Michael Jackson: uma das maiores expressões da música no século XX

Michael
Michael, 2026

Na infância, ouvi bastante o Michael Jackson adolescente, que para mim era maravilhoso. Segui para a adolescência e a admiração crescia cada vez mais.

Na idade adulta, acompanhando Michael na carreira solo, comecei a me afastar do cantor, principalmente por causa das notícias sobre a transformação física pela qual o artista passava.

Só me reaproximei de Michael Jackson depois do lançamento do álbum This it, onde, no DVD, pude conhecer mais de perto todo o potencial criativo do multiartista. 

Michael Jackson era cantor, dançarino, diretor e produtor musical com uma competência ímpar. De This it fui para History com a sede de assistir aos clássicos videoclipes do cantor.

A versão de que Michael Jackson queria ser branco não se sustentava, ainda mais quando ele esteve no Brasil e conscientemente solicitou ser entrevistado por uma jornalista negra, Glória Maria, e interagiu com o campo musical afrocentrado, o que ficou materializado em um clipe com os músicos brasileiros da cultura de periferia do Rio de Janeiro e de Salvador. As trocas de experiências entre o artista pop e o Olodum marcaram positivamente a história da música brasileira, em especial, a música baiana dos idos dos anos 1990.

Estamos em 2026 e é lançado o filme biográfico de Michael e para minha surpresa me deparo com notícias em que, de alguma forma, tentam dar menos importância à produção artística do cantor e mais ênfase à vida íntima de Michael Jackson, sublimando os aspectos referentes ao conjunto da obra do Rei do Pop, que precisam ser evidenciados como um dos assuntos mais importantes da história da música no século XX. 

Uma pena. A crítica especializada perdeu a oportunidade de analisar com rigor a qualidade do filme em relação ao que Michael Jackson construiu como artista durante o tempo em que ele esteve aqui na Terra.

Em meio às publicações controversas sobre a qualidade do filme, fui ao cinema assistir a Michael. Gostei do que vi e me emocionei durante muitas cenas, pois ali estavam retratos multifacetados de um artista sem igual.

É muito bom ler críticas sobre obras de arte, mas é preciso que também tenhamos acesso direto à produção artística e que tenhamos condições de exercer a própria crítica, sabendo reconhecer os limites e as potencialidades da obra em si.

Até a próxima!

…..

…..

Navegue+

…..

…..

…..


Descubra mais sobre Canal EPraxe

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Publicado por Cleonilton Souza

Educador nas áreas de educação, tecnologias e linguagens.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *