O trabalho nosso de cada dia

A centralidade do trabalho
A transversalidade do trabalho
O título desta postagem pode sugerir uma ladainha ou prece, enaltecendo um assunto, mas ele abre o texto para levantar reflexões dos sentidos do trabalho para a nossa vida.
Uma vida hedionda, rodeada de prazeres e satisfação ronda a cabeça de muita gente, afinal de contas o trabalho alicerça a existência e sustenta o nosso sobreviver.
Por ser um elemento que impulsiona a sobrevivência humana, o ato de trabalhar é visto como algo relacionado ao labor, ao sacrifício e à dor. Pode mesmo chegar a estados de angústia, incômodo.
Mas quando nos falta, o trabalho também insurge como algo que nos traz sensações de solidão, desespero, enfado e chateação.
Centralidade do Trabalho
O trabalho é um sustentáculo da cultura, pois, por meio dele, produzimos arte, lazer, economia, educação e tudo o mais que possamos imaginar: trabalhar é atividade de transformação da natureza. Algo que nos eleva a transformadores do mundo (para o bem ou para o mal).
Assim podemos admitir que há centralidade no bem cultural trabalho, pois mesmo quando não produzimos, alguém produziu algo para que pudéssemos usufruir das coisas do mundo.
E essa centralidade do trabalho pode ser notada na educação que prepara mais para o trabalho do que para o lazer ou mesmo das brincadeiras que fazíamos quando éramos criança de simular situações de trabalho.
Entre o prazer e a dor
É interessante perceber que a dimensão prazerosa da vida é atropelada, por vezes, pela força do trabalho, então a ideia de um mundo só de bonança e benesses se converte em miragem de um paraíso que parece que nunca virá, criando um vazio nas pessoas.
Disto resulta vislumbrar o trabalho como prática nossa de cada dia, por ser uma dimensão que nos resgata a humanidade: a necessidade de sobreviver junto com o desejo de ser mais.
O trabalho é o veneno e o antídoto da nossa existência. Até a próxima!

Leia+

#EducarNaPraxe 

Abram aspas para Rolf Dobelli

Leia+

#EducarNaPraxe 

Transforme slides em imagens e ganhe o mundo

Slides como imagens
Às vezes o encanto com os slides dinâmicos é tão grande que a gente se esquece da simplicidade.
É quando o contexto é limitante e não temos aqueles equipamentos de última geração para fazer aquelas apresentações sofisticadas, que a simplicidade prevalece.
Para estes momentos nada melhor do que uns slides em forma de fotografia para facilitar o nosso trabalho e não perdermos oportunidades.
E é muito fácil transformar as telas dos programas de apresentação em imagens nos formatos GIF, TIFF, PNG e JPG. Depois só é criar uma pastas com as telas em um pendrive e o mundo está em nossa mãos.
E como fazemos isto? Simples. Prepare a apresentação eletrônica e converta todas as imagens para o formato de sua preferência.
Com a pasta nas mãos agora é hora correr mundo compartilhando suas ideias.
Você pode usar um um programa de edição de imagens no computador ou utilizar uma televisão que tenha entrada USB.
Dica: depois de montar a pasta, teste a visualização dos arquivos em computadores de diferentes telas e em uma televisão com USB para verificar se a qualidade das imagens é boa.
Resolvida a questão dos recursos, é hora de se apresentar. Mas isto é assunto para outra postagem.
Até a próxima.

Leia+

#EducarNaPraxe 

É hora de compartilhar

Imagem é hora de compartilhar

 

 

A era da curadoria centralizada

Pouco tempo atrás o profissional valorizado nas empresas era o alto especialista, que sozinho tinha domínio sobre uma determinada área.
Naquela época o conhecimento tácito era o centro do mundo corporativo e estava vinculado a uma determinada pessoa.

E os demais funcionários? Ora, ora…

O excesso de centralização do conhecimento gerou um tipo de comportamento organizacional na cultura de muitas empresas, como a predominância da comunicação unidirecional, de caráter prescritivo, como se o conhecimento fosse uma instância imutável, em que poucos eram capazes de fomentar a aprendizagem organizacional.
Isto gerou a formação de profissionais que eram rotulados de insubstituíveis, pois eram eles que detinham todo conhecimento sobre a empresa.
Em outros momentos houve uma exacerbada divisão entre profissionais generalistas e especialistas, provocando aprendizagem organizacional limitada.
Outro fator interessante era a predominância da educação presencial, oferecida a poucos, pois havia uma minoria que detinha todo o saber nas empresas e eram estes que poderiam ensinar, desde que houvesse controles sobre o que as pessoas poderiam aprender.
Eram os tempos da aprendizagem individualizada, favorecida por um ambiente de incentivo à centralidade da autoria, esta demarcada pela retenção do conhecimento.

Os tempos da curadoria compartilhada

As mudanças estão em nosso cotidiano e hoje existe a necessidade de o Bemconhecimento ser compartilhado para todos. A gestão do conhecimento passa a ter um novo tipo de curadoria (curadoria aqui como a capacidade de cuidar de um bem em benefícios de todos).

Será possível vivenciar novas formas de lidar com o conhecimento corporativo?

Neste início de milênio o campo semântico do conhecimento vem se transformando. O conhecimento não pode mais estar na situação de tácito o tempo todo, a dimensão do conhecimento explícito é mais do que necessária.
Para isto há necessidade de um novo limiar da comunicação, que não pode se circunscrever à unidirecionalidade, mas alcançar o nível da bidirecionalidade, ou seja, comunicação para o diálogo, comunicação responsiva, que acontece quando a gente fala e escuta; escreve e ler, pois é uma busca incessante de respostas do interlocutor sobre as coisas que desejamos comunicar. A isto podemos chamar de comunicação dialógica.
Sob o âmbito da comunicação dialógica surgem novas premissas como:
  •  a interlocução entre a aprendizagem individual e a coletiva
  •  a formação de especialistas, mas com visão multirreferencial sobre o objeto de aprendizagem
  • a busca da aprendizagem continuada durante a vida toda
  • a consciência da mutabilidade do conhecimento
  • a articulação da educação presencial com a educação a distância
  • a autoria como ato de criação difusa, fruto das diversas interlocuções entre os homens
O referenciar-se por tais premissas distancia-se da gestão do conhecimento centralizada e vai ao encontro da gestão do conhecimento partilhado, favorecendo a formação de novos profissionais que não se sentem intimidados em estabelecer diálogo para construção do conhecimento.
E este é o grande desafio desta nossa era: compartilhar para o bem de todos, compartilhar sem medo, compartilhar para crescer mais.
Até a próxima…

Leia+

#EducarNaPraxe 

Abram Aspas para Sthephanie Kwolek

Cartaz Abram aspas para Stephenie Kwolek

Leia+

#EducarNaPraxe 

O mercado que atua pela solidariedade

concoência, mercado, trabalho
Imagem acervo Office Microsoft
Existe uma visão de mercado predominante de que as empresas só sobrevivem se estiverem em constante alerta em relação aos concorrentes. Mas nos momentos de crise, as empresas que concorrem entre si descobrem outras formas de se relacionar e vão além do senso comum da mera disputa de mercado.
Um exemplo bem interessante foi a constituição de empresa para administração de cartões de crédito e de débito no Brasil. Os grandes bancos disputavam clientes de cartão de crédito de maneira acirrada. Em um dado momento descobriram que, caso se juntassem, poderiam construir uma empresa que atuasse no mercado brasileiro de cartões, ocupando espaços que eram deixados pelas grandes multinacionais.
Mas não precisa ser grande empresa para promover práticas de cooperação entre concorrentes. Com a crise do setor imobiliário, os corretores de imóveis resolveram trabalhar em conjunto e, em algumas situações, dividem as rendas da corretagem.
A cooperação entre concorrentes não é coisa nova. A própria criação de sociedades de classes, sindicatos e cooperativas é sinal de participação de entes concorrentes, que se unem para fazer face a grandes custos no processo de ofertas de produtos ou serviços.
Pois bem, vamos olhar nossos concorrentes de forma mais dinâmica, como aqueles com que em muitos momentos estaremos em disputas, mas que em outras situações trabalharão em conjunto conosco para alcance de objetivos comuns.
Leia mais na seção CinePraxe Até a próxima!

Leia+

#EducarNaPraxe 

Café com Canela

Foto Café com Canela
Café com Canela trabalha com profundidade os símbolos e as representações sociais da cultura baiana e mergulha no pensar e no sentir do self não normativo: da representação social que vive na margem das discussões de intelecto e sobrevive sublimada nas sociabilidades de classes da população baiana.
A simbologia do filme é expressa por flores. Uma delas é Margarida, que também é o    Café: negra de pela retinta, bem escura, cheia de energia, mas que de repente se transforma em pó. O pó que não passa mais no coador. E de molhado vai ressecando com as intempéries da vida.
Já Violeta, a outra flor, passou por penúrias na vida e soube aprender com os exemplos de Café a se tornar protagonista nos momentos de desespero da própria existência.
Violeta é a negra cor de Canela, que subverte a vida de Café para redimensionar o destino das duas.  Afinal de contas todos carregamos as dores do mundo.
“Você não sabe da minha dor”
A ausência é um sinal de nossa humanidade: o marido sente falta da esposa em estado de depressão; a mãe sente a ausência do filho que não voltará mais; a discípula sente saudade da mestra, que entrou em ebulição interior; o médico chora a partida do marido, que era como um girassol a rodopiar no relacionamento não hétero e não patriarcal.
E as flores formam o símbolo da união de mestra e discípula, fazendo-as iniciar uma dança entre pétalas e espinhos, pois o viver junto traz em si a responsabilidade pelo outro e com tudo que advém das dores e dos prazeres do ato de conviver.
Não há panfletagem nem estereótipos em Café com Canela, pois o olhar de quem narrou a história se situa no lado de cada personagem, tentando perscrutar cada desejo e cada angústia de cada ser; a história resgata o riso livre e descontraído de quem fala e se instaura no mundo, ao mesmo tempo em que permite aos personagens assumirem várias máscaras diante do adverso e do incontornável.
Outras sutilezas vão desfilando na história: a bicicleta como persistência ante os infortúnios; os movimentos das águas estimulando o silêncio diante de situações que reclamam por gritos. Isto tudo com uma narrativa que nos convida a pensar o quanto precisamos nos voltar para a história dos silenciados, em um exercício da escuta ativa que nos faça vislumbrar outros mundos possíveis.
Café com Canela é arquétipo do feminino: – quantos homens teriam tranquilidade de deixar as esposas saírem para balada? – Quantos homens respeitariam o luto e a reclusão da mulher amada?
Há cenas especiais na história que as palavras aqui expressas não conseguirão descrever:  como o jogo de cena das três portas abertas, fisgando a atenção do espectador para o cotidiano da velha Cachoeira ou mesmo o jogo de vozes entrecortadas das conversas do povo em gargalhadas, desmistificando a ordem do turno de falas.
Precisa-se ver e ouvir.
Café com canela é discussão sobre sabedoria. Sabedoria que está nas entranhas da mulher do povo, que se protagoniza a cada labuta que insurge dia a dia.
Café com Canela representa uma outra forma de olhar o cinema.
Até a próxima!

Leia+

#EducarNaPraxe 

Enfeitiçado pelo tempo

Primeira Impressão

Feitiço do Tempo pode ser visto como uma comédia simplória a ser assistida numa tarde da semana “útil”, em que o interesse é consumir pipoca com refrigerante e se divertir com uma história romântica adocicada.
Mosaico do filme Feitiço do Tempo

Nem sempre a primeira impressão fica

Mas observando por outro ângulo, Feitiço do Tempo nos oferta boas reflexões sobre o desgaste existencial provocado pelas práticas repetitivas do cotidiano.

Digressão

Mas precisamos fazer uma digressão e navegar nos enredos universais que nos ensinam a viver melhor.
Mergulhemos na história de Sísifo, um mito que vai além do tempo
Sísifo era uma pessoa muito esperta. Um dia ele soube que a morte viria buscá-lo e criou várias artimanhas para fugir do destino fatídico de todos homens e mulheres.
Dona Morte, chateada com a situação, resolveu aplicar um castigo em nosso herói: Sísifo teria de carregar até o topo de uma montanha uma grande pedra, e quando ele chegasse ao topo, a pedra, inexplicavelmente, desceria, deixando nosso personagem com a obrigação de tentar carregar a rocha novamente, em um movimento contínuo e infinito.
Que terrível essa sanção que faz Sísifo agir infinitamente em movimentos repetitivos!

O tempo enfeitiçado

Pois é justamente em cima desse mito da repetição que Feitiço do Tempo constrói toda uma narrativa vinculada aos modelos repetitivos dos rituais das relações humanas.
trabalho, rotina, cultura
Na história, Phil, um repórter bem-sucedido, mas entediado com as atribuições do dia a dia, tem de fazer a cobertura do Dia da Marmota, evento de uma pequena cidade estadunidense que comemora a vinda do inverno, tendo como mascote o roedor mais famoso da região.
Após a cobertura das festividades, acontece o inusitado: um temporal está para chegar à cidade, e Phil tem de permanecer na cidadezinha por mais tempo.
Se Phil já estava insatisfeito com as atividades de cobertura do evento, imagina ter de passar mais um dia na cidade?
É aí que acontece a controvérsia: o nosso herói passa a perceber o mundo em repetição infinita, em que o Dia da Marmota nunca termina. E todas as manhãs são vividas da mesma forma, sob os mesmos acontecimentos, em um movimento sem fim.
Durante todo a história, Phil passa por repetições atrás de repetições, fator este que afeta o protagonista, pois a cada dia em que os eventos se repetem, ele tem de se reinventar para não enlouquecer.
Caro Leitor, podemos parar a história por aqui? Melhor será se você assistir ao filme; até ver de novo se achar necessário; assim você poderá refletir por si em torno das rotinas que nos devora no dia a dia.

Olhares sobre o filme

Quando observamos as figuras contidas no filme, podemos tirar algumas reflexões interessantes: a rotina pode ser um elemento de estagnação diante da vida?
Ou a vida pode ser um vai e vem que nos leva à dialética permanência-mudança?
E no trabalho como lidamos com a rotina das atividades e processos?
Vamos ficar parados diante do real?
Ou vamos nos transformar diante das forças do cotidiano e estabelecer mudanças na nossa realidade?

A dinâmica permanência-mudança

Podemos dizer que a relação mudança-permanência é dinâmica, pois necessitamos de ora repetir ações em nosso cotidiano, ora inovar e fazer de forma diferente algo que esteja sob nossa incumbência.
Por isto de passarmos por situações em que há predominância de repetições; daí sermos governados pelas regras, pela unidade e pela uniformidade.
Mas, em outros momentos, vem a nós um impulso de mudança, que produz alterações nos rumos que tomamos e nos leva a mudar os rumos de nossa vida, usando a criatividade e a inovação.
Voltando a Feitiço do Tempo, o filme nos propõe essa discussão universal sobre a necessidade de tomarmos os rumos de nossa jornada existencial quanto à constância em nossas atitudes ou à disposição para agir diante das circunstâncias a que somos submetidos na nossa existência.
Pois bem, as preocupações de Phil e Sísifo são universais, mas a postura diante da dinâmica permanência-mudança pertence a cada um de nós.

Dados do filme

  • O que é? Feitiço do Tempo
  • Quem dirigiu?Harold Ramis
  • Quem atuou? Bill Murray e Andie Macdowell

Como posso usar em sala de aula?

# discutir a dialética permanência-mudança no ambiente de trabalho
# analisar as nuances da rotina no trabalho: desgaste ou oportunidade de mudança?
# discutir a responsabilidade das pessoas diante da vida cotidiana nas empresas
Bingo! A tradução do título do filme foi ímpar por criar proximidade com a temática da trama. No original em inglês, o título é Groundhog Day, que em tradução literal seria “Dia da Marmota”, mas foi traduzido com inteligência para Feitiço do Tempo.
Ponto para os criadores.
Até a próxima

Leia+

#EducarNaPraxe 

A tecnologia na organização pessoal

Precisamos aprender a enfrentar o alvoroço da vida no trabalho que nos movimenta como um redemoindo.

Daí ser a organização pessoal uma capacidade que devemos desenvolver sempre.
E lidar com o tempo é um suporte consistente de conduzir as escolhas pessoais que necessitamos fazer para melhor conduzir a vida profissional.
Quando a gente menos imagina, percebe que administrar o tempo não é algo lógico, mas sim lógico-dialético, pois nossa vida é conduzida por nossos estados conscientes e inconscientes numa simbiose.
Mesmo quando a gente consegue ser organizado, usar uma ferramenta digital de acompanhamento das nossas atividades essenciais é imprescindível.
Existem muitas ferramentas no mercado para nos ajudar no controle desse alvoroço; desde planilhas eletrônicas a bloco de anotações e listas de tarefas.
Para este momento vamos comentar algumas características do To-Do, da Microsoft, por ser prático, leve, grátis e sem spam.
O To-Do é uma lista de tarefas simples, pronta para deixar seu dia a dia bem mais agradável.
No aplicativo o usuário possui duas entidades:
# Lista: é o local em que o usuário insere o conjunto de tarefas que vai realizar
#Tarefa: dentro de cada lista, o usuário poderá incluir todas as atividades que realizará para cumprir determinado projeto.
O To-Do vem com duas listas pré-formatadas: To-Do e Meu Dia. Caso o usuário precise, poderá inserir mais listas de acordo com as necessidades.
 
No início de uso do aplicativo, você é solicitado a inserir uma conta de e-mail da Microsoft (Outlook ou Hotmail), desta forma todos os seus registros ficarão sempre atualizados nas nuvens.
Depois que você cadastra uma tarefa, é possível inserir um alarme (lembrete), registrar uma data de conclusão ou adicionar na lista Meu Dia.
Há ainda a opção de o usuário fazer anotações (pequenos comentários) na tarefa, o que dá mais funcionalidade ao aplicativo.
O To-Do é compatível com tablet, desktop, ou smartphone.
Agora é partir para os usos!

Leia+

Abram aspas para Alberto Oliva

Pensamento de Alberto Oliva

Leia+

Como está o WhatsApp no dia a dia?

mídias, sociais, WhatsApp
Ícone do WhatsApp



Carlos passeava pelo Shopping, quando alguém o chamou. Era um velho colega de infância. Que coisa boa! Eles conversaram bastante, e no final da conversa o velho amigo o convidou para participar de um grupo de WhatsApp.

Começou uma longa jornada na vida de Carlos. Os participantes do grupo eram muito ativos e em pouco tempo a caixa de mensagens do aplicativo estava abarrotada de fotos, vídeos, textos sobre tudo quanto é assunto. Uma loucura.
 
Marta utilizava um celular simples. Ela tinha uma vida muito agitada, pois trabalhava, cuidava dos filhos e ainda visitava os pais todos finais de semana. Resultado: não havia muito tempo para bisbilhotar coisas no celular.
 
Na segunda-feira quando chegou ao trabalho, foi recebida com um alvoroço. Todos usavam o tal de WhatsApp, e Marta estava fora das novidades. Imediatamente a obrigaram a participar de um grupo de trabalho na mídia social, e a vida de nossa personagem ficou mais atribulada ainda. Eram mensagens de domingo a domingo, de manhã, de tarde e de noite. Marta já não dormia mais com os bipes daquele aplicativo.
 
Teodoro era um torcedor muito entusiasmado. Um dia resolveu abrir um grupo no WhatsApp para discutir coisas de futebol do time do coração. Um mês depois o coitado do Teodoro estava arrependido de ter fundado o grupo. Os participantes do grupo brigavam o tempo todo, por causa de questões religiosas ou políticas.
 
O que tem acontecido com as pessoas? Por que criamos grupos sem objetivos estabelecidos, que mais tomam nosso tempo do que nos ajuda a conviver melhor? Até que ponto participar de tais grupo é sinal de práticas de sociabilidade consistentes, que nos levam ao crescimento?
 
Se levarmos essa reflexão para o mundo corporativo, podemos pensar também: 

  • Qual a efetividade de criar grupos e grupos de trabalho? 
  • Esses grupos estão contribuindo para melhorar a produtividade da empresa? 
  • Estão proporcionando melhores relacionamentos entre as pessoas? 
  • Estão respeitando as individualidades?
 
Vamos ficar com perguntas em vez de fazer prescrições, pois a decisão de usos das mídias é sua, leitor.
 
Até a próxima!

Leia+

Abram aspas para Charles Wright Mills

O pensamento de Alberto Charles Mills