Publicações mais visitadas no E-Praxe

Publicações mais visitadas no E-Praxe

Aposentadoria, escrita, bolhas, conteúdo educacional, WhatsApp, cultura organizacional, conversação, compartilhamento, neurociência, competências, apresentações, algoritmos, tudo isto atravessa a educação de hoje.

Não é que foram estes os temas mais lidos aqui no E-Praxe?

A partir do retorno do leitores, iremos planejar as publicações do ano que vem. Abraços

Até 2020!

Poesia mais do que nunca

 

Parte da imagem da revista Cult Antologia Poética

 


A revista Cult lançou um caderno (não sei se chamo de livro ou revista) com poesias que rolam no circuito literário brasileiro da atualidade.

A poesia brasileira continua se movimentando; se misturou aos videoclipes na Internet, se derramou nas praças públicas e nos movimentos periféricos e
participa das diversas feiras de literatura Brasil afora.
Se você imagina que a poesia morreu está muito enganado.
E a Cult não deixou por menos: lançou a antologia poética recheada de textos gostosos de ler.
A antologia parece ser uma mistura dos filmes Bacurau e Coringa por trazer mensagem insólita, periférica e revolucionária. Os poetas da coletânea parecem fugidos da casa grande. Não sei se são a alma do Saci Pererê ou a irreverência de Macunaíma: caminhantes da cultura brasileira à procura de redenção e identidade.

 

 
Eles são antropófagos – não têm medo de dizer a própria palavra. Viva Paulo Freire!
Eles são o retrato de uma face do Brasil de hoje que também precisa mostrar a cara e desviar-se, num movimento de capoeira, de ataques contra a nossa brasilidade.
O time de escritores rebelados é acompanhado dos sete samurais. Não, não! Não seriam samurais! Seriam cangaceiros na melhor representatividade do imaginário brasileiro. São os sete ilustradores que tiveram a incumbência de desenhar traços tão belos para expressar o quanto são lindas as poesias desse movimento da Cult.
Não vai ter imagens das ilustrações aqui, não, caro leitor! Não vai ter trechos das peças poéticas muito menos. A gente precisa beber mais poesia! Parafraseando as palavras do poeta Gilberto Gil: “A gente precisa ver o luar”.
Observação: há uma frase no início da coletânea com os seguintes dizeres: “Poemas para ler antes das notícias”. Mais uma vez vamos parafrasear: Poemas para ler antes de ir trabalhar.

Que é isto? Cult – Antologia Poética
De quem é a curadoria e edição: Alberto Pucheu
Quem ilustrou a capa: PV Dias
Quem revisou? Bárbara Prince
#euleioacult

#EducarNaParaxe

 

Pensando com Olafur Eliasson – Parte II

Pensando com Olafur Eliasson - Parte II
Até a próxima!

Dimensões tecnológicas de interesse do educador

Dimensões Tecnológicas

O aprimoramento de competências é uma dimensão óbvia na formação de qualquer educador. Já fizemos aqui uma pequena discussão a respeito das competências essenciais do educador corporativo, mas é necessário voltar ao assunto, abordando os aspectos do relacionamento do educador com as técnicas que surgem cotidianamente.
São muitas as invenções no âmbito das tecnologias da informação e comunicação (TIC) que surgem neste início de milênio. Quando o educador imagina que está atualizado, aparecem novas soluções tecnológicas, exigindo permanente estado de alerta sobre como lidar com tamanha novidade.
Se se pensar no que seria importante para o educador aprender no campo das tecnologias, a lista de itens de aprendizagem seria imensa. Talvez seja necessário o educador fazer a si próprio perguntas como: esta tecnologia interessa para a educação? Que influências esta tecnologia trará para os ambientes de ensino-aprendizagem? Ou como estas tecnologias estão impactando na vida cotidiana das pessoas?
Você poderá criar mais questionamentos sobre seu processo de aprendizagem em relação às técnicas que vão surgindo. Lembre-se: o desenvolvimento educacional é sempre um estado permanente de reflexão sobre a vida profissional.
Para efeito deste artigo, vamos tratar de cinco dimensões essenciais em tecnologias que são necessárias o educador aprender.

Vamos lá?

A primeira dimensão é da Internet das Coisas (IOT). Hoje dispositivos pensantes estão em todo lugar e tempo: é o GPS acoplado no rádio do carro, a caixa de som que serve como nossa agenda ou mesmo um microchip instalado no nosso corpo para prover informações que poderão servir para melhorar nossa saúde.
A IOT não atua sozinha. Junto com ela vem uma verdadeira avalanche de soluções sofisticadas que se aproximam do que chamaríamos de inteligência humana inclutada dentro de máquinas: a Inteligência Artificial (IA).
Provavelmente em nosso celular, há uma aplicação que transforma em voz textos que a gente escreve, há outras que traduzem textos em linha cruzadas para diversos idiomas. Há aplicativos que conversam com a gente, e não percebemos que estamos traçando um diálogo com uma máquina. Os exemplos são numerosos.
Acha muito impactante haver essas soluções em IOT e IA? Pois é, por traz dessas duas invenções humanas, há uma mais antiga, que são os algoritmos. É esta solução, que já existe há muito tempo, que comanda e organiza os procedimentos das IA e está incorporada nos dispositivos da IOT.
Parece receita de bolo: junte-se uma pitada de IOT em um dispositivo de IA, construído sob um conjunto de algoritmos bem elaborado e é possível provocar na sociedade uma vida de alta conexão. As pessoas hoje, as que têm acesso à Internet, vivem com o celular na mão, imergem em jogos eletrônicos, buscam carros cheios de hardwares e softwares que não a deixem distante do mundo da cultura digital. É a tal da Hiperconectividade.
Pensa que acabou? A centrtalidade de repositório informações não está mais na cabeça do educador. Hoje existe Big Data, grandes quantidades de dados podem ser armazenados em máquinas superpoderosas, que organizam e direcionam muito da construção do conhecimento no mundo. Precisamos estar atentos. E fortes!
E o educador vai ficar longe de tudo isto que está acontecendo? Vai ficar em salas de aula com quadro branco promovendo aula expositivas o tempo todo?
Precisamos pensar sobre isto, pois ainda há educador que acha que é bom se apropriar de tecnologia por meio de procuração: “Ora quando preciso de alguma coisa de tecnologia, é só falar com o técnico da escola” ou “Não preciso aprender tecnologia. Já existem os programadores!”.
É claro que o educador não precisa ser um experto em TIC, mas quando essas tecnologias entram na sala de aula, o professor precisa repensar o assunto, pois os aparatos tecnológicos possuem uma potencialidade ambígua: ao mesmo tempo em que eles podem ajudar na promoção do homem, eles também podem ser usados para submeter esse mesmo homem a um processo, de difícil volta, de alienação.
Sendo assim a melhor forma de lidar com as TIC é compreendê-las bem e ter proficiência nos diversos usos que interessem à educação.
Este assunto ainda não vai terminar aqui. Temos muito o que conversar sobre este intrincado relacionamento homem x técnicas.

Isto ficará para uma próxima oportunidade.

Até a próxima!

Luz sobre Elza Soares

Larissa Luz e Elza Soares

 


 

 
Elza Soares é cantora única, pois consegue navegar pelo samba, pelo rap e pela bolsa nova com maestria e elegância. Elza sabe de onde fala, o que fala e como fala.
Por falar em lugar de fala, Elza já foi posta atrás de Garrincha, mas ela soube muito bem se pronunciar como cantora da música popular brasileira, que não se submeteria à perspectiva hegemônica do futebol. Elza tem identidade.
Elza é ousada. Quando todo mundo endeusava a dimensão criativa da classe média brasileira como arauto da bossa nova, Elza lança um disco intitulado Bossa Negra, resgatando a influência afro que atravessa a bossa nova.
Ela foi mais ousada ainda quando perguntaram de que planeta ela viera, e a cantora respondeu de forma visceral, que viera do planeta fome. Naquele momento Elza Soares já traçara que caminhos deveria seguir como artista brasileira oriunda das instâncias desprestigiadas das classes pobres brasileiras.
Por este breviário histórico já se percebe o quão é difícil reinterpretar Elza Soares, pois a artista tem um legado complexo dentro do cancioneiro popular brasileiro. Mas existem mulheres peraltas por este Brasil afora, que não se contentam em si próprias e resolvem estabelecer pontes entre Elza e o resto do mundo.
É o que faz Larissa Luz no show Larissa canta Elza Soares – Do Cóccix até o Pescoço, uma apresentação artística em que Larissa reinterpreta algumas das clássicas interpretações feitas por Elza Soares, tendo como repertório principal, o disco Do Cóccix até o Pescoço.
 
Do Cóccix até o Pescoço é um trabalho artístico significativo da autora. Na época de lançamento do disco, Elza está afastada do mercado fonográfico brasileiro sem conseguir lançar nada.
 
Do Cóccix até o Pescoçodemarca a volta de uma Elza moderna, hipermoderna, tratando a música brasileira de maneira diferenciada, cantando samba, rap, fado e o que mais lhe desse na cabeça.
 
E olha que o disco foi vendido em bancas de revistas em um encarte luxuoso que trazia fotos primorosas com meninas negras vestidas em estilo black power.
Aí aparece Larissa, que antes já tinha participado de um musical em homenagem à própria Elza durante o ano de 2018, da qual ela obteve o Prêmio Bibi Ferreira de teatro de melhor intérprete de musical.
 

Quem é essa tal Larissa, gente?

 
Larissa começou a carreira como cantora de axé musica na banda Araketu, esta já tinha sido uma banda de música afro-baiana, mas que se rendeu ao movimento da música mais dançante do axé baiano. Depois Larissa seguiu em carreira solo de cantora, mas já construindo músicas próprias, influenciada pelas batidas dos retumbes que ecoavam da cultura africana do século XXI.
 

E como foi o show?

 
O que esperar de uma cantora que passeia pelo teatro, compõe e interpreta a nova música afro-brasileira? Se você pensa que vai encontrar uma imitação técnica perfeita das interpretações de Elza Soares está por fora da força de Larissa. No show a cantora-luz brinca de Elza Soares. Ela incorpora o santo de Elza, mas não deixa de ser Larissa Luz.
 
Os antropólogos deveriam assistir a esse show, pois terão muitos ingredientes para estudar as questões das representações e das identidades. O santo de Elza baixa em Larissa e elas se amam e cantam harmoniosamente, pois todas as vezes em que Larissa faz os trejeitos de Elza, a alma da cantora que reinterpreta está ali, latente e feliz. É um encontro de almas que confabulam e se referenciam em um espetáculo.
 
Se Elza Soares é uma grande cantora, Larissa Luz também o é. Por isto do grande encontro entre quem interpreta e quem reinterpreta, provocando um momento de luz e inquietação no cenário musical brasileiro.
 
Ganha o espectador que é fã de Elza, também ganham os seguidores de Larissa, genuína representante da hodierna música popular brasileira.
 
E aí? Este texto não vai fazer comentários sobre cada música do espetáculo? Olha, o melhor é você ir ao show, pois ouvir Larissa não é momento para elucubrações e comentários técnicos sobre o teor musical. Ouvir Larissa é um momento de fluidez, de curtir a vida, de se encontrar com a própria brasilidade.
 
Até a próxima!
 

Pensando com Cipriano Luckesi

Pensando com Cipriano Luckesi
Até a próxima!

 

Os andarilhos da utopia

Imagem Paulo Freire - o andarilho da Utopia

Em outubro deste ano, Salvador teve o privilégio de assistir ao espetáculo Paulo Freire – o andarilho da utopia. A peça, mais do que um retrato sobre o educador brasileiro se traduz em um momento de alegria em ver pessoas reunidas em um momento de utopia em que a energia está canalizada para o bem da humanidade.
A obra de arte é um misto de filosofia, ciência e arte em benefício da educação. O projeto artístico é um monólogo em forma de cantorias e declamações feitas por Richard Riguetti, ator de teatro e profissional circense, com 40 anos de vivências nas artes da representação; com Junio Santos no processo de dramaturgia e Luiz Antonio Rocha no trabalho de encenação.
A construção teatral navega por representações da literatura, entrecortando caminhos da poética da música popular brasileira. O teatro, a música e a poesia se encontram e produzem um efeito simbólico expressivo.
Paulo Freire – o andarilho da utopia trabalha com a sutilidade ao utilizar-se de figuras de linguagem para construir o itinerário poético-filosófico do educador da Pedagogia da Autonomia. É um olhar diferente, pois estamos acostumados a ler Freire como um trabalhador da educação e da política e por vezes esquecemos o quanto de poético há nos escritos deste autor da intelectualidade brasileira.
Segundo os autores da obra, a proposta é produzir uma peça artística junto com os espectadores, fazendo com que, em alguns momentos, o público faça pequenas intervenções na construção artística.
Antes do início da peça, o ator-protagonista passeia pela portaria do teatro numa conversa informal como espectador, o que provoca aproximações entre as expectativas das pessoas e o que está por vir na apresentação artística.
Ao final houve um bate-papo com a turma, em que as pessoas puderam dialogar com os artistas criadores a respeito do processo de construção da peça e ainda foi discutir um pouco questões relevantes do contexto histórico-social pelo qual passamos no Brasil.
Se você aprecia o pensamento de Paulo Freire, vá ao espetáculo; se você ainda não conhece Paulo Freire, dê uma oportunidade de se aproximar do desconhecido e verificará o quanto Freire tem que ver com a genuína cultura brasileira.
A peça está atravessando o Brasil. Fique ligado para quando o espetáculo ocorrer em sua cidade.
Até a próxima!
#EducarNaPraxe
#CulturaNaPraxe

Em vez de empreendedorismo, precisamos de mais cidadania

Em vez de empreendedorismo, precisamos de mais cidadania
Quando um país está em crise, surgem ideias milagrosas para resolução dos problemas socioeconômicos. Na década de 1990, a palavra de ordem era empregabilidade.
Naquele período apareceram muitos influenciadores de negócios que tentavam incutir a ideia de que o trabalhador deveria ter autonomia no próprio desenvolvimento profissional e buscar o aperfeiçoamento permanente para que sempre ficasse em situação de “empregável”. Parece que esse movimento saiu de moda e não há mais tantas palestras ou estudos sobre o tema.
Depois de 2018, com a crise econômico-financeira mundial, surgiu a ideia do empreendedorismo: agora o trabalhador precisa se desfocar da ideia de vínculo empregatício e buscar o negócio próprio, mesmo quando ele está atuando dentro de uma empresa.
Não bastasse o empreendedorismo vir em avalanche, como aconteceu o movimento a ideia da empregabilidade, agora as escolas de educação básica também resolveram incluir uma disciplina sobre o assunto para desenvolver o espírito empreendedor nas crianças e adolescentes.
Iniciativas de discussão de temas como empreendedorismo ou empregabilidade deveriam ser inseridas em disciplinas maiores como cidadania, pois antes de pensar em empreender, precisamos aprender a conviver.
Imagine a situação de crianças de 10 anos discutindo com montar negócios e coisas do tipo sem ter aprendido os rudimentos da cidadania como: o funcionamento do Estado ou as dinâmicas do mercado de trabalho?
Disciplinas específicas como empreendedorismo tiram das crianças e dos adolescentes a possibilidade de pensarem por si o que elas desejam ser, tanto no presente, quanto no futuro.
Há pessoas que gostam de trabalhar em liderança, outras adoram negociar, há ainda as que desejam conhecer o funcionamento das leis, assim como há as que adoram trabalhar com cálculos.
Passar 12 anos estudando empreendedorismo, como estão se estruturando alguns currículos da educação básica, é como caminhar em via única as questões da cidadania, em que as pessoas, todas as pessoas, precisam ser empreendedoras.
Enquanto isto haja pessoas sem preocupação com a ética e com o direito do outro, que não respeitam a natureza, mas sendo formadas para empreender, empreender e empreender.
Aqui não se está negando a possibilidade de as crianças aprenderem os rudimentos do empreendedorismo. Isto é necessário, mas se questiona a aprendizagem unidirecional, fechada de possibilidades profissionais outras.
O interessante é que já existem livros didáticos para a área com viés bem teórico e superficial. É a indústria do livro didático. Na prática, as crianças não vão ter interessem em ler os conteúdos, pois o que a juventude deseja é diversidade. Elas não são robôs do mercado de trabalho, elas são cidadãs, que necessitam ir ao mercado de trabalho para a sobrevivência e construção de um mundo melhor.
Estamos voltando aos séculos XIX e XX, o padrão profissional era os jovens serem médicos ou advogados. Precisamos adentrar o século XXI. Ele está aqui há 19 anos; precisamos sair das fileiras das fábricas e pensar mundos corporativos melhores, em que o cidadão vá para empresas como seres pensantes, integrais e múltiplos.

Precisamos de mais cidadania.

Até a próxima!


 

Pensando com Franklin Foer – Parte II

Pensando com Franklin Foer - Parte II

Até a próxima!

 


 

Para mais leituras sobre Michel Faucault

Imagens Leituras Michel Foucault

 

O Projeto de extensão “Discurso e ensino: abordagem interdisciplinar dos saberes” da Universidade do Estado da Bahia – UNEB oferece o minicurso “Leituras de Michel Foucault”, ancorado no vértice de discurso, ensino e interdisciplinaridade.
O objetivo do minicurso é apresentar o arcabouço teórico-metodológico de Foucault, com foco em práticas discursivas nas interfaces entre a linguagem e a escola.
O evento será direcionado para professores da educação básica, discentes da graduação e pós-graduação e interessados em geral.
O minicurso acontecerá toda as sextas-feiras de novembro e terá as seguintes abordagens:

  • 08/11: Leituras de Michel Foucault – Verdade-Poder
  • 22/11: Leituras de Michel Foucault – Poder – Corpo
  • 29/11: Leituras de Michel Foucault – O Sujeito e o Poder
A inscrição é gratuita e poderá ser feita no site do Sistema de Gerenciamento de Eventos da UNEB: SGE.



Até a próxima!

Permita que o educando enxergue a vida com os próprios olhos

Imagem Enxergar a vida com os próprios olhos
Quando eu era jovem, minha mãe sempre me dava conselhos e avisos sobre os perigos da vida. Mas como todo adolescente, eu não seguia muito aqueles conselhos e vez por outra passava por alguma intempérie na vida.
Eram naqueles momentos de contratempos que eu descobria o que era necessário aprender. Aí a gente voltava a discutir e ela me dizia aquela frase famosa: “Eu te disse!”.
Mas não era sempre assim, em outras situações eu aprendia coisas diferentes do que minha mãe ensinava e rediscutíamos as situações que vida me oferecia.
O professor tende a assumir o papel de pais e se arvoram a querer direcionar a vida dos alunos. Então se antecipam em explicar em detalhes os conteúdos didáticos, o que acaba por diminuir as possibilidades de os educandos errarem e construírem os próprios conhecimentos.
É por essas coisas que muitos textos aqui no E-Praxe se repetem, sugerindo ao educador que abra espaços para o debate e a discussão saudáveis nos ambientes de ensino-aprendizagem.
É nos momentos da discussão que os educadores podem identificar um pouco do que os alunos conhecem e o que estes precisam aprender. Na discussão o educador aprende caso permita-se viver a situação de aprendiz também.
Para o educador iniciar discussões com os alunos, ele precisa estabelecer um contrato de confiança entre as partes. Os educandos não precisam se sentir ignorantes e ridículos diante do educador, mas eles entendem que a situação de ignorância pode ser passageira, pois há um profissional na turma e colegas em relação cooperativa, que o ajudarão a compreender os novos mundos que se interpõem entre os sujeitos de aprendizagem que estão na sala de aula.
Não é fácil discutir, pois no momento do debate estão presentes os conscientes e os inconscientes de todos os participantes. É por este motivo que as discussões são dinâmicas e não são comportadas somente na categoria da lógica, mas precisam tanto da lógica quanto da dialética, para que as interações entre as pessoas contribuam para que todos aprendam.
Discutir é uma aprendizagem para a vida toda, porque sempre vai aparecer algo na relação discursiva que é surpresa para os envolvidos, o que exigirá novos posicionamentos e novas estratégias para lidar com o incontornável e o desconhecido.
Depois de uns 10 minutos de fala empolgante do professor, a aula expositiva se torna monótona e cansativa. Os educandos desejam falar também. Quando não conseguem falar, desviam-se do assunto e vão procurar outros mundos por meio da imaginação, pois a nossa mente não é boba, muito menos nossa emoção.
É comum muita gente falar de diálogo e de valorização das experiências dos educandos, mas as práticas são outras: o trabalho no ambiente educacional se firma  como mais de ansioso depósito de conhecimentos na cabeça dos alunos, do que de compartilhamento de experiências. Isto é uma contradição que precisa ser repensada.
O professor pode se perguntar: “E se os alunos não aprenderem as coisas que ensinei com tanto esforço?”. É o risco que todo educador precisa aprender a administrar. Os educandos não serão a representação da imagem e da alma dos educadores. Eles precisam ser eles próprios. Ter identidade é uma dimensão da cidadania. O que o educador precisa é ter o compromisso técnico e político para discutir com os educandos os saberes que foram construídos pela humanidade.
Chegou a hora de o educando enxergar a vida com os próprios olhos. É mais demorado, é mais difícil, mas é um bom caminho para a pedagogia da autonomia.

Até a próxima!


 

Busque alternativas para pesquisar na Internet

Imagem Montagem com ícone DuckDuckGo
Você já se acostumou a utilizar um portal exclusivo de pesquisa. E quando se acostuma a utilizar somente uma determinada solução de buscas, a gente leva conosco os atributos positivos e as limitações que uma escolha única pode resultar.
O profissional, de qualquer área, que atua na WEB, precisa ter proficiência nos usos das diversas soluções tecnológicas e não ficar preso a grupos reduzidos de fornecedores de serviços na Internet.
Pensando nisto o E-Praxe traz para você uma opção de ferramenta de pesquisa para você trabalhar na WEB.
Trata-se do DuckDuckGo, que é uma plataforma de buscas baseada em software livre, que se comportou muito bem em nossos testes.
A interface da plataforma é bem simples. Na tela de buscas, o internauta pode escolher a partir de que local a ferramenta fará a busca. Também é possível configurar o nível de segurança das buscas, porque às vezes a gente deseja pesquisar sem ser observado por algoritmos.
Além disto é possível escolher o tipo de mídia de pesquisa (vídeo, texto, foto etc.) e o período de busca.
Nas buscas que fizemos, a ferramenta trouxe informações em nível adequado às palavras-chave utilizadas, com a vantagem de não inserir resultados oriundos de propagandas pagas ao provedor dos serviços. Este é o grande referencial da plataforma. Depois de usar a aplicação, você poderá navegar pelas mídias sociais digitais sem precisar ver ofertas de produtos e serviços comerciais, que nem sempre desejamos adquirir.

 

Vamos pôr a mão na massa?

 

Para facilitar a vida do nosso leitor, fizemos um infográfico com um tutorial básico de uso da ferramenta. 

Infográfico menu DuckDuckGo
Bom proveito e até a próxima!

 

 

Veja+: DuckDuckGo

Até a próxima!