
Em março passado o Brasil completou seis anos em que foi decretado no Brasil o isolamento físico das pessoas devido à pandemia do Coronavírus.
Hoje parece um tempo distante ter vivido toda aquela situação de afastamento físico em relação a outras pessoas, sendo obrigado a buscar outras formas de interação social.
Quem viveu e sobreviveu naquele momento provavelmente tem muito o que contar: é um contexto de histórias singulares que se entrecruzam em sofrimento e dor, dúvidas e incertezas sobre um futuro nebuloso. A situação parecia não ter fim e quem mais sofreu as consequências sociais foram os sem tetos, os sem seguridade social, particular ou do Estado, e os desempregados.
Aquele momento foi tão dolorido socialmente que as pessoas evitam falar sobre o assunto, em um fluxo reflexivo do “já passou, tomara que não volte mais”. Como humanidade precisamos retomar o advento da maior, até agora, crise de saúde do século XXI.
Continuamos a jornada na Terra – “não é preciso lembrar” – pensamos – e deixamos sublimada uma questão essencial da nossa existência como seres humanos: que estamos fazendo com a nossa vida? Isto gera outras perguntas que deixarei em aberto para o próprio leitor se fazer.
Quando olho para a janela de casa e vejo o movimento dos carros, pessoas jogando bola na praça e os meninos fazendo malabarismos no skate, relembro que não importava a hora, as ruas estavam sempre vazias: o trânsito de carros era muito escasso, as pessoas não caminhavam na rua e a vida parecia que não voltaria ser mais a mesma.
O que continuava da mesma forma era a fonte das desigualdades, pois pessoas que não tinham seguridade social mínima vinham-se na situação de adoecer e passar fome; faltava tudo: dinheiro para comprar comida, tecnologias para sobreviver, educação para intervir no sistema de desigualdades. Tempos difíceis aqueles! A quem recorrer?
Pois é, todo mês de março relembro dos idos de 2020: Como minha vida mudou depois da pandemia! Mas é preciso continuar mudando. Mudar para melhor. Mudar como humanidade, pois a nossa vida, ora a nossa vida, está sempre por um fio.
Até a próxima!
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