Slides fáceis de entender

Imagem Slides e Usabilidade
Um dos recursos mais utilizados por educadores e apresentadores são os slides.
Como se tornou um recurso comum a todos às vezes a gente se esquece de pensar a construção de mensagens destes dispositivos de maneira que seja agradável para o educando ou expectador.
Quando pensamos em leitura agradável, funcional e de fácil compreensão para o usuário, estamos organizando nossa mensagem tendo como referência princípios de usabilidade.

Mas como podemos melhorar a usabilidade dos slides que produzimos?

O primeiro cuidado é não encher de o espaço de mensagem com textos em excesso. As pessoas com a preocupação de facilitar o entendimento de mensagens, enchem os slides com minúcias que não interessam para o momento.
Use então textos mais objetivos e se possível, trabalhe com tópicos em vez de utilizar textos comentados. As pessoas esperam os comentários feitos por você mesmo durante a apresentação. Se você começa a ler os conteúdos dos slides, estará comunicando em redundância, o que irá diminuir a atenção do leitor.

Mas eu não posso inserir textos longos nos slides?

Claro que pode. Crie dois documentos complementares: o primeiro será o slide-apresentação, que conterá mensagens em forma de tópicos, e o segundo será um slide-documento, em que você escreverá de forma comentada.
Mais não é possível escrever de forma comentada no slide-apresentação?
É claro, desde que sejam textos em que haja necessidade de reproduzir na íntegra a mensagem. Exemplos: textos de poemas, trechos de leis e citações em geral.

Ah, não esqueça:

Quando estiver utilizando os slides, evite ler tudo que está escrito, pois dá a impressão que você não se preparou de forma adequada para executar a aula ou se apresentar.
Outra coisa, você não vai derramar todo o conhecimento que você tem sobre as pessoas; sempre haverá alguma coisa que a gente poderá esquecer, pois somos incompletos, inconclusos e inacabados. Dê espaço para os outros pensarem também e fomente curiosidade sobre o tema que você está trabalhando: os slides não precisam ter 100% do conteúdo.
Dedique-se a construir seus próprios slides e depois peça a alguém para avaliar a comunicabilidade do material, pois quando você mesmo prepara o slides, está se dando uma chance de aprender mais.
Estude usabilidade e design com foco no usuário e aprenderá muito sobre como organizar mensagens mais eficazes.
Um exercício que ajuda muito é revisitar o material que fizemos e verificar se estão adequados ou há necessidade de melhorá-los.
Até a próxima!

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#EducarNaPraxe 

Apresentação com a cara e a coragem

Imagem Apresentação com a cara a coragem
Este blog já publicou comentário de livro que ressalta a importância e as especificidades do uso inteligente dos recursos audiovisuais em uma apresentação. Visite #designdeapresentações.
O desempenho do apresentador não se restringe somente a ter acervos de recursos disponíveis para produzir palestras magistrais.
O palestrante precisa ser protagonista das palestras que cria, produzindo peças retóricas ricas e singulares. Além do mais, deve buscar o aperfeiçoamento constante no que faz. Isto tudo sob um arcabouço ético, que produza o bem comum.
É por isto que livros como de Garr Reynolds são recomendados para quem deseja melhorar os resultados na execução de uma palestra e é o que ele faz em O apresentador nu.
O apresentador nu é um livro que discute de maneira diferente a performance do palestrante, mostrando o quão importa executar apresentações sem necessariamente depender de recursos audiovisuais espetaculares.
No livro Reynolds usa a estratégia da contação de histórias e traz relatos inteligentes de situações do cotidiano que contribuem para apresentações mais pertinentes.
Com a experiência que o autor teve em morar no Japão, Reynolds traz narrativas e abordagens filosóficas da cultura japonesa como alicerce para a produção qualitativa de apresentações empresariais.
E é muito gosto folhear o livro. O material gráfico é de primeira, com imagens atrativas e papel gostoso de tocar. A experiência do leitor é realmente valorizada no livro. Na obra há um conjunto muito bem organizado de situações exemplares, que vão guiando o leitor na jornada de aprendizagem do bem palestrar sem necessariamente ficar preso a artefatos tecnológicos.
É bom lembrar que o Garr Reynolds tem outro livro muito bom sobre o tema, mas voltado para o design de apresentações: Presentation Zen Design, que não foi ainda traduzido no Brasil. Quem sabe ainda não possamos fazer uma postagem sobre ele aqui em nosso blog?
E você, leitor? Consegue se apresentar sem slides?
O quê? O apresentador nu – realizando apresentações eficazes com ou sem slides.
De quem é? Garr Reynolds
Quem editou? Alta Books
Até a próxima!

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#EducarNaPraxe 

O trabalho nosso de cada dia

Imagem A Centralidade do Trabalho

 

A transversalidade do trabalho

O título desta postagem pode sugerir uma ladainha ou prece, enaltecendo um assunto, mas ele abre o texto para levantar reflexões dos sentidos do trabalho para a nossa vida.
Uma vida hedionda, rodeada de prazeres e satisfação párea na cabeça de muita gente, mas o trabalho ronda a nossa existência, pois precisamos dele para sobreviver.
Por ser um elemento que impulsiona a sobrevivência humana, o ato de trabalhar é visto como algo relacionado ao labor, ao sacrifício e à dor. Pode mesmo chegar a estados de angústia, incômodo.
Mas quando nos falta, o trabalho também insurge como algo que nos traz sensações de solidão, desespero, enfado e chateação.

Centralidade do Trabalho

O trabalho é um sustentáculo da cultura, pois, por meio dele, produzimos arte, lazer, economia, educação e tudo o mais que possamos imaginar: trabalhar é atividade de transformação da natureza. Algo que nos eleva à condição de construtores do mundo (para o bem ou para o mal).
Assim podemos admitir que há centralidade no bem cultural Trabalho, pois mesmo quando não produzimos, alguém construiu algo para que pudéssemos usufruir das coisas do mundo.
E essa centralidade do trabalho pode ser notada na educação que prepara mais para o trabalho do que para o lazer e para a fruição da vida.
Até mesmo nas brincadeiras que fazíamos quando ainda éramos criança, o objeto de prazer muitas vezes era o trabalho.

Entre o prazer e a dor

É interessante notar que a dimensão prazerosa da vida é atropelada, por vezes, pela força do trabalho; então a ideia de um mundo só de bonança e benesses se converte em miragem da vida distante do paraíso, criando um vazio nas pessoas.
O trabalho é o veneno e o antídoto da nossa existência.
Até a próxima!

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É lógico, meu rapaz!

Imagem Use a lógica
A lógica é uma área do conhecimento necessária a todos. No dia a dia precisamos deste recursos para as mais diversas situações.
No mercado existe uma infinidade de livros que tratam do assunto, mas nem sempre tais obras conseguem se aproximar do cidadão leigo no assunto e tornar a lógica uma área de conhecimento universal, de utilidade para a formação da cidadania.
Mas o leitor não precisa se desesperar. Existe um livro que consegue criar aproximações entre os seres humanos normais com esse patrimônio da humanidade. Trata-se de Use a lógica – um guia para o pensamento eficaz, de D.Q. Mclnerny.
Mclnerney consegue traduzir para o leitor os labirintos do mapa complexo da ciência e da arte da lógica.
No primeiro capítulo ele demonstra a importância dessa ciência, abordando assuntos como a organização das ideias, o problema da verdade, indo até questões como comunicação eficaz e interação com os fatos.
Após preparar o leitor para as dimensões fundamentais de lógica, D.Q. Mclnerny discorre sobre os princípios dessa forma de organização do pensamento, explicando algumas categorias dessa arte milenar.
Depois que o  leitor estar familiarizado com o pensamento lógico, é chegada a hora de apresentar os princípios da argumentação. Este é o ponto em que muitos leitores desistem de continuar a leitura em muitos livros, pois nas explicações ocorrem muitos registros de fórmulas, afastando os iniciantes da área.
Mas Use a lógica consegue nos manter atentos e vai conduzindo o leitor ao entendimento da argumentação lógica com muita clareza e fundamentação.
O livro também trata das questões do pensamento ilógico, explicando como alguns problemas na construção do pensamento podem favorecer a construção de argumentos ilógicos.
Aprender lógica é algo necessário para todo e qualquer cidadão, pois é uma aprendizagem que faz com que melhoremos a construção de nossas mensagens, ajudando a todos na construção de um pensamento mais organizado, claro, coeso e coerente.
E é o que Mclnerny busca quando nos oferta um texto simples e esclarecedor sobre um tema tão pertinente para a boa formação da cidadania. Até parece que estamos lendo alguma história de Sherlock Holmes: É lógico, meu caro!

Mais

O quê? Use a lógica – um guia para o pensamento eficaz
Quem criou? D. Q. Mclnerny
Quem editou? editora Best Seller

Pensamentos do Autor:

Senso comum é aquele raciocínio confortável do dia a dia que vem de nossa consciência e de nosso respeito pelo que é lógico. p. 123
Argumentar é uma conversa racional. Não é para ser confundido com disputa. O objetivo do argumento é chegar à verdade. O objetivo da disputa é chegar às pessoas. p. 122

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#EducarNaPraxe 

Criar conteúdo educacional na WEB

Imagem Conteúdo WEB
O espaço pedagógico não se restringe mais à sala de aula. Cada vez mais os espaços na WEB estão sendo ocupados por práticas de sociabilidades educacionais digitais.
Isto demanda a formação de novas competências para o educador. Primeiro ele precisa aprender a criar suportes tecnológicos para promoção de aprendizagens significativas; depois precisa também criar conteúdos pertinentes e cativantes para levar os educandos para esses novos espaços.
É muita coisa para aprender.
O livro Mídias digitais – produção de conteúdos para a WEB pode ser um bom referente para quem deseja descobrir os meandros para ser autor e ator nas mídias digitais WEB.
Carla Schwingel discorre sobre o tema de maneira leve e agradável, trazendo um texto com fundamentos da escrita na Internet bem adequado ao público leigo.
Desde um breviário da história da WEB até conceitos que fazem parte do campo semântico de que se interessa pela sociabilidade digital  como multimídia, arquitetura digital, narrativas interativas e hipertexto, a autora organiza um movimento de aprendizagem que ajuda os interessados a compor conteúdos em diversos formatos, como em texto em vídeo, em imagens ou a mistura disto tudo.
Para quem deseja produzir conteúdo didático na WEB, o livro é mais do que indicado, pois já estamos no momento de produzir conteúdos relevantes e fácil usabilidade para os educandos deste novo mundo digital.
O livro faz parte da coleção Série Manuais, da editora Paulinas, que publica outras obras relacionadas à comunicação, por que não diríamos Educomunicação?
Sobre o livro
O que é? Mídias digitais – produção de conteúdos para a WEB
Quem escreveu? Carla Schwingel
Quem editou? Paulinas
Até a próxima!

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#EducarNaPraxe 

Aprenda melhor com mapas conceituais

Imagem Mapa Conceitual
Marco Antônio Moreira é referência no Brasil quando o assunto é aprendizagem significativa. Os textos dele são basilares para quem deseja aprender mais sobre o assunto.

Sobre o livro

O texto é direto, didático e aberto para uma gama maior de leitores. Você não precisa ser da área educacional para aproveitar as orientações trazidas por Marco, nem tão pouco ser doutor em teoria do conhecimento para utilizar os mapas conceituais no dia a dia para promover a capacidade de aprender significativamente das pessoas.
O livro é dividido em quatro capítulos interconectados que discutem os fundamentos dos mapas conceituais e aprendizagem significativa (capítulo 1), depois apresenta exemplos de mapas conceituais para usos em sala de aula(capítulo 2), segue traçando algumas diferenças entre o mapa de conceitos e outros tipos de representações visuais que são utilizadas no nosso cotidiano (capítulo 3) e termina com uma questão multifacetada: “Por que conceitos, por que aprendizagem significativa e por que mapas conceituais? (capítulo 4).
A obra tem 58 imagens com representações visuais didáticas, que facilitam o entendimento dos usos dos mapas conceituais para a promoção do desenvolvimento da aprendizagem significativa.
Quem se interessa pelo assunto não pode deixar de ler este texto tão significativo. Afinal de contas o mapa de conceitos é um das pontes para aplicação da concepção da aprendizagem significativa em sala de aula.

Mais

O que é? Mapas conceituais e aprendizagem significativa
Quem escreveu? Marcos Antonio Moreira
Quem editou? Centauro Editora
Como posso usar em sala de aula?
. discutir com os alunos os fundamentos dos mapas conceituais; apresentar exemplos do livro para facilitar o entendimento da prática; construir mapas com os alunos; solicitar aos alunos que construam os próprios mapas de conceitos; refletir com o grupo os limites e possibilidades do trabalho com mapas conceituais para a aprendizagem significativa.
Até a próxima!

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Monte sua biblioteca básica de educador

Imagem Biblioteca Básica de Educação
Ser professor não é uma das mais desejadas profissões quando os alunos adentram o ensino superior. Mas é quando o recém-formado busca aperfeiçoamento em nível de especialização que sente no ar possibilidades mil para compartilhar o que aprendeu durante a graduação.
A ficha cai e a pessoa percebe que ser educador poderá trazer benefícios para a construção de uma carreira consistente no mundo do trabalho.
Para os que não possuem no currículo as disciplinas relacionadas à educação, apresentamos uma bibliografia básica para ajudar na formação do futuro educador.
A seleção abaixo não é exaustiva nem se limita a livros somente da área pedagógica, pois educador que se preza busca ter uma formação que vai da tecnologia, passando pela didática, comunicação e filosofia.
E não esqueça: fundamental é conhecer bem o assunto pelo qual deseja se tornar educador.
Vamos lá!
1. Linguagem e Ideologia – José Luiz Fiorin
O educador precisa aprender a utilizar de forma adequada a linguagem; precisa entender de construção de discurso e de mediações pedagógicas. Fiorin é muito bom neste assunto e dará ao leitor boa base teórica para a boa comunicação em sala de aula.
2. Pedagogia Histórico-Crítica – Dermeval Saviani
Nosso tempo é outro. As pessoas vão para a sala de aula com demandas cada vez mais complexas sobre a vida em sociedade. Isto pede uma concepção de educação que permita articular a aprendizagem com as questões sociais advindas da vida moderna. Dermeval Saviani discute essas coisas com muita habilidade; afinal de contas o educador precisa ter competência técnica, ou seja articular ensino e aprendizagem, e ao mesmo tempo, discutir os fenômenos sociais que circulam na vida contemporânea.
3. O que é indústria cultural – Teixeira Coelho
E a vida contemporânea é dominada pela cultura de massa, pelos múltiplos artefatos tecnológicos que nos rodeiam e influenciam a dinâmica das relações sociais do homem do século XXI. Você não pode ficar fora desse tipo de discussão. Teixeira Coelho pode ajudar a entender essas dimensões e refletir como melhor trabalhar a educação dentro dessa vida atual complexa.
4. Como se faz análise de conjuntura – Herbert José de Souza
Betinho, sociólogo, presenteou a todos com um livro curto, objetivo e pertinente sobre análise de conjuntura. Com ele você terá subsídios para analisar, juntos com os educandos, questões da vida sociocultural em que você e os educandos estão imersos.
5. Use a lógica – D.Q. Mclnerny
Faz parte da aprendizagem a organização lógica do pensamento, com a consequente melhora nos processos de argumentação.  Use a lógica é um livro acessível sobre o pensamento lógico. Com ele você poderá melhorar seus próprios processos de ensino, assim como criar oportunidades de os educandos melhorarem também a própria aprendizagem.
6. M-learning e u-learning – novas perspectivas da aprendizagem móvel e ubíqua – Amarolinda Saccol, Eliane Schlemmer e Jorge Barbosa
A cibercultura invadiu o século XXI; os jovens deste século são chamados de nativos digitais, pois já nasceram em meio a uma parafernália de tecnologias da informação e comunicação. M-learning e u-learning acertou na dose ao compartilhar informações ótimas sobre como produzir conteúdo na WEB.
7. Design para quem não é design – Robin Williams
A vida do educador não é somente em sala de aula com os alunos, antes de ir para os ambientes de aprendizagem, o profissional precisa saber criar conteúdos agradáveis para facilitar o entendimento dos assuntos. Robin Williams é especialista em design gráfico. O livro é para todo tipo de público que deseja construir material de comunicação claro, coeso e coerente, tendo o design como suporte.
8. Construção do conhecimento em sala de aula – Celso dos Santos Vasconcelos
Aí você Já leu Pedagogia Histórico-Crítica e precisa de mais informações sobre como atuar em sala de aula. Descobriu também que a dinâmica da sala de aula solicitar uma abordagem voltada para o diálogo e para a construção do conhecimento: então não deixe de ler Celso Vasconcelos.
9. Mídias digitais – produção de conteúdos para a WEB– Carla Schwingel
Se antes o contato entre educador e educandos era face a face, hoje os contatos mediados por tecnologias da informação e comunicação estão cada vez mais rotineiros. O livro Mídias Digitais traz informações básicas para quem deseja mergulhar no mundo da cibercultura e conhecer conceitos como hipertexto, multimídia, interatividade e por aí vai…
  1. A importância do ato de ler, Paulo Freire
Este livro é essencial para formação de educadores, pois o autor discute, entre outras coisas, a  importância da leitura para quem deseja aprender. A  obra é um chamamento para a responsabilização de quem deseja atuar como professor dentro de uma perspectiva dialética e dialógica.
11. Diário de Bordo: autor? Você?
Muita leitura não adiantará se você não criar o hábito de ter as próprias anotações. Organize um caderno analógico ou digital de anotações e vá aprendendo enquanto faz a leitura dos livros aqui indicados.
Recado final: quer ser educador? Busque aprender sempre.
Até a próxima!

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Artesão do conhecimento

Imagem Artesanato Intelectual
Estamos acostumados com a leitura de textos de metodologia científica que trazem a abordagem de teorias do conhecimento e comentários sobre a lógica da metodologias do trabalho acadêmico.
Mas de vez em quando a gente descobre um texto em que o autor consegue deixar as questões acima de forma subliminar para o leitores e articula uma mensagem que discute o trabalho intelectual a partir das experiências profissionais vividas nas práticas cotidianas.
É na referida forma de abordagem que Charles Wright Mills discorre sobre as atividades do pensar no livro Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios.
Trata-se de um livro pequeno no tamanho, mas grandioso na proposta. Nele Mills aborda a construção do conhecimento como um processo de “artesanato intelectual”, discutindo os meandros da pesquisa, a questão da ideias, a organização das informações, a gestão dos arquivos e o processo de anotações.
O texto é um incentivo à aprendizagem: aprendemos a estudar, aprendemos a pesquisar, aprendemos a organizar o nosso pensamento. A proposta do autor é que nos tornemos artesão do conhecimento, um pesquisador ativo, que atua como descortinador do  mundo e aprendiz deste próprio mundo.
Antes mesmo de surgirem ideias sobre arquitetura da informação Mills já sinalizava para este trabalho de todo pesquisador, que é de ser um organizador dos movimentos da informação.
O livro é inspirador para quem deseja lidar com anotações pessoais, esboços de projetos, levantamento de questões para resolução de problemas, organização de resenhas e resumos, organização bibliográfica e dos artefatos da produção de conteúdos como organização de imagens, vídeos e bases de dados diversas que ajudem na organização do acervo do pesquisador.
Charles Wright Mills nos incita a criar, organizar, reorganizar e reaproveitar a nossa própria produção intelectual, por meio de uma escrita acessível a todo leitor interessado no tema.
No âmbito da pesquisa, Mills é inspirador, pois argumenta de modo a nos fazer pensar como podemos melhor organizar nosso trabalho de pesquisa de campo, pesquisa teórica, estudos acadêmicos, qualificação; ou seja, discute o ofício produtor de conhecimento ao dá alertas sobre a formação do leitor, do pesquisador e do escritor.
Para Wright Mills, não há separação entre a vida pessoal e a profissional. Nas palavras dele: “Diversão é algo que fazemos para estar prazerosamente ocupados, mas se o trabalho nos ocupa prazerosamente, é também diversão.” Pág. 61
Outro ponto de destaque do texto é quando resgata as questões da autoria e da autonomia do artesão intelectual. Assim ele diz: “O artesão é senhor da atividade e de si no processo.” Pág. 61
O livro é composto de cinco ensaios, que se completam e vai mostrando ao leitor o itinerário para a boa formação de um pesquisador:
Sobre o artesanato intelectual
O ideal do artesanato
O homem no centro: o designer
A promessa e
O que significa ser um intelectual?
A introdução da obra ficou por conta do professor e pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas: Celso Castro.
Se você se interessa por textos que abordem o processo de produção intelectual a partir das vivências e experimentações de um artesão intelectual, Sobre o artesanato intelectual é o livro.
Boa leitura e até a próxima!
O que é?  Sobre artesanato intelectual e outros ensaios
Quem escreveu? C. Wright Mills
Quem editou? Zarah Editora

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Quando o povo conta a própria história

O povo aumenta mas não inventa
Quem deseja aprender como usar narrativas em sala de aula não pode perder Narradores de Javé
O filme conta a história do moradores de Javé, que, ao saber que a cidade seria inundada devido à instalação de uma hidroelétrica, resolvem se reunir para contar as histórias do povo da cidade.
No elenco estão José Dumont, Nelson Dantas, Nelson Xavier e Matheus Nachtergaele.
Quem trabalha com treinamento pode explorar questões como o processo coletivo de criatividade e construção de histórias dentro dos grupos.
Além disto a história é divertida e envolvente, o que proporcionará momentos de descontração no ambiente de aprendizagem.
Palavras: educação, cultura, cinema
O quê? Narradores de Javé – o povo aumenta mas não inventa
Quem dirigiu? Eliane Caffé
Quanto tempo? 102 minutos

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Aprender cultura organizacional com Mad Men

As séries de TV exploram com mais frequência as profissões de advogado, médico e policial (investigador). Com isto nos acostumamos a interagir com um conjunto mais restrito de condução de enredos desse tipo de gênero discursivo.
Mad Men vai pelo lado avesso da tríade acima quando centraliza a história em torno dos profissionais da publicidade.
E mais: a série consegue trazer vários elementos que servem de discussão sobre cultura organizacional no mundo dos escritórios das grandes empresas estadunidenses.
Na verdade os autores conseguem retratar muitos dos elementos da sociabilidade do trabalho, narrando situações de compra e venda de empresas, disputa interna de poder entre outros assuntos palpitantes.
Se o espectador deseja uma história de ritmo acelerado, cheio de surpresa e clímax, não encontrará esse delineamento na série, pois cada capítulo solicita uma jornada de aproximações e reaproximações a cada assunto tratado.
Se o espectador deseja assistir a mais de um capítulo por vez, fazendo aquelas famosas maratonas de ver mais de cinco capítulos por vez, vai se decepcionar com Mad Men, pois cada parte da história provoca reflexões sobre valores existenciais a que estamos expostos na dinâmica das relações humanas, o que nos obriga curtir cada capítulo com a devida atenção. É a abordagem do se divertir pensando.
 
A série traz assuntos polêmicos sobre as relações sociais no trabalho e consegue discutir desde temas como a participação feminina no mundo trabalho até os efeitos da vida laboral na vida dos trabalhadores.
Lá é possível navegar em situações relacionadas a questões sobre homossexualidade e preconceito racial, indo até as restrições impostas à mulher por ser mulher no campo de trabalho, que tenta se perpetuar no masculino.
Lá também sãos retratadas as situações inusitadas a que as mulheres da década de 1960 passaram: entre a condição de ir à labuta na condição de trabalhadora corporativa ou à luta cotidiana do trabalho dentro de casa.
Achou pouco?
A narrativa é construída tendo como pano de fundo as mudanças sociopolíticas dos anos 1960. Há um momento interessante em que a população discute se Cuba irá jogar bombas nos Estados Unidos. Nas cenas as pessoas, aparentemente esclarecidas, deixam-se levar pelas mensagens midiáticas e ficam exasperadas pelos noticiários sobre uma possível guerra envolvendo os Estados Unidos.
Na verdade a série consegue mostrar como os fatores extrínsecos aos processos de trabalho, como relações familiares e interfaces políticas e econômicas, influenciavam a cultura das empresas da época.
E os clientes?
A depender das relações de poder estabelecidas entre fornecedor e clientes, as ingerências externas era preponderantes em afetar o comportamento organizacional.
Mad Men consegue também levar ao máximo o nível de verossimilhança: enquanto assistimos a cada capítulo, percebemos identificações com o mundo corporativo do final do milênio passado e início da atual era. Isto é coisa de ficção bem elaborada.
Quem trabalha com cultura, clima e comportamento organizacionais tem Mad Men como excelente recurso para discutir questões sobre o poder nas instituições, a dinâmica ética nas interações humanas e outras temáticas que levem à reflexão sobre a sociabilidade corporativa.
Na série o lúdico e a aprendizagem são indissociáveis. O espectador descobre coisas novas com a trama e tem a possibilidade de refinar o senso crítico sobre as mediações humanas dentro das corporações.
Assista, aprenda e divirta-se!

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Cinco armadilhas na escolha da profissão

 

 
 
 
Um dos desejos mais fortes das pessoas é fazer algo que dê prazer e satisfação, Mas o que se percebe é muita gente trabalhando em atividades que não representam os sonhos e expectativas que tiveram na juventude.
 
Fatores como condições sociais e financeiras e acesso a um sistema de educação de qualidade contribuem para escolhas indesejáveis quando o assunto é vida profissional.
 
Além dos itens acima, há outros que inicialmente parecem ajudar, mas podem atrapalhar a escolha da futura profissão.
 
Vejamos quais são eles.
 
1. Status social
Muita gente opta por profissões que são muito valorizadas pela sociedade e esquecem de verificar se tem afinidade com as tarefas referentes à profissão escolhida. Resultado: é aquele médico com dificuldade de examinar paciente, mesmo usando luva, pois não gosta muito de tocar e ser tocado. Pode ser também aquele advogado bem-sucedido na profissão, mas que vive um tédio por não ter seguido a profissão de design WEB. E assim vai!
 
2. Retorno financeiro
Obter ganhos financeiros com o trabalho desejo de qualquer pessoa que almeja ser bem-sucedido, mas este não poderá ser o único motivo para isto. A escolha da profissão só por causa do dinheiro pode trazer muitas insatisfações internas, que vão acompanhar o profissional pelo resto da vida. O dinheiro entra na conta, mas algo parece que algo não estar bem…
 
3. Influência de terceiros
Este é um fator relevante. Pais, irmãos, parentes e amigos podem sugerir que tipo de trabalho uma pessoa possa exercer e esta se encaminhar a uma atividade por pura pressão social. Cuidado!
 
4. Modismo
Vez por outra surgem reportagens indicando as melhores profissões para se trabalhar; as profissões do passado; as profissões do futuro. O futuro trabalhador fica tão confuso que não sabe para onde ir.
 
5. Hedonismo
Esta armadilha é das mais perigosas. É quando o interessado só ver o lado prazeroso do trabalho. A pessoa fica cega e não consegue perceber as limitações inerentes a qualquer atividade humana. Antes de tocar maravilhosamente qualquer música, o guitarrista precisa ficar horas e horas exercitando no instrumento musical. E mais: para ser um jornalista de sucesso é necessário ler muito, escrever, revisar, errar e reescrever. E isto é cansativo.
 
Transforme as armadilhas em oportunidades
Leve a sério a escolha da sua profissão: ouça as pessoas do seu entorno, consulte os profissionais que já atuam na atividade; analise o retorno financeiro das profissões, observe o mercado e acompanhe as tendências do trabalho, mas lembre-se sempre que você é o responsável pela sua carreira profissional, pois ao fazer isto, você será o protagonista da própria história como cidadão e como trabalhador.
 
Até a próxima!