Monte sua biblioteca básica de educador

Imagem Biblioteca Básica de Educação
Ser professor não é uma das mais desejadas profissões quando os alunos adentram o ensino superior. Mas é quando o recém-formado busca aperfeiçoamento em nível de especialização que sente no ar possibilidades mil para compartilhar o que aprendeu durante a graduação.
A ficha cai e a pessoa percebe que ser educador poderá trazer benefícios para a construção de uma carreira consistente no mundo do trabalho.
Para os que não possuem no currículo as disciplinas relacionadas à educação, apresentamos uma bibliografia básica para ajudar na formação do futuro educador.
A seleção abaixo não é exaustiva nem se limita a livros somente da área pedagógica, pois educador que se preza busca ter uma formação que vai da tecnologia, passando pela didática, comunicação e filosofia.
E não esqueça: fundamental é conhecer bem o assunto pelo qual deseja se tornar educador.
Vamos lá!
1. Linguagem e Ideologia – José Luiz Fiorin
O educador precisa aprender a utilizar de forma adequada a linguagem; precisa entender de construção de discurso e de mediações pedagógicas. Fiorin é muito bom neste assunto e dará ao leitor boa base teórica para a boa comunicação em sala de aula.
2. Pedagogia Histórico-Crítica – Dermeval Saviani
Nosso tempo é outro. As pessoas vão para a sala de aula com demandas cada vez mais complexas sobre a vida em sociedade. Isto pede uma concepção de educação que permita articular a aprendizagem com as questões sociais advindas da vida moderna. Dermeval Saviani discute essas coisas com muita habilidade; afinal de contas o educador precisa ter competência técnica, ou seja articular ensino e aprendizagem, e ao mesmo tempo, discutir os fenômenos sociais que circulam na vida contemporânea.
3. O que é indústria cultural – Teixeira Coelho
E a vida contemporânea é dominada pela cultura de massa, pelos múltiplos artefatos tecnológicos que nos rodeiam e influenciam a dinâmica das relações sociais do homem do século XXI. Você não pode ficar fora desse tipo de discussão. Teixeira Coelho pode ajudar a entender essas dimensões e refletir como melhor trabalhar a educação dentro dessa vida atual complexa.
4. Como se faz análise de conjuntura – Herbert José de Souza
Betinho, sociólogo, presenteou a todos com um livro curto, objetivo e pertinente sobre análise de conjuntura. Com ele você terá subsídios para analisar, juntos com os educandos, questões da vida sociocultural em que você e os educandos estão imersos.
5. Use a lógica – D.Q. Mclnerny
Faz parte da aprendizagem a organização lógica do pensamento, com a consequente melhora nos processos de argumentação.  Use a lógica é um livro acessível sobre o pensamento lógico. Com ele você poderá melhorar seus próprios processos de ensino, assim como criar oportunidades de os educandos melhorarem também a própria aprendizagem.
6. M-learning e u-learning – novas perspectivas da aprendizagem móvel e ubíqua – Amarolinda Saccol, Eliane Schlemmer e Jorge Barbosa
A cibercultura invadiu o século XXI; os jovens deste século são chamados de nativos digitais, pois já nasceram em meio a uma parafernália de tecnologias da informação e comunicação. M-learning e u-learning acertou na dose ao compartilhar informações ótimas sobre como produzir conteúdo na WEB.
7. Design para quem não é design – Robin Williams
A vida do educador não é somente em sala de aula com os alunos, antes de ir para os ambientes de aprendizagem, o profissional precisa saber criar conteúdos agradáveis para facilitar o entendimento dos assuntos. Robin Williams é especialista em design gráfico. O livro é para todo tipo de público que deseja construir material de comunicação claro, coeso e coerente, tendo o design como suporte.
8. Construção do conhecimento em sala de aula – Celso dos Santos Vasconcelos
Aí você Já leu Pedagogia Histórico-Crítica e precisa de mais informações sobre como atuar em sala de aula. Descobriu também que a dinâmica da sala de aula solicitar uma abordagem voltada para o diálogo e para a construção do conhecimento: então não deixe de ler Celso Vasconcelos.
9. Mídias digitais – produção de conteúdos para a WEB– Carla Schwingel
Se antes o contato entre educador e educandos era face a face, hoje os contatos mediados por tecnologias da informação e comunicação estão cada vez mais rotineiros. O livro Mídias Digitais traz informações básicas para quem deseja mergulhar no mundo da cibercultura e conhecer conceitos como hipertexto, multimídia, interatividade e por aí vai…
  1. A importância do ato de ler, Paulo Freire
Este livro é essencial para formação de educadores, pois o autor discute, entre outras coisas, a  importância da leitura para quem deseja aprender. A  obra é um chamamento para a responsabilização de quem deseja atuar como professor dentro de uma perspectiva dialética e dialógica.
11. Diário de Bordo: autor? Você?
Muita leitura não adiantará se você não criar o hábito de ter as próprias anotações. Organize um caderno analógico ou digital de anotações e vá aprendendo enquanto faz a leitura dos livros aqui indicados.
Recado final: quer ser educador? Busque aprender sempre.
Até a próxima!

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#EducarNaPraxe 

Artesão do conhecimento

Imagem Artesanato Intelectual
Estamos acostumados com a leitura de textos de metodologia científica que trazem a abordagem de teorias do conhecimento e comentários sobre a lógica da metodologias do trabalho acadêmico.
Mas de vez em quando a gente descobre um texto em que o autor consegue deixar as questões acima de forma subliminar para o leitores e articula uma mensagem que discute o trabalho intelectual a partir das experiências profissionais vividas nas práticas cotidianas.
É na referida forma de abordagem que Charles Wright Mills discorre sobre as atividades do pensar no livro Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios.
Trata-se de um livro pequeno no tamanho, mas grandioso na proposta. Nele Mills aborda a construção do conhecimento como um processo de “artesanato intelectual”, discutindo os meandros da pesquisa, a questão da ideias, a organização das informações, a gestão dos arquivos e o processo de anotações.
O texto é um incentivo à aprendizagem: aprendemos a estudar, aprendemos a pesquisar, aprendemos a organizar o nosso pensamento. A proposta do autor é que nos tornemos artesão do conhecimento, um pesquisador ativo, que atua como descortinador do  mundo e aprendiz deste próprio mundo.
Antes mesmo de surgirem ideias sobre arquitetura da informação Mills já sinalizava para este trabalho de todo pesquisador, que é de ser um organizador dos movimentos da informação.
O livro é inspirador para quem deseja lidar com anotações pessoais, esboços de projetos, levantamento de questões para resolução de problemas, organização de resenhas e resumos, organização bibliográfica e dos artefatos da produção de conteúdos como organização de imagens, vídeos e bases de dados diversas que ajudem na organização do acervo do pesquisador.
Charles Wright Mills nos incita a criar, organizar, reorganizar e reaproveitar a nossa própria produção intelectual, por meio de uma escrita acessível a todo leitor interessado no tema.
No âmbito da pesquisa, Mills é inspirador, pois argumenta de modo a nos fazer pensar como podemos melhor organizar nosso trabalho de pesquisa de campo, pesquisa teórica, estudos acadêmicos, qualificação; ou seja, discute o ofício produtor de conhecimento ao dá alertas sobre a formação do leitor, do pesquisador e do escritor.
Para Wright Mills, não há separação entre a vida pessoal e a profissional. Nas palavras dele: “Diversão é algo que fazemos para estar prazerosamente ocupados, mas se o trabalho nos ocupa prazerosamente, é também diversão.” Pág. 61
Outro ponto de destaque do texto é quando resgata as questões da autoria e da autonomia do artesão intelectual. Assim ele diz: “O artesão é senhor da atividade e de si no processo.” Pág. 61
O livro é composto de cinco ensaios, que se completam e vai mostrando ao leitor o itinerário para a boa formação de um pesquisador:
Sobre o artesanato intelectual
O ideal do artesanato
O homem no centro: o designer
A promessa e
O que significa ser um intelectual?
A introdução da obra ficou por conta do professor e pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas: Celso Castro.
Se você se interessa por textos que abordem o processo de produção intelectual a partir das vivências e experimentações de um artesão intelectual, Sobre o artesanato intelectual é o livro.
Boa leitura e até a próxima!
O que é?  Sobre artesanato intelectual e outros ensaios
Quem escreveu? C. Wright Mills
Quem editou? Zarah Editora

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Quando o povo conta a própria história

O povo aumenta mas não inventa
Quem deseja aprender como usar narrativas em sala de aula não pode perder Narradores de Javé
O filme conta a história do moradores de Javé, que, ao saber que a cidade seria inundada devido à instalação de uma hidroelétrica, resolvem se reunir para contar as histórias do povo da cidade.
No elenco estão José Dumont, Nelson Dantas, Nelson Xavier e Matheus Nachtergaele.
Quem trabalha com treinamento pode explorar questões como o processo coletivo de criatividade e construção de histórias dentro dos grupos.
Além disto a história é divertida e envolvente, o que proporcionará momentos de descontração no ambiente de aprendizagem.
Palavras: educação, cultura, cinema
O quê? Narradores de Javé – o povo aumenta mas não inventa
Quem dirigiu? Eliane Caffé
Quanto tempo? 102 minutos

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Aprender cultura organizacional com Mad Men

As séries de TV exploram com mais frequência as profissões de advogado, médico e policial (investigador). Com isto nos acostumamos a interagir com um conjunto mais restrito de condução de enredos desse tipo de gênero discursivo.
Mad Men vai pelo lado avesso da tríade acima quando centraliza a história em torno dos profissionais da publicidade.
E mais: a série consegue trazer vários elementos que servem de discussão sobre cultura organizacional no mundo dos escritórios das grandes empresas estadunidenses.
Na verdade os autores conseguem retratar muitos dos elementos da sociabilidade do trabalho, narrando situações de compra e venda de empresas, disputa interna de poder entre outros assuntos palpitantes.
Se o espectador deseja uma história de ritmo acelerado, cheio de surpresa e clímax, não encontrará esse delineamento na série, pois cada capítulo solicita uma jornada de aproximações e reaproximações a cada assunto tratado.
Se o espectador deseja assistir a mais de um capítulo por vez, fazendo aquelas famosas maratonas de ver mais de cinco capítulos por vez, vai se decepcionar com Mad Men, pois cada parte da história provoca reflexões sobre valores existenciais a que estamos expostos na dinâmica das relações humanas, o que nos obriga curtir cada capítulo com a devida atenção. É a abordagem do se divertir pensando.
 
A série traz assuntos polêmicos sobre as relações sociais no trabalho e consegue discutir desde temas como a participação feminina no mundo trabalho até os efeitos da vida laboral na vida dos trabalhadores.
Lá é possível navegar em situações relacionadas a questões sobre homossexualidade e preconceito racial, indo até as restrições impostas à mulher por ser mulher no campo de trabalho, que tenta se perpetuar no masculino.
Lá também sãos retratadas as situações inusitadas a que as mulheres da década de 1960 passaram: entre a condição de ir à labuta na condição de trabalhadora corporativa ou à luta cotidiana do trabalho dentro de casa.
Achou pouco?
A narrativa é construída tendo como pano de fundo as mudanças sociopolíticas dos anos 1960. Há um momento interessante em que a população discute se Cuba irá jogar bombas nos Estados Unidos. Nas cenas as pessoas, aparentemente esclarecidas, deixam-se levar pelas mensagens midiáticas e ficam exasperadas pelos noticiários sobre uma possível guerra envolvendo os Estados Unidos.
Na verdade a série consegue mostrar como os fatores extrínsecos aos processos de trabalho, como relações familiares e interfaces políticas e econômicas, influenciavam a cultura das empresas da época.
E os clientes?
A depender das relações de poder estabelecidas entre fornecedor e clientes, as ingerências externas era preponderantes em afetar o comportamento organizacional.
Mad Men consegue também levar ao máximo o nível de verossimilhança: enquanto assistimos a cada capítulo, percebemos identificações com o mundo corporativo do final do milênio passado e início da atual era. Isto é coisa de ficção bem elaborada.
Quem trabalha com cultura, clima e comportamento organizacionais tem Mad Men como excelente recurso para discutir questões sobre o poder nas instituições, a dinâmica ética nas interações humanas e outras temáticas que levem à reflexão sobre a sociabilidade corporativa.
Na série o lúdico e a aprendizagem são indissociáveis. O espectador descobre coisas novas com a trama e tem a possibilidade de refinar o senso crítico sobre as mediações humanas dentro das corporações.
Assista, aprenda e divirta-se!

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Cinco armadilhas na escolha da profissão

 

 
 
 
Um dos desejos mais fortes das pessoas é fazer algo que dê prazer e satisfação, Mas o que se percebe é muita gente trabalhando em atividades que não representam os sonhos e expectativas que tiveram na juventude.
 
Fatores como condições sociais e financeiras e acesso a um sistema de educação de qualidade contribuem para escolhas indesejáveis quando o assunto é vida profissional.
 
Além dos itens acima, há outros que inicialmente parecem ajudar, mas podem atrapalhar a escolha da futura profissão.
 
Vejamos quais são eles.
 
1. Status social
Muita gente opta por profissões que são muito valorizadas pela sociedade e esquecem de verificar se tem afinidade com as tarefas referentes à profissão escolhida. Resultado: é aquele médico com dificuldade de examinar paciente, mesmo usando luva, pois não gosta muito de tocar e ser tocado. Pode ser também aquele advogado bem-sucedido na profissão, mas que vive um tédio por não ter seguido a profissão de design WEB. E assim vai!
 
2. Retorno financeiro
Obter ganhos financeiros com o trabalho desejo de qualquer pessoa que almeja ser bem-sucedido, mas este não poderá ser o único motivo para isto. A escolha da profissão só por causa do dinheiro pode trazer muitas insatisfações internas, que vão acompanhar o profissional pelo resto da vida. O dinheiro entra na conta, mas algo parece que algo não estar bem…
 
3. Influência de terceiros
Este é um fator relevante. Pais, irmãos, parentes e amigos podem sugerir que tipo de trabalho uma pessoa possa exercer e esta se encaminhar a uma atividade por pura pressão social. Cuidado!
 
4. Modismo
Vez por outra surgem reportagens indicando as melhores profissões para se trabalhar; as profissões do passado; as profissões do futuro. O futuro trabalhador fica tão confuso que não sabe para onde ir.
 
5. Hedonismo
Esta armadilha é das mais perigosas. É quando o interessado só ver o lado prazeroso do trabalho. A pessoa fica cega e não consegue perceber as limitações inerentes a qualquer atividade humana. Antes de tocar maravilhosamente qualquer música, o guitarrista precisa ficar horas e horas exercitando no instrumento musical. E mais: para ser um jornalista de sucesso é necessário ler muito, escrever, revisar, errar e reescrever. E isto é cansativo.
 
Transforme as armadilhas em oportunidades
Leve a sério a escolha da sua profissão: ouça as pessoas do seu entorno, consulte os profissionais que já atuam na atividade; analise o retorno financeiro das profissões, observe o mercado e acompanhe as tendências do trabalho, mas lembre-se sempre que você é o responsável pela sua carreira profissional, pois ao fazer isto, você será o protagonista da própria história como cidadão e como trabalhador.
 
Até a próxima!

 

O trabalho nosso de cada dia

A centralidade do trabalho
A transversalidade do trabalho
O título desta postagem pode sugerir uma ladainha ou prece, enaltecendo um assunto, mas ele abre o texto para levantar reflexões dos sentidos do trabalho para a nossa vida.
Uma vida hedionda, rodeada de prazeres e satisfação ronda a cabeça de muita gente, afinal de contas o trabalho alicerça a existência e sustenta o nosso sobreviver.
Por ser um elemento que impulsiona a sobrevivência humana, o ato de trabalhar é visto como algo relacionado ao labor, ao sacrifício e à dor. Pode mesmo chegar a estados de angústia, incômodo.
Mas quando nos falta, o trabalho também insurge como algo que nos traz sensações de solidão, desespero, enfado e chateação.
Centralidade do Trabalho
O trabalho é um sustentáculo da cultura, pois, por meio dele, produzimos arte, lazer, economia, educação e tudo o mais que possamos imaginar: trabalhar é atividade de transformação da natureza. Algo que nos eleva a transformadores do mundo (para o bem ou para o mal).
Assim podemos admitir que há centralidade no bem cultural trabalho, pois mesmo quando não produzimos, alguém produziu algo para que pudéssemos usufruir das coisas do mundo.
E essa centralidade do trabalho pode ser notada na educação que prepara mais para o trabalho do que para o lazer ou mesmo das brincadeiras que fazíamos quando éramos criança de simular situações de trabalho.
Entre o prazer e a dor
É interessante perceber que a dimensão prazerosa da vida é atropelada, por vezes, pela força do trabalho, então a ideia de um mundo só de bonança e benesses se converte em miragem de um paraíso que parece que nunca virá, criando um vazio nas pessoas.
Disto resulta vislumbrar o trabalho como prática nossa de cada dia, por ser uma dimensão que nos resgata a humanidade: a necessidade de sobreviver junto com o desejo de ser mais.
O trabalho é o veneno e o antídoto da nossa existência. Até a próxima!

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Abram aspas para Rolf Dobelli

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Transforme slides em imagens e ganhe o mundo

Slides como imagens
Às vezes o encanto com os slides dinâmicos é tão grande que a gente se esquece da simplicidade.
É quando o contexto é limitante e não temos aqueles equipamentos de última geração para fazer aquelas apresentações sofisticadas, que a simplicidade prevalece.
Para estes momentos nada melhor do que uns slides em forma de fotografia para facilitar o nosso trabalho e não perdermos oportunidades.
E é muito fácil transformar as telas dos programas de apresentação em imagens nos formatos GIF, TIFF, PNG e JPG. Depois só é criar uma pastas com as telas em um pendrive e o mundo está em nossa mãos.
E como fazemos isto? Simples. Prepare a apresentação eletrônica e converta todas as imagens para o formato de sua preferência.
Com a pasta nas mãos agora é hora correr mundo compartilhando suas ideias.
Você pode usar um um programa de edição de imagens no computador ou utilizar uma televisão que tenha entrada USB.
Dica: depois de montar a pasta, teste a visualização dos arquivos em computadores de diferentes telas e em uma televisão com USB para verificar se a qualidade das imagens é boa.
Resolvida a questão dos recursos, é hora de se apresentar. Mas isto é assunto para outra postagem.
Até a próxima.

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É hora de compartilhar

Imagem é hora de compartilhar

 

 

A era da curadoria centralizada

Pouco tempo atrás o profissional valorizado nas empresas era o alto especialista, que sozinho tinha domínio sobre uma determinada área.
Naquela época o conhecimento tácito era o centro do mundo corporativo e estava vinculado a uma determinada pessoa.

E os demais funcionários? Ora, ora…

O excesso de centralização do conhecimento gerou um tipo de comportamento organizacional na cultura de muitas empresas, como a predominância da comunicação unidirecional, de caráter prescritivo, como se o conhecimento fosse uma instância imutável, em que poucos eram capazes de fomentar a aprendizagem organizacional.
Isto gerou a formação de profissionais que eram rotulados de insubstituíveis, pois eram eles que detinham todo conhecimento sobre a empresa.
Em outros momentos houve uma exacerbada divisão entre profissionais generalistas e especialistas, provocando aprendizagem organizacional limitada.
Outro fator interessante era a predominância da educação presencial, oferecida a poucos, pois havia uma minoria que detinha todo o saber nas empresas e eram estes que poderiam ensinar, desde que houvesse controles sobre o que as pessoas poderiam aprender.
Eram os tempos da aprendizagem individualizada, favorecida por um ambiente de incentivo à centralidade da autoria, esta demarcada pela retenção do conhecimento.

Os tempos da curadoria compartilhada

As mudanças estão em nosso cotidiano e hoje existe a necessidade de o Bemconhecimento ser compartilhado para todos. A gestão do conhecimento passa a ter um novo tipo de curadoria (curadoria aqui como a capacidade de cuidar de um bem em benefícios de todos).

Será possível vivenciar novas formas de lidar com o conhecimento corporativo?

Neste início de milênio o campo semântico do conhecimento vem se transformando. O conhecimento não pode mais estar na situação de tácito o tempo todo, a dimensão do conhecimento explícito é mais do que necessária.
Para isto há necessidade de um novo limiar da comunicação, que não pode se circunscrever à unidirecionalidade, mas alcançar o nível da bidirecionalidade, ou seja, comunicação para o diálogo, comunicação responsiva, que acontece quando a gente fala e escuta; escreve e ler, pois é uma busca incessante de respostas do interlocutor sobre as coisas que desejamos comunicar. A isto podemos chamar de comunicação dialógica.
Sob o âmbito da comunicação dialógica surgem novas premissas como:
  •  a interlocução entre a aprendizagem individual e a coletiva
  •  a formação de especialistas, mas com visão multirreferencial sobre o objeto de aprendizagem
  • a busca da aprendizagem continuada durante a vida toda
  • a consciência da mutabilidade do conhecimento
  • a articulação da educação presencial com a educação a distância
  • a autoria como ato de criação difusa, fruto das diversas interlocuções entre os homens
O referenciar-se por tais premissas distancia-se da gestão do conhecimento centralizada e vai ao encontro da gestão do conhecimento partilhado, favorecendo a formação de novos profissionais que não se sentem intimidados em estabelecer diálogo para construção do conhecimento.
E este é o grande desafio desta nossa era: compartilhar para o bem de todos, compartilhar sem medo, compartilhar para crescer mais.
Até a próxima…

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Abram Aspas para Sthephanie Kwolek

Cartaz Abram aspas para Stephenie Kwolek

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O mercado que atua pela solidariedade

concoência, mercado, trabalho
Imagem acervo Office Microsoft
Existe uma visão de mercado predominante de que as empresas só sobrevivem se estiverem em constante alerta em relação aos concorrentes. Mas nos momentos de crise, as empresas que concorrem entre si descobrem outras formas de se relacionar e vão além do senso comum da mera disputa de mercado.
Um exemplo bem interessante foi a constituição de empresa para administração de cartões de crédito e de débito no Brasil. Os grandes bancos disputavam clientes de cartão de crédito de maneira acirrada. Em um dado momento descobriram que, caso se juntassem, poderiam construir uma empresa que atuasse no mercado brasileiro de cartões, ocupando espaços que eram deixados pelas grandes multinacionais.
Mas não precisa ser grande empresa para promover práticas de cooperação entre concorrentes. Com a crise do setor imobiliário, os corretores de imóveis resolveram trabalhar em conjunto e, em algumas situações, dividem as rendas da corretagem.
A cooperação entre concorrentes não é coisa nova. A própria criação de sociedades de classes, sindicatos e cooperativas é sinal de participação de entes concorrentes, que se unem para fazer face a grandes custos no processo de ofertas de produtos ou serviços.
Pois bem, vamos olhar nossos concorrentes de forma mais dinâmica, como aqueles com que em muitos momentos estaremos em disputas, mas que em outras situações trabalharão em conjunto conosco para alcance de objetivos comuns.
Leia mais na seção CinePraxe Até a próxima!

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