da escola com melhor formação sociocultural.
Ah! Não deixe de ler também Jornalismo Cultural, está bem?
 
O que é? Ensaios sobre análise fílmica
Quem escreveu? Francis Vanoye e Anne Goliot-Lété
Quem editou? Editora Papirus

Até a próxima!


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Primeiro Ano E-Praxe

Imagem um ano do E-Praxe
É tempo de festa no E-Praxe!
Completamos um ano de publicações na WEB e para comemorar, apresentamos as dez publicações mais lidas durante o primeiro ano de nossa página.
Muito obrigado, leitores!
As dez mais lidas
As publicações mais lidas servirão de base para a criação de novos textos, tratando desses assuntos com mais profundidade.
Até a próxima!

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Abram aspas para Dermeval Saviani

Imagem Abram aspas para Demerval Saviani

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Aprendizagem ativa necessita de ensino ativo

Imagem Aprendizagem Ativa

 

E aí aparecem obras de didática em língua estrangeira exaltando as qualidades da aprendizagem ativa, e os educadores como todo bom consumidor começam a discutir as novas terminologias como se novidade fosse.
 
Educadores como Paulo Freire, Dermeval Saviani, Álvaro Vieira Pinto e Anísio Teixeira já defendiam o papel ativo do aluno no processo de aprendizagem. Então essa discussão é velha…
 
Mas como essas discussões voltaram com muita frequência é bom ressaltar alguns especificidades das competências que todo educador precisa desenvolver para a realização de práticas de ensino-aprendizagem que aproximem os educandos da tal da aprendizagem ativa
 
Lembremos que o termo aprendizagem ativa é redundante, pois a palavra aprendizagem em si já incorpora a ideia de um modo de existir ativo. Mas deixa pra lá.
Às vezes ficamos tão envolvidos com a força das palavras que esquecemos de observar o que está por traz em termos de significação. Por traz de uma aprendizagem ativa, há um ensino vigoroso e ativo.
Por isto o E-Praxe esta semana resolveu trazer algumas competências que o educador precisa desenvolver para a promoção da aprendizagem ativa.
 
Primeiro o educador precisa assumir-se como um curador de conhecimentos. Curador não é enciclopedista, mas sim um trabalhador-aprendiz que tem como função compartilhar o que aprendeu por meio da construção do conhecimento.
 
O educador também precisa ser um mediador da aprendizagem, ou seja, um ser ativo, que atua no contexto para produzir sentidos e significados sobre os conhecimentos sistematizados criados pela humanidade.
 
O educador é um fomentador de valores que incentivam a formação de valores que impulsionem a cooperação, a solidariedade. Enfim, que motivem as pessoas as cuidar das coisas da humanidade.
 
O educador é o arauto da criação e da criatividade, pois pode ser a escola o lugar onde as pessoas pensem novas formas de viver o mundo e quiçá o transformar.
 
Ao ser o arauto da criação e da criatividade, o educador tem a responsabilidade de mediar situações de ensino-aprendizagem que levem à inovação. A  escola é o lugar do novo. A escola atravessa os tempos passados, presentes e futuros, por isto educar é um ato para trazer o novo que há na humanidade.
 
O educador é o profissional que ajudar o educando a construir competências para a autoria e a autonomia. Aqui está o cerne da educação para a aprendizagem ativa. As pessoas precisam pensar por si e desenvolver senso crítico para mudar o mundo para melhor.
 
Ufa, vamos para por aqui!
 
Todas as ideias trazidas até aqui, de uma maneira ou de outra está contida nas abordagens filosófico-educacional dos pensadores aludidos no início deste texto. O que precisamos é estudar as novidades no âmbito educacional com mais cuidado, para que não tragamos o velho fantasiado de novo.
 
Quando aparecem projetos de educação baseados em Gamification, Design Thinking, Aprendizagem baseada em projetos, Aprendizagem Invertida, Ensino Híbrido, Aprendizagem baseada em problemas, devemos nos aproximar deles sim, mas não como mitos salvadores da educação. 
 
Aos estudá-los a fundo, perceberemos que muitas das propostas trazidas nessas ideias já existiam há muito. O que pode ter acontecido é de os educadores não terem percebido valor nessas propostas no dia a dia educacional ou mesmo as estarem usando com outras denominações.
 
Cabe a você, educador, mergulhar nessas novidades, mas saber sair delas por meio do senso crítico, da observação acurada e da aplicação fundamentada em aprendizagem. Pergunte-se: isto vai servir para desenvolvimento dos alunos? Eu já não faço isto no meu dia a dia?
 
 

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Precisamos conversar sobre cinema e educação

Imagem Precisamos conversar sobre cinema e educação
Coisa gostosa é cinema. Sala escura, pipoca saborosa, aquele refrigerante…
Mas nem sempre é assim que o cinema é visto na sala de aula.
Geralmente filmes ou documentários são utilizados para os educandos realizarem em tarefa em que haverá avaliação sobre o conteúdo da película.
Outras vezes o filme é fruto de escolhas dos educadores, o que deixa os alunos sem a possibilidade de serem protagonistas nas sugestões de boas películas.
Resultado: o que era para ser um encontro prazeroso, torna-se um martírio para a galera.
Precisamos buscar a participação dos alunos nas escolhas de filmes que tenham que ver com o que está sendo estudado; precisamos também fazer análise cinematográficas sem necessariamente exigir contrapartidas avaliatórias dos aprendizes, para que a sétima arte seja tão bem curtida em sala de aula quanto o é nas salas de cinema.
Além dos percalços acima, há outras situações que precisam ser trabalhadas pelo educador quando for analisar filmes ou documentários.
Primeiro precisamos passar pela linha do entendimento. Explica-se: às vezes, após terminada a sessão, o educador inicia a discussão interpretativa da obra sem avaliar o nível de compreensão da narrativa.
É quando as pessoas começam a opinar sobre o filme sobre bases de compreensão difusas, o que pode gerar contratempos, antagonismos ou polêmicas sem necessidade.
Observe: primeiro a gente analisa o que está contido no filme: o visível, o que é comum a todos, aquilo que é lógico e coerente. Depois vem a fase da construção de sentidos, em que o grupo vai opinar sobre o que foi visto com base no compreendido.
A interpretação é atribuição de valor. Como podemos opinar sobre algo que não entendemos?
Muitas sessões cinematográficas didáticas perdem o sabor quando o filme/documentário é discutido sobre bases mal compreendidas.
Outro fator interessante é utilizar o filme desalinhado aos objetivos de aprendizagem. A gente não leva filme para entreter as pessoas. A gente leva o filme para promover aprendizagem. A diversão é uma consequência, não, um objetivo.
Então, nada de diversão por diversão ou filmes de nosso interesse pessoal que não tem que ver com o que se está ensinando.
E aí? Vá atrás de filmes que deem suporte para a boa aprendizagem. Ouça a galera discente. Os educandos agradecem.
Até a próxima!

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