Professores navegantes – viagem ao mundo das nuvens

Imagem Educação nas nuvens
Quem ainda não passou a situação de levar o material didático em um pendrive para atividade em sala de aula e, de repente, viu-se impossibilitado de usar o tal material por algum problema de incompatibilidade tecnológica?
Isto já aconteceu com muita gente; e precisamos estar atentos.
O bom é que a gente armazene nossos arquivos eletrônicos em mídias diversas, pois algum problema técnico pode ocorrer.
Portanto grave os dados em um pendrive, no seu notebook (se tiver) e no smartphone também.
a gente ainda tem uma quarta possibilidade que é gravar nossas informações nas nuvens. E há diversos disponíveis na Rede.
Talvez você fique com receio por deixar suas informações nas mãos de terceiros, mas é um risco que temos de passar. Para seus arquivos ficarem mais seguros sugerimos que você crie uma boa senha de acesso, que seja fácil de você lembrar e que torne bem difícil o acesso de uma outra pessoa.
Você também não precisa ter todas as suas informações na Net; basta deixar os arquivos de uso mais corriqueiros, aqueles que são imprescindíveis para você não passar vexame, rs.
As vantagens de usar as nuvens é que você trabalhará com mais comodidade e, desde que você tenha um bom serviço de banda larga, excelente mobilidade.
Algumas plataformas de arquivamento em nuvens permitem que você utilize aplicativos básicos de escritórios. Vamos conhecer algumas dessas plataformas?
Você nas nuvens
 
 
Imagem Símbolo do iCloud
 
Este serviço é indicado para quem usa os aplicativos da Apple. Além de armazenar os dados na plataforma, você poderá utilizar aplicativos como iBooks, Page, Number e Keynote. As atividades de manipulação de fotografias são muito boas.
Imagem símbolo do DropBox
Dropbox

O Dropbox é uma das mais antigas iniciativas de gerenciamento de arquivos na internet; é bom, prático e fácil de usar. Com ele você não fica preso às plataformas office dos fabricantes.
Imagem símbolo do Ondrive
O OneDrive é a plataforma da Microsoft. Com ele você, caso tenha licença para uso do MS Office, trabalhará com muita produtividade, usando Excel, Word e PowerPoint. Além disto é possível usar o OneNote, aplicativo de gerenciamento de notas.
 
Imagem símbolo do Google Drive
 
 
Drive

O Drive pertence à Google; assim como o iCloud e o OneDrive, o usuário dispõe de soluções de escritórios bem organizadas como Documentos, Planilhas, Apresentações, Keep (app de notas), Formulário, Desenho e Agenda, além de outras soluções como Fotos e Google Sala de Aula.
Qual a melhor solução? Você poderia perguntar. A escolha depende do tipo de trabalho que o educador realiza, do perfil que este tem e do grau de proximidade com a interface gráfica do fabricante. Em outras palavras: pesquise, pesquise, pesquise…
Alguns educadores acabam por combinar mais de uma plataforma no trabalho do dia a dia e armazenam os dados de acordo com interesses específicos.
Você ainda pode compartilhar os seus arquivos, segmentando os acessos por grupos específicos de usuários.
Comece a trabalhar nas nuvens e você se sentirá um professor avançado no uso de tecnologias da informação e comunicação (TIC).
Até a próxima!

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Abram aspas para Jaron Lanier

Pensamento Jaron Lanier

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Os encantos de formar grupos de trabalho na WEB

Grupos corporativos na WEB

O mundo WEB cria possibilidades interessantes de convivência digital. A gente agora pode formar grupos de específicos para trocar ideias na internet. Que bom!

Esta tendência invadiu o mundo do trabalho e cada vez mais as empresas têm incentivado o compartilhamento de informações corporativas na WEB.

Mas a gente precisa ficar atento a algumas situações

Primeiro lembrar que, com a formação de grupos de trabalho na internet, os requisitos de segurança passam a não ser mais de domínio da empresa e pertencem às instituições provedoras de plataformas de mídias digitais, como WhatsApp, Facebook, etc.

Assim a gestão segurança da informação passa a ser limitada, pois os dados postados nos grupos são, na verdade, gerenciados por um terceiro.

Outra situação diz respeito às questões de ordem trabalhista. A empresa quer arriscar a ser autuada por solicitar serviço do empregado fora do horário estabelecido no contrato de trabalho?

A partir do momento em que postamos informações corporativas em grupos corporativos formados nas mídias sociais, é como se tais conteúdos ficassem públicos, livres para outras pessoas olharem.

E ainda a empresa não tem garantia se o provedor de serviços não vai utilizar as informações circuladas nos grupos para vender a outras empresas. Fique atento!

Isto aqui escrito é fruto de questões óbvias, que permeiam a circulação de informações na internet, mas que muitas instituições não refletem a respeito.

Mas as empresas vão deixar de aproveitar a oportunidade de criar novas dinâmicas relacionais entre os funcionários por causa destas questões?

É claro que não!

O que as empresas precisam fazer é adotar um sistema de gerenciamento de segurança adequado às mediações sociais que acontecem na WEB.

E este negócio de segurança certamente é motivo para uma nova postagem

Até a próxima!


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O pensamento de Joe Pulizzi

Imagem Pensament Joe Pulizzi
Até a próxima!

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Saber WhatsApp e Instagram não garante acesso ao mercado de trabalho

Imagem mídias sociais digitais
Aqui no E-Praxe já foi discutida a questão do fetiche nos Nativos Digitais, agora vamos discutir a fluência nos usos das mídias sociais e a falsa garantia de emprego.
Vamos que vamos
O aspirante a trabalhador é muito habilidoso no uso de Facebook e WhatsApp; carrega fotos distribui “likes”, faz comentários, e as pessoas já imaginam que ele não precisa se aperfeiçoar no manuseio das tecnologias da informação e comunicação.
Cuidado com essas conclusões.
As mídias sociais são ainda muito usadas pelas pessoas para o entretenimento e para o consumo. A participação maciça em redes sociais digitais é mais de recepção de informações do que de produção de conhecimento.
 Vamos pegar os exemplos bem básicos?
O conhecimento de mídias sociais não vai ajudar muito o recém-chegado funcionário de uma farmácia que precisa dominar o aplicativo de banco de dados que armazena tanto informações pessoais dos clientes, quanto múltiplos dados dos remédios.
O engenheiro novato precisa ter conhecimentos básicos do manuseio de aplicativos de projetos estruturais como o AutoCAD.
Imagine um profissional de design gráfico que ainda não tem domínio de aplicativos como CorelDraw ou Photoshop?
E um professor que nunca usou uma plataforma digital de ensino-aprendizagem?
O domínio dessas ferramentas são contextuais; devemos aprender a usar as ferramentas que são inerentes a nossas profissões.
É bom lembrar que usar tecnologias no âmbito profissional exige uma formação específica, em que é necessário o desenvolvimento de competências que não se adquire somente conhecimentos prévios de mídias sociais digitais.
Na maioria das empresas o smartphone não é o equipamento central de trabalho. O acesso a sistemas complexos exige o domínio de desktops e notebooks, pois as telinhas dos celulares até dificultam o trabalho.
Ainda, os aplicativos utilizados no ambiente de trabalho são bem diferentes do que os existentes nos celulares, pois a estrutura tecnológica é outra.
Outro fator determinante na diferenciação entre aplicativos corporativos e os App dos celulares se refere ao sistema de segurança. As empresas têm de trabalhar com informações que necessitam ser classificadas quanto aos acessos, e esses níveis de segurança têm de ser gerenciados pela própria instituição. Não é o caso dos gadgets dos celulares que possuem às vezes controles de acessos bem mais simples.
É preciso que os aspirantes a trabalhadores superem as bolhas dos aparatos técnicos das redes sociais e aprendam a usar e a dominar os diversos recursos tecnológicos que as grandes empresas utilizam em relação aos aplicativos e equipamentos que dizem respeito à profissão escolhida.
Espere aí! Isto quer dizer que ser fluente em mídias sociais não serve para nada?
É claro que serve: usar mídias sociais digitais é um bom começo para quem deseja conhecer tecnologias da informação e comunicação, mas não podemos ficar só nisto.
O ciberespaço é um ambiente que potencialmente podemos usar para arte, lazer, trabalho e muitas outras coisas que imaginarmos. Mas não podemos ficar só nisto.
Quanto mais usos você descobrir sobre as tecnologias digitais melhor para a sua formação como cidadão e como trabalhador.
E aperfeiçoar-se sempre é um bom início para a formação da competência tecnológica consistente.
Até a próxima!

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O Pensamento de Charles Peirce

Imagem Pensamento de Charles Peirce
Até a próxima!

Cuidado com o fetiche dos nativos digitais

Imigrantes digitais e nativos digitais
Em 2001 Marc Prensky publicou um artigo que trazia duas ideias novas sobre a sociabilidade do final do século XX; o texto tratava das questões das pessoas nativas digitais: as que nasceram após o boom da Internet, e das pessoas emigrantes digitais: as que nasceram antes do surgimento da WEB.
Para Marc os nativos digitais tinham mais proximidade com o mundo WEB e atuavam com desenvoltura na manipulação das tecnologias da informação e comunicação (TIC).
As ideias de Prensky eram muito pertinentes para o início do milênio e influenciaram muita gente nos mundos corporativo e educacional.
De tanto repetir as ideias de Marc Prensky, o mundo acadêmico e corporativo acabou por criar um paradigma de convivência, em que as pessoas nascidas antes de 2000 eram distantes e estranhas aos usos das TIC.
Mas não é que em 2009, Marc Prensky lança um novo artigo em que revisita os conceitos acima e apresenta nova proposta de percepção da cultura digital?
No segundo artigo o autor discorreu sobre a perspectiva da sabedoria digital. No texto ele argumento que tantos os nativos quanto os emigrantes estão inseridos como sujeitos com potencialidade para se organizar e interagir no mundo WEB. Acabou-se um paradigma!
Afinal de contas já se passaram 18 anos do primeiro artigo, e nesse período muitos dos chamados emigrantes digitais se aproximaram mais e mais da WEB e hoje a rede mundial, permeada de TIC, já não é tão estranha assim para os cidadãos do século XXI.
Apesar de Marc ter lançado um artigo de revisão em 2009, muita gente ainda defende os pressupostos contidos no primeiro artigo do autor. E é aí que nasce um Fetiche.
São escolas de formação de adultos que ainda possuem visão estereotipada dos educandos, achando que só porque alguém é jovem possuirá mais domínio das tecnologias do que os imigrantes. Que coisa, hein!
Isto acontece em empresas consideradas modernas: pessoas são selecionadas por meio de classificação etária quando o assunto é tecnologia e WEB. Que visão estereotipada, não?
Considerar se uma pessoa domina ou não a mediação das TIC WEB somente por levantamento de idade é uma ilusão.
Para quem trabalha com educação, o bom é que os profissionais se aprimorem em fazer análise de contexto, para verificar o nível de capacitação que o educando tem de interagir na Rede. A partir disto é que se pode realizar práticas de ensino-aprendizagem mais coerentes com a realidade.
Já nas empresas, os processos seletivos e os programas de identificação de talentos também precisam se aprimorar para que haja levantamentos do real valor que os trabalhadores possuem quanto à construção da cultura digital.
Marc Prensky demonstrou com a revisão dos conceitos, o quanto nós profissionais devemos estar antenados quanto aos novos contextos que nos são apresentados pela dinâmica da realidade. Ainda mais a dinâmica deste início de milênio, em que o volume de informações pode deixar as pessoas confusas quanto ao destino que terão.
Os Fetiches podem ocultar coisas essenciais para o conhecimento da realidade. Por isto precisamos de mais cuidado na hora de estabelecer perfis de competência do homem contemporâneo.
Há necessidade de fomentarmos a criação de um mundo onde seja possível participação de todos, e a ótica da faixa etária precisa ser vista como muito cuidado.
Até a próxima!

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As novidades da HBR Brasil de fevereiro/2019

Mosaico da capa da revista HBR Brasil - fevereiro/2019
 
 
A revista Harvard Business Review do mês de fevereiro/2019 traz como pauta os meandros da privacidade das informações no mundo WEB.
 
No periódico o leitor vai encontrar textos como:
  • Consentimento não informado – que trata do relacionamento entre empresas e consumidores, quanto à privacidade de dados.
  • Como exercer o poder que você não pediu – traz uma proposta de discussão interessante sobre a possibilidade de as plataformas de informações se tornarem fiduciárias dos conteúdos em depósitos: muito relevante!
  • O funcionário rastreado e feliz– discute um assunto mais que atual: como o People Analytics pode influenciar na privacidade dos funcionários?
  • Projeto para uma sociedade digital melhor – analisa falhas existentes nas políticas de coleta de dados
  • “Pare de pensar em consentimento: isso não é possível nem correto” – é uma entrevista com a filósofa e especialista em privacidade Helen Nissenbaum
Mas a revista não termina por aí?
Há ainda um artigo sobre cultura da inovação; outro sobre marca corporativae motivação.
A HBR Brasil trabalha com artigos feitos por especialistas na área. Isto é bom, pois não corremos o risco de ler textos de “gurus da mídia”, que só conhecem teoricamente os problemas da área corporativa.
Nos textos geralmente os autores trazem resultados de pesquisas que eles próprios fizeram.
É para ler, guardar, reler e abrir novas discussões sobre temas tão importantes da contemporaneidade.
Até a próxima!
O quê? Harvard Business Review
Quando: fevereiro/2019
Onde encontrar: livrarias e bancas de revistas
Onde mais: hbrbr.com.br
Até a próxima!

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O pensamento de Pedro Ortega

Imagem abram aspas para Pedro Ortega
Até a próxima!

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A Pós-Verdade e o mundo corporativo

Imagem pós-verdade e mundo corporativo
Em uma pesquisa em novembro/2018 no Google sobre a palavra pós-verdade, obtivemos 35 milhões de resultados.
Ela é a palavra do início do milênio. Ela está tão poderosa que foi escolhida a palavra do ano de 2016 pelo Dicionário Oxford.

Quer mais?

Fake News é também uma palavra forte em nossa era: 681 milhões de ocorrências.
Mas por que a mentira assumiu tanta importância na vida das pessoas? É na política, no entretenimento, na religião; a questão da mentira tem afetado a  todos.
Os mentirosos sempre tiveram vida aqui na terra. Só que antes as pessoas se sentiam envergonhadas por mentir; hoje existe uma guerra para ganhar as argumentações, pois ninguém quer mais ser convencido pelos fatos: o importante é ganhar a discussão.
O que diferencia o comportamento das pessoas no período Pré-WEB e agora é que a mentira é utilizada como arma para destruir argumentos e ocultar as evidências, muitas vezes como se fosse uma brincadeira.
As pessoas manipulam a confiança alheia, criando realidades paralelas, em nome de relativismos em que cada um cria a própria miragem, distanciando-se do real.
Outro ponto de destaque é a forma como as falsas notícias são difundidas: são rápidas e indiciais, o que dificulta os receptores de identificar a origem e a autoria da mensagem falsa. Essa rapidez com que são veiculadas as notícias dificulta a vida do cidadão desavisado, que pode ser envolvido por apelos emocionais e reconhecer notícias fraudulentas como se verdadeiras fossem.
Junte a tudo isto, a negação da história e das demais ciências, com o consequente desacato às tradicionais e reconhecidas autoridades sobre determinado tema:  é o relativismo construindo um emocionalismo sem precedentes.
As caixas postais estão abarrotadas de fatos noticiosos não muito fiéis à verdade; da mesma forma acontece com as mídias sociais, em que as pessoas copiam e colam indiscriminadamente notícias falsas e, mesmo depois de descobertas as falácias, continuam sustentando as informações que foram compartilhadas.
Houve um tempo em que o homem se direcionou para o racionalismo, em que a primazia da razão subjugava as outras formas de existir no mundo. Hoje podemos criar um nome para a atitude pós-verdade: emocionalismo. As pessoas mesmo sabendo que uma determinada mensagem não é confiável, defende o conteúdo com muita convicção, deixando que o contexto a afete emocionalmente. Ficamos enclausurados em bolhas, com limites rigidamente construídos, impedindo-nos de observar a realidade sob mais de um ponto de vista. Desta situação um tanto assustadora, surgem questões que precisamos pensar em respeito a nossa vida no trabalho:
·         Como está esse movimento nas nossas relações de trabalho?
·         Já pensou as pessoas sendo demitidas por causa de fake news?
·         Já maginou, por outro lado, as pessoas sendo promovidas por causa de informações que não correspondem à realidade?
·         E como ficarão os currículos dos candidatos a emprego?
·         E quanto à questão da autoria, da criação e da criatividade?
O assunto é novo e precisamos ficar atentos aos movimentos dessa nova forma de sociabilidade que se propaga com muita força na vida moderna.
Por enquanto não temos respostas para lidar com esses contextos, mas cabe a nós a reflexão sobre em que caminhos desejamos percorrer para construir nossa vida com ética e com responsabilidade.
Até a próxima!

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Alicerces da educação corporativa

alicerce educação corporativa pragmática, epistemologia, ontologia
Que deseja a educação corporativa?
O que o trabalhador espera ao concluir um treinamento é de ser capaz de realizar algo novo na empresa com competência.
Se ele vai fazer um curso de fluxo de caixa, o interesse não é apreender todas as teorias da administração financeira, mas saber realizar a gestão do movimento financeiro corporativo.
Isto não quer dizer que a teoria não importa, mas sim que as especificidades da educação corporativa são diferentes da educação formal que acontece nas escolas de educação básica e instituições de ensino superior.
O caráter pragmático da educação corporativa
No ambiente corporativo, o caráter pragmático das relações de trabalho é proeminente. O que prevalece são as ações, os procedimentos e os processos.
Isto não é ruim, pois os clientes, os fornecedores, os cidadãos e o Estado têm a expectativa de respostas rápidas e adequadas às soluções oferecidas pelo empresariado.
A pragmática não está sozinha
Mas a educação corporativa não sobrevive somente com os fundamentos da pragmática, ela é permeada pelas dimensões da epistemologia e da ontologia também, que se entrelaçam para a promoção de uma instituição que transpareça a imagem de empresa competente.
Pragmática, epistemologia e ontologia são palavras são difíceis de entender?
Elas representam as dimensões da Prática, do Conhecimento e do Ser respectivamente.
Pragmática porque as pessoas vão para sala de aula para aprender algo que possam utilizar no atingimento dos objetivos sociais das empresas de maneira célere e com qualidade.
Se os funcionários trabalham com vendas, espera-se que eles possam criar comunicações corporativas que aproximem a clientela da empresa, para que os negócios aconteçam.
Mas a pragmática não pode ser a única preocupação da empresa. Ter habilidade em fazer algo é importante, mas é necessário também conhecer o que se está fazendo. Aqui aparece a questão da epistemologia, ou seja, os cursos corporativos também precisam trabalhar o conhecimento, discutir teorias, formular conceitos.
Agora imagine uma corporação que tem funcionários excelentes executores de práticas de trabalho, em processos devidamente mapeados, mas não compreenderem como realizar tais processos? Apenas replicam o que estão nos manuais? Como ficam a relações institucionais da empresa? Como ficam a criatividade e a inovação tão necessárias ao desenvolvimento da empresa do século XXI?
Pois é, conhecer e saber fazer são fatores interligados na aprendizagem organizacional. Então a pragmática e a epistemologia bastam?
O homem como centro do trabalho
Lembremos que a boa governança solicita que desenvolvamos as competências das pessoas, e sabemos que competências envolvem a articulação pertinente de conhecimentos, habilidades e atitudes.
Então saber e saber fazer não bastam?
Precisamos acrescentar a dimensão ontológica como alicerce da aprendizagem nas organizações.
De que adianta um trabalhador que conhece o serviço, sabe executá-lo com presteza se este profissional age de maneira negligente, sem responsabilidade ética ou prejudicando as pessoas?
O mundo corporativo precisa de profissionais que consigam interagir com os diversos interlocutores de maneira autêntica e efetiva. E quando este ser não está bem, haverá reflexos nas relações internas da empresa, bem como nas relações com clientes, fornecedores de sociedade.
Trabalhar o ontológico no trabalhador é agir de maneira efetiva sobre as atitudes dos trabalhadores. Agir fazendo mediações sucessivas, por meio de problematizações, incentivos e desafios. Não pode ser por projetos de ações alienantes, normativas e sem sentido para os funcionários, mas favorecendo o pensar conjunto que promove o desenvolvimento da empresa e dos trabalhadores.
Afinal de contas as pessoas não são robôs. Elas são sentimentos e emoções. Elas são impulsionadas por afetos e desafetos; gostos e desgostos, prazeres e dores. Elas precisam se sentir autoras dos processos de trabalho e úteis para a sociedade.
Cabe lembrar que responsabilidade social maior de toda empresa é com os próprios funcionários, pois estes são os sustentáculos da cultura organizacional.
Daí a dimensão ontológica ser o maior desafio de toda empresa que deseje ter uma jornada perene nos negócios.
Quanto mais houver aproximação entre os valores dos funcionários e os objetivos sociais das empresas, mais chances de benefícios para todos poderão ocorrer.
E a educação corporativa poderá contribuir para que haja aprendizagens organizacionais significativas, que articulem as dimensões da pragmática, da epistemologia e da ontologia, resultando no desenvolvimento efetivo de competências.
Até a próxima!

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