A relação amigável entre educação e comunicação

Adaptação da capa da revista Comunicação e Educação
Adaptação da Capa da revista Comunicação e Educação
O século XX foi atravessado pelo surgimento de variados meios de comunicação de massa, como o rádio, a televisão e o cinema, que mexeram com o mundo do compartilhamento das informações.
A característica comum desses meios era eles serem de caráter unidirecional, ou seja, a via de transmissão era de um emissor para um receptor. E isto sem volta.
Assim os meios de comunicação de massa foram mais utilizados nos ambientes educacionais para servir a uma pedagogia da expressão, concebida sob a conjuntura de um agente que fala, escreve e gesticula, enquanto um outro, paciente, observa.
A popularização da Internet no final do século XX e início do século XXI trouxe o alento de uma possível comunicação bidirecional: seres que interatuam revezando o tempo em falas, escritas, audições e leituras e gesticulações.
Agora os homens podem sonhar em educar-se mediados por novas tecnologias da informação e comunicação.
Olha, gente, isto é uma possibilidade. Um sonho, uma vez que a Internet pode ser utilizada de maneira unidirecional, suprimindo nos homens o direito do situar-se no mundo, ao mesmo tempo que pode ser estruturada para a participação e autoria abertas a todos.
A possibilidade de transformação desse novo meio de comunicação de massa chamado internet em um ambiente de exercício da comunicação dialógica é um desafio para os educadores deste início de era.
Mas não fiquemos tão desesperados assim diante desse desafio de educar e educar-se no mundo WEB, professor.
Publicações como a revista Comunicação e Educação nos dão sinal de esperança de aprender a articular a educação e a comunicação para promover aprendizagens mais horizontais e participativas.
A revista existe de 1994, trazendo informações relevantes aos cidadãos que desejam saber mais sobre a Educomunicação.
O periódico é semestral. No site da USP, o internauta encontra um acervo com vários números da revista, com temas da Educomunicação sendo discutidos por profissionais das diversas áreas das ciências humanas.
A Comunicação e Educação é estruturada com um conjunto de artigos nacionais, na primeira parte, seguido, geralmente, por um artigo internacional e uma entrevista.
Ainda há uma área com uma resenha de alguma obra do campo da educação/comunicação e outra com um trabalho de arte literária.
No final há textos que discutem possíveis atividades de sala de aula com base nos assuntos discutidos na revista. Genial!
Na edição do segundo semestre de 2018, leitor encontrará assuntos relacionados à interlocução entre comunicação e educação nos âmbitos da arte, do design thinking e da pedagogia em dispositivos móveis.
A revista, apesar de se ser do acadêmico, tem como cuidado trabalhar os textos em linguagem acessível, tanto aos meios universitários, quanto aos ambientes de fora da universidade.
Educadores corporativos, educadores populares, assistentes sociais e todo e qualquer profissional que deseje aprender sobre educação com e para os meios de comunicação de massa, vão ter muito proveito na empreitada.

Que você está esperando?

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Até a próxima!

 

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#EducarNaPraxe 

 

O cinema na sala de aula

Imagem cinema e educação

 

O E-Praxe tem se empenhado em escrever sobre o uso pedagógico do audiovisual. Neste post comentamos sobre um livro essencial para quem pensa em trabalhar filmes em educação.
 
O livro Como usar o cinema em sala de aula, de Marcos Napolitano, é um bom guia de referência para o educador que deseja fazer análise fílmica em atividades de ensino-aprendizagem.
Napolitano navega em temas como elementos da linguagem cinematográfica e história do cinema. Além disto ele oferta o leitor com um conjunto de referenciais para planejamento de atividades e procedimentos básicos para o estudo produtivo do cinema em educação.
No livro, ele tem a preocupação de fazer análises fílmicas por disciplinas e também por meio de temas transversais. Bem didático.
Na obra o leitor também encontra um conjunto de anexos, com informações básicas de alguns filmes, um glossário de termos técnicos, um breviário de informações para apoiar o educador em atividades didáticas e ainda apresenta fichas e roteiros de avaliação fílmica.
O referencial bibliográfico é bem elaborado, pequeno e objetivo, mas que serve como orientador para quem deseja se aprofundar no assunto.
Quem gosta muito de cinema, poderá reclamar que faltou um ou outro comentário sobre algum filme específico nas análises, mas devemos reconhecer que a escolha foi oportuna e bem representativa.
 
Vamos abrir aspas para Napolitano?
 
O problema é que os filmes se realizam em nosso coração e em nossa mente menos como histórias abstratas e mais como verdadeiros mundos imaginários, construídos a partir de linguagens e técnicas que não são meros acessórios comunicativos, e sim a verdadeira estrutura comunicativa e estética de um filme, determinando, muitas vezes, o sentido da história filmada. 
 
 
O que é? Como usar o cinema em sala de aula
Quem escreveu? Marcos Napolitano

Quem produziu? Editora Contexto

Até a próxima!

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#EducarNaPraxe 

 

 

Edite vídeos para uso educacional

 
 
Cresce o número de publicações em vídeo na internet. Plataformas como YouTube e Vimeo estão abarrotadas de tutoriais para áreas diversas do conhecimento.
 
E aí, educador? Vai ficar aí assistindo a tudo isso?
 
O educador não é nenhum Youtuber, mas precisa aprender os rudimentos de criação e edição de vídeos para ajudar os alunos a aprenderem mais.
 
Lembramos que o vídeo sozinho não dará conta das necessidades de aprendizagem dos educandos, mas, não podemos negar, são recursos tecnológicos que podem ser bem produtivos nas atividades de ensino-aprendizagem.
 
Os educadores também, quando têm condições, podem contratar um profissional da área (videomaker) para dar o suporte necessário para a construção de recursos educacionais em vídeos.
 
Porém é sempre bom aprender a utilizar ferramentas audiovisuais para produzir material didático de qualidade. Pensando nisto, apresentamos para vocês três aplicativos de primeira para ajudar no trabalho de construção didática.
 
Vamos lá?
 
A primeira ferramenta é o aplicativo Format Factory para Windows. O aplicativo é bastante versátil. Com ele você poderá converter vídeos, imagens e áudios, de forma rápida e segura. O bom é que os arquivos criados mantêm um bom nível de qualidade.
 
Além disto é possível fazer conversões de documentos para o formato PDF e fazer fusão de vídeos. Que beleza!
 
Outra característica do produto é a possibilidade de os arquivos convertidos ficarem no formato mais compacto, o que facilita o transporte de mídias. 
 
Nas produções audiovisuais aqui no E-Praxe, a gente cria os vídeos no Camtasia para MAC OS ou no Movavi Screen Capture Studio para Windows e depois faz a edição final no Format Factory.
 
Por falar em Movavi, aqui está outra ferramenta feita para uso em educação. Com ele é possível gravar a tela (com o som) do computador e criar aulas bastante criativas. Também é possível gravar áudios do microfone e capturar vídeos da webcam. A criatividade do educador é o limite para a construção do material didático.
 
O Camtasia funciona no Windows e no MAC OS. O E-Praxe optou pela versão no MAC OS porque a infraestrutura de hardware da Apple é muito robusta, e a gente consegue fazer videoaulas com muita qualidade. 
 
Movavi e Camtasia são utilizados aqui na Praxe indistintamente; depende do tipo de trabalho que será realizado. Os dois são ótimos. Fique de olho para quando houver promoções para você adquirir o seu.
 
Alguns avisos:

 

  • Olha, o melhor aplicativo do mundo não fará de nós nenhum criativo na produção de vídeos. Precisamos estudar as ferramentas com afinco, pois quanto mais conhecemos o instrumento de trabalho, mais possibilidades abrimos para que a nossa criatividade floresça.
  • O vídeo é um dos recursos de aprendizagem que podemos utilizar. Não vamos reduzir nossas atividades didáticas ao compartilhamento indistinto de videoaulas. O que há em excesso cansa.

 

Nos sites das empresas proprietárias dos aplicativos há muita informação sobre o funcionamento das ferramentas. O negócio é praticar bastante, experimentar e perguntar a opinião da turma sobre a qualidade dos vídeos produzidos.
 

Usos da análise fílmica em educação

Adaptação da capa do livro Ensaio sobre análise fílmica
Gente, há poucos dias, o E-Praxe fez comentários sobre o livro Jornalismo Cultural, de Daniel Piza. No cotidiano o educador precisa fazer análise cultural, ou seja, estudar com os educandos os diversos fenômenos culturais com foco em aprendizagem significativa.
A postagem de hoje continua esse processo de discussão da análise cultural em educação e faz comentários sobre o livro Análise Fílmica.

Espero que gostem!

Francis Vanoye é conhecido do público da área de linguagens pela publicação do livro Usos da Linguagem – Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. Em Ensaio sobre análise fílmica, ele faz parceria com Anne Goliot-Lété e traz diversas apreciações sobre a crítica cinematográfica.
Primeiro os autores abordam a concepção de análise fílmica, trazendo as especificidades desta prática cultural. Em um segundo momento, a dupla apresenta as distinções entre um espectador normal e um analista de filmes. Este é o ponto crucial para entendimento da obra, pois, conforme a opinião dos autores: “não é necessário gostar de um filme para analisa-lo bem”, p. 140.
A partir dessas reflexões iniciais, a obra traz um panorama do cinema quanto aos aspectos das narrativas. O capítulo é finalizado com uma discussão produtiva sobre o ato de interpretar obras culturais. Neste ponto eles trabalham utilizando a base teórica de Umberto Eco sobre “Os limites da interpretação”.
E eles continuam a compartilhar coisas boas sobre análise fílmica por meio de dois exemplares fílmicos: Paisagem na Neblina, de Theo Angelopoulos, e Rebecca, de Alfred Hitchcock.
Não bastasse as análises acima, ainda o leitor tem informações sobre spots publicitários e curta metragens de ficção.
Para o educador que deseja se aprofundar na temática de análise de obras cinematográficas, Ensaios é um filme que merece ser lido. Na obra podemos aprender mais a estudar o cinema de forma a aproximá-lo da educação.
Ganha o educador, ganham os educandos, ganha a sociedade que recebe um cidadão oriundo da escola com melhor formação sociocultural.
Ah! Não deixe de ler também Jornalismo Cultural, está bem?
 
O que é? Ensaios sobre análise fílmica
Quem escreveu? Francis Vanoye e Anne Goliot-Lété
Quem editou? Editora Papirus

Até a próxima!


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#EducarNaPraxe 

 

Primeiro Ano E-Praxe

Imagem um ano do E-Praxe
É tempo de festa no E-Praxe!
Completamos um ano de publicações na WEB e para comemorar, apresentamos as dez publicações mais lidas durante o primeiro ano de nossa página.
Muito obrigado, leitores!
As dez mais lidas
As publicações mais lidas servirão de base para a criação de novos textos, tratando desses assuntos com mais profundidade.
Até a próxima!

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#EducarNaPraxe 

Abram aspas para Dermeval Saviani

Imagem Abram aspas para Demerval Saviani

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Aprendizagem ativa necessita de ensino ativo

Imagem Aprendizagem Ativa

 

E aí aparecem obras de didática em língua estrangeira exaltando as qualidades da aprendizagem ativa, e os educadores como todo bom consumidor começam a discutir as novas terminologias como se novidade fosse.
 
Educadores como Paulo Freire, Dermeval Saviani, Álvaro Vieira Pinto e Anísio Teixeira já defendiam o papel ativo do aluno no processo de aprendizagem. Então essa discussão é velha…
 
Mas como essas discussões voltaram com muita frequência é bom ressaltar alguns especificidades das competências que todo educador precisa desenvolver para a realização de práticas de ensino-aprendizagem que aproximem os educandos da tal da aprendizagem ativa
 
Lembremos que o termo aprendizagem ativa é redundante, pois a palavra aprendizagem em si já incorpora a ideia de um modo de existir ativo. Mas deixa pra lá.
Às vezes ficamos tão envolvidos com a força das palavras que esquecemos de observar o que está por traz em termos de significação. Por traz de uma aprendizagem ativa, há um ensino vigoroso e ativo.
Por isto o E-Praxe esta semana resolveu trazer algumas competências que o educador precisa desenvolver para a promoção da aprendizagem ativa.
 
Primeiro o educador precisa assumir-se como um curador de conhecimentos. Curador não é enciclopedista, mas sim um trabalhador-aprendiz que tem como função compartilhar o que aprendeu por meio da construção do conhecimento.
 
O educador também precisa ser um mediador da aprendizagem, ou seja, um ser ativo, que atua no contexto para produzir sentidos e significados sobre os conhecimentos sistematizados criados pela humanidade.
 
O educador é um fomentador de valores que incentivam a formação de valores que impulsionem a cooperação, a solidariedade. Enfim, que motivem as pessoas as cuidar das coisas da humanidade.
 
O educador é o arauto da criação e da criatividade, pois pode ser a escola o lugar onde as pessoas pensem novas formas de viver o mundo e quiçá o transformar.
 
Ao ser o arauto da criação e da criatividade, o educador tem a responsabilidade de mediar situações de ensino-aprendizagem que levem à inovação. A  escola é o lugar do novo. A escola atravessa os tempos passados, presentes e futuros, por isto educar é um ato para trazer o novo que há na humanidade.
 
O educador é o profissional que ajudar o educando a construir competências para a autoria e a autonomia. Aqui está o cerne da educação para a aprendizagem ativa. As pessoas precisam pensar por si e desenvolver senso crítico para mudar o mundo para melhor.
 
Ufa, vamos para por aqui!
 
Todas as ideias trazidas até aqui, de uma maneira ou de outra está contida nas abordagens filosófico-educacional dos pensadores aludidos no início deste texto. O que precisamos é estudar as novidades no âmbito educacional com mais cuidado, para que não tragamos o velho fantasiado de novo.
 
Quando aparecem projetos de educação baseados em Gamification, Design Thinking, Aprendizagem baseada em projetos, Aprendizagem Invertida, Ensino Híbrido, Aprendizagem baseada em problemas, devemos nos aproximar deles sim, mas não como mitos salvadores da educação. 
 
Aos estudá-los a fundo, perceberemos que muitas das propostas trazidas nessas ideias já existiam há muito. O que pode ter acontecido é de os educadores não terem percebido valor nessas propostas no dia a dia educacional ou mesmo as estarem usando com outras denominações.
 
Cabe a você, educador, mergulhar nessas novidades, mas saber sair delas por meio do senso crítico, da observação acurada e da aplicação fundamentada em aprendizagem. Pergunte-se: isto vai servir para desenvolvimento dos alunos? Eu já não faço isto no meu dia a dia?
 
 

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Precisamos conversar sobre cinema e educação

Imagem Precisamos conversar sobre cinema e educação
Coisa gostosa é cinema. Sala escura, pipoca saborosa, aquele refrigerante…
Mas nem sempre é assim que o cinema é visto na sala de aula.
Geralmente filmes ou documentários são utilizados para os educandos realizarem em tarefa em que haverá avaliação sobre o conteúdo da película.
Outras vezes o filme é fruto de escolhas dos educadores, o que deixa os alunos sem a possibilidade de serem protagonistas nas sugestões de boas películas.
Resultado: o que era para ser um encontro prazeroso, torna-se um martírio para a galera.
Precisamos buscar a participação dos alunos nas escolhas de filmes que tenham que ver com o que está sendo estudado; precisamos também fazer análise cinematográficas sem necessariamente exigir contrapartidas avaliatórias dos aprendizes, para que a sétima arte seja tão bem curtida em sala de aula quanto o é nas salas de cinema.
Além dos percalços acima, há outras situações que precisam ser trabalhadas pelo educador quando for analisar filmes ou documentários.
Primeiro precisamos passar pela linha do entendimento. Explica-se: às vezes, após terminada a sessão, o educador inicia a discussão interpretativa da obra sem avaliar o nível de compreensão da narrativa.
É quando as pessoas começam a opinar sobre o filme sobre bases de compreensão difusas, o que pode gerar contratempos, antagonismos ou polêmicas sem necessidade.
Observe: primeiro a gente analisa o que está contido no filme: o visível, o que é comum a todos, aquilo que é lógico e coerente. Depois vem a fase da construção de sentidos, em que o grupo vai opinar sobre o que foi visto com base no compreendido.
A interpretação é atribuição de valor. Como podemos opinar sobre algo que não entendemos?
Muitas sessões cinematográficas didáticas perdem o sabor quando o filme/documentário é discutido sobre bases mal compreendidas.
Outro fator interessante é utilizar o filme desalinhado aos objetivos de aprendizagem. A gente não leva filme para entreter as pessoas. A gente leva o filme para promover aprendizagem. A diversão é uma consequência, não, um objetivo.
Então, nada de diversão por diversão ou filmes de nosso interesse pessoal que não tem que ver com o que se está ensinando.
E aí? Vá atrás de filmes que deem suporte para a boa aprendizagem. Ouça a galera discente. Os educandos agradecem.
Até a próxima!

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Abram aspas para Audre Lorde

Imagem Abram aspas para Audre Lorde

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Para melhorar o repertório sociocultural do professor

Imagem parte da capa do livro Jornalismo Cultural
Os educadores são muito cobrados para saber com proficiência os conteúdos aos quais se dispuseram a ensinar, além de outros conhecimentos de mundo favorecedores do processo de ensino-aprendizagem.
Essa “cobrança” provoca ansiedade nos profissionais, pois são criadas expectativas de o professor ser um verdadeiro super-homem, mas educadores são pessoas comuns: incompletas inconclusas e inacabadas.
Mas será possível desenvolver essa formação tão transversal? Não é exigir demais dos educadores?
O educador não precisa ser um superprofissional que sabe tudo e possui uma enciclopédia na cabeça, mas é necessário, com dedicação e empenho, desenvolver um nível de competência que contribua para uma melhor leitura de mundo em consonância com um conhecimento técnico consistente da própria área de trabalho.
Para ajudar o professor nessa empreitada, vez por outra, o E-Praxe traz comentários de livros, discos, filmes e documentários para melhoria do nível desse tal de repertório sociocultural.
O comentário de hoje é sobre o livro Jornalismo Cultural, de Daniel Piza.
Jornalismo Cultural é uma obra muito gostosa de ler, pois possui uma linguagem bem acessível, facilitando a leitura dos não jornalistas.
Nos dois primeiros capítulos, Piza faz um breve panorama do jornalismo cultural no mundo e no Brasil. Mesmo com um texto conciso, há um incentivo para que o leitor busque mais informações sobre esse assunto tão palpitante.
Piza não esquece de trazer os fundamentos da função de quem deseja produzir crítica cultural. Neste caso, ele tem o cuidado de discutir os mitos que podem atrapalhar a prática de se fazer jornalismo cultural, além de abordar algumas características do bom jornalismo de cultura.
O bom do texto é a capacidade do autor de não se prender a fetiches de “alta ou baixa cultura” e conseguir defender o jornalismo cultural como um trabalho de olhar o mundo em toda diversidade.
No livro há análises de alguns textos de crítica cultural, com o objetivo de situar o leitor como é o fazer cotidiano do bom jornalismo cultural.
Na prática, quando a professora está discutindo, no âmbito didático, as especificidades de um filme ou um texto literário, ela está ensinando e aprendendo a fazer crítica cultural. Daí a importância de leituras de obras como a de Piza.
Jornalismo cultural é um livro bem-vindo em salas de formação de professores, pois ajudará os mediadores a utilizar recursos mais técnicos de estudo das culturas, o que será bom para todos: professores, alunos e cidadãos em geral.
Que é isto? Jornalismo Cultural (livro)
Quem criou? Daniel Piza
Quem divulgou? editora Contexto Até a próxima!

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Os algoritmos invadiram a vida cotidiana

Imagem Algoritmos
Gente, os algoritmos invadiram a nossa vida na WEB. Também o que seria de nós sem eles?
Espera aí! Cuidado com a empolgação.
O algoritmo é um bem cultural da humanidade. Com eles organizamos quase tudo na WEB. Pense aí: scripts e extensões de páginas WEB, macros em programas de planilhas, apresentação, processamento de textos e banco de dados e por aí vai.
Eles ajudam os homens a na organização da vida, ajudam os programadores na criação de aplicativos maravilhosos, ajudam os desenhistas de páginas a criar procedimentos facilitadores de usabilidade dos aplicativos. Realmente não dá para ficar sem eles.
Mas, como toda ferramenta criada pela humanidade, eles podem ser construídos para levar vantagens sobre as nossas intenções. Quer exemplos: que dizer desses robôs que nos perseguem, oferecendo produtos o tempo todo, só por que clicamos em uma página por curiosidade?
Pense também os milhares de robôs que estão sendo criados para nos direcionar a determinadas tendências político-partidárias, fazendo do cidadão um fantoche das circunstâncias?
Pois é!
Que nós educadores temos com isso?
Olha, não podemos ficar alheios a esta situação criada pelos algoritmos e precisamos nos reeducar para entender melhor as estratégias computacionais que tanto interferem no nosso dia a dia.
– E eu preciso aprender a manipular algoritmos? – Para que eu vou aprender a fazer macros? Estas seriam boas perguntas que um professor faria. Não é bem que o professor se tornará um programador avançado: analista de sistema é analista de sistema. Mas é necessário saber os fundamentos desta área de conhecimento para poder melhor utilizar essa tecnologia em benefício da aprendizagem.
Se você quiser criar uma atividade na WEB, provavelmente terá de saber como conversar com os programadores sobre o que deseja como solução educacional.
Nas atividades cotidiana, terá de saber identificar se uma notícia em uma mídia social é oriunda de um ser humano ou é automatizada por um robô. São coisas da vida.
Os exemplos são variados. Nós educadores precisamos ser multidisciplinares e transdisciplinares. Quem sinaliza se precisamos aprender uma disciplina nova para ajudar no nosso trabalho é o contexto. É o objeto de aprendizagem. 
 
Fiquemos atentos e até a próxima!

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