Gente, já escrevemos aqui sobre a revista Pesquisa FAPESP, quando o periódico tratou do tema dos algoritmos.
Agora em janeiro/2019 a Revista surpreende o leitor com o assunto Inteligência Artificial (AI).
Olha, inteligência artificial e algoritmos são dois temos da área de tecnologia da informação e comunicação (TIC) de interesse de qualquer educador.
O conjunto de textos sobre AI é bem organizado e dá um panorama a respeito dessa área do saber tão importante na época atual.
Mas a Revista não se prende somente à temática da AI, na edição de janeiro, há assuntos como literatura de cordel, anestésicos como psicodélicos e vacina contra a dengue.
A Pesquisa FAPESP é um arauto de informações sobre ciências, que pode ser lida tanto pelos profissionais das áreas científicas, quanto pelas pessoas leigas que desejam obter mais informações sobre a produção de conhecimento no Brasil.
A Revista tem um quadro regular denominado Boas Práticas, que discute a atuação do pesquisador quanto a atitudes diante da profissão.
Um detalhe: a capa foi muito bem produzida, trazendo a imagem de um robô, pensando; nada mais pertinente.
O leitor tem duas opções de acesso: comprar a revista nas bancas ou acessar o site da revista no endereço Revista FAPESP.
➤ Que é isto? Revista Pesquisa FAPESP nº. 275
➤ Quem produziu? Fundação do Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP
➤ Quando foi? Janeiro/2019
Até a próxima!
O pensamento de Norberto Bobbio
Até a próxima!
Use o Joomla! na gestão do conhecimento
O Joomla! é um sistema de gerenciamento de conteúdos em código aberto para criação de plataformas digitais abertas e colaborativas.
Gerenciadores de conteúdos são ferramentas para a construção de ambientes digitais abertos para compartilhamento de informações relevantes de interesse de uma comunidade. São também conhecidos como CMS (Content Management System).
Com este CMS você pode fazer coisas como:
- criar páginas WEB para a empresa com interface amigável
- organizar sites responsivos, que possibilitam leitura agradável a partir de diversos tipos de dispositivos
- criar enquetes para mapear as necessidades dos funcionários
- elaborar sistemas de mensagens periódicas para manter a turma atualizada sobre a cultura da empresa
- gerenciar blogs e comunidades de práticas, criando um genuíno ambiente colaborativo na instituição
- construir cadastros sofisticados para repositório dos currículos dos trabalhadores
- elaborar tutoriais relevantes para treinamento de pessoal
E isto não é privilégio de grandes conglomerados, as micro e pequenas empresas podem utilizar desta ferramenta para fomentar a cultura do compartilhamento de competências nas organizações.
- Conta mais, conta mais!
Por ser um software livre de código aberto, a empresa passa a ter controle sobre as instalações e configurações da plataforma, o que hoje se torna uma vantagem competitiva.
Além disto, depois de a ferramenta instalada, a gestão dos conteúdos pode ser compartilhada com os funcionários, o que pode trazer benefícios para todos.
Mas software livre não é difícil de usar?
Ora, ora! Qualquer ferramenta digital que a empresa adquirir trará obstáculos que precisarão ser vencidos.
Mas isto não vai dar muito trabalho?
É claro! Qualquer jornada de aprendizagem exige um percurso de trabalho árduo.
E outra coisa: por ser um software livre, o Joomla! abre caminho para que empresas menores entrem no mundo da gestão do conhecimento; salto este necessário para qualquer instituição que deseje crescer no mercado atual.
Onde busco informações sobre o Joomla!?
Há muitas comunidades no ciberespaço que compartilham informações sobre o Joomla!. Para quem está iniciando, o site oficial do gerenciador de conteúdos é uma boa opção.
Se você tem necessidade do contato face a face, participe do Joomla! Day, que tem encontros periódicos para discutir os rumos dos usos da plataforma.
Então? O que você está esperando para saber mais sobre este CMS?
+Net:
+Livros:
- Dominando Joomla! – do iniciante ao profissional, de Dan Rahmel
- O livro oficial do Joomla!, de Jennifer Marriott e Elin Waring
Até a próxima!
O pensamento de Eduardo Galeano
Até a próxima!
Infografia como recurso de aprendizagem
A infografia é uma representação simbólica que articula o uso de imagens e textos para estabelecer comunicação, tanto em meios físicos quanto em digitais.
Esta é uma técnica antiga, pois o homem sempre procurou estabelecer comunicação por multimeios: gestos, imagens e textos.
Mas foi no início do século XXI que se acentuou o uso da infografia. Com o advento da Internet muita gente tem buscado estabelecer comunicação mais ágil com os interlocutores por meio da articulação de elementos textuais e gráficos.
Nos anos 2000, os jornais impressos, para fazer face à ascensão da TV e outros meios de comunicação, buscaram na produção de infográficos uma saída para atrair mais leitores.
Por outro lado a Internet trouxe a possibilidade de existência de diversos tipos de aplicações que combinam de forma rápida e eficiente usos de gráficos, sons e textos em mensagens que trazem alto impacto na comunicação atual.
Hoje os livros didáticos já utilizam muito desse procedimento de trabalho, mas há necessidade de os professores se apropriarem deste instrumento e criarem soluções educacionais personalizadas próprias para uso em sala de aula.
Mas o educador precisa ser um infografista profissional?
Claro que não. Se for para uso nas atividades didáticas do dia a dia a própria criação de infográficos será bem-vinda. Caso haja necessidade de produzir material didático mais sofisticado, o aconselhável é procurar um profissional mais habilitado.
Como faço para aprender a construir infográficos?
Ainda existem revistas impressas no mercado que utilizam muito a infografia. Adquira a sua revista preferida e veja como as peças são construídas. Outra maneira é explorar o acervo de infográficos existentes na WEB. Os bons sites sempre produzem algum tipo de infográfico para facilitar a comunicação com o internauta.
Também há mídias sociais em que os internautas produzem muita coisa com base na infografia. O SlideShare e o Pinterest são os mais indicados para quem deseja aprender mais.
Para ajudar o educador, o E-Praxe fez um levantamento de informações bem básicas sobre design para você usar os princípios da infografia nas suas mídias educacionais de agora em diante.
Os fundamentos de design trazidos neste texto foram baseados nas obras dos autores abaixo:
- Slide:ology, de Nancy Duarte
- Design para quem não é design, de Robin Williams
- Infografia – história e projeto, Ary Moraes
- Desenhando negócios, Dan Roam
Lembre-se que uma prática de qualidade exige uma boa base teórica.
Vamos aos fundamentos
Primeiro, devemos usar o infográfico de acordo com o conteúdo o qual vamos trabalhar
- Se o assunto são pessoas e grupos, use um retrato
- Se o assunto se refere a quantidade, use uma tabela
- Se o assunto se refere a lugar, use um mapa
- Se o assunto se refere a tempo, use uma linha de tempo
- Se o assunto se refere a um fluxo ou processo, use um fluxograma
- Se o assunto é para se descobrir o por quê de algo, use um gráfico
Quanto à disposição dos elementos na área do infográfico, use os princípios do design:
- Contraste – evite que os elementos da página sejam apenas semelhantes; crie uma variedade visual na tela
- Repetição – administre a técnica da repetição de forma coerente e coesa; assim, abuse de cores, espessuras de linhas, fontes, tamanhos espaços…
- Alinhamento – crie uma conexão entre os elementos para que seu infográfico tenha um visual limpo, claro, leve e comunicativo
- Proximidade – agrupe de forma coerente os diversos elementos da página, para que as informações apareçam organizadas para o leitor
Duas formas de produzir infográficos
Você pode fazer um infográfico de suporte em que haverá necessidade de você fornecer explicações complementares sobre o conteúdo. Este tipo de peça é utilizado em situações que a dinâmica didática é realizada em sala de aula, nas interações face a face ou em conversações on-line.
Nos casos de você distribuir o material para as pessoas lerem depois, o bom é utilizar o infográfico autoexplicativo, aquele em que a mensagem não depende da presença de quem o criou para ser compreendida pelo leitor.
Com estes fundamentos, agora é hora de criar os infográficos, combinando textos, desenhos, vídeos, animações, fotografias. O limite está em suas mãos.
Ah, não esqueça de estudar sempre, pedir ajudar aos colegas de trabalho e colher as impressões dos educandos sobre o infográfico feito.
Até a próxima!
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Profissão: Designer Instrucional
Uma nova (velha) profissão
Já está registrada no catálogo da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) a função de designer instrucional.
No documento normalizador a ocupação recebe as denominações de designer educacional, desenhista instrucional, designer instrucional ou projetista instrucional. O código da titulação é 2394-35.
De acordo com a CBO os profissionais da área são responsáveis pela implementação, avaliação e planejamento para desenvolver projetos pedagógicos/instrucionais nas modalidades de ensino presencial e/ou a distância.
Ainda a mesma CBO informa que a ocupação é exercida em instituições públicas e privadas, podendo o profissional ser um trabalhador que atua com vínculo empregatício ou de forma autônoma, tanto em ações individuais, quanto coletivas.
É bom enfatizar que o órgão normalizador recomenda que a ocupação requer profissional de nível superior, na área de educação ou áreas correlatas. Considera também que o desempenho pleno da atividade acontece depois de três ou quatro anos de exercício profissional.
O órgão lista um conjunto de competências necessárias para o exercício da ocupação, dentre eles compreensão de contexto, respeito às diversidades, respeito à autoria do educador, capacidade de observação e de trabalhar em grupo, dentre outros.
Atribuições
A gama de atividades para a ocupação é extensa e está agrupada nos seguintes campos de atuação:
- Implementação e execução de projeto pedagógico/instrucional
- Avaliação do desenvolvimento do projeto pedagógico/instrucional
- Viabilização do trabalho coletivo
- Coordenação e construção (ou reconstrução) do projeto pedagógico/instrucional
- Elaboração do projeto instrucional
- Desenvolvimento do projeto instrucional
- Promoção e formação contínua como profissional da área
- Comunicação
- Demonstração de competências pessoais de relacionamento interpessoal
No site da CBO há uma descrição detalhada da atribuições deste novo-velho trabalhador.
Na imagem abaixo você encontra uma mapa descritivo da profissão de Designer Instrucional
Mais informações sobre Design Instrucional
Até a próxima!
Suportes para leitura multimodal
Em algum momento você estará lendo jornal num smartphone ou num notebook. Mas talvez você queria mesmo era ler em mídia de papel.
As opções são diversas e isto é bom.
Estamos multimodais: temos possibilidade de leitura em formatos diversos graças aos aparatos tecnológicos que vão surgindo.
Mas como escolher um suporte de leitura agradável para uso no dia a dia?
Será que os novos dispositivos têm condições suficientes de nos propiciar a leitura agradável de textos, imagens, sons, vídeos e animações?
Na prática não há resposta única; dependerá do contexto de leitura.
Vamos analisar algumas mídias eletrônicas para leitura WEB?
Notebook – este serve para leitura de e-mails e de documentos administrativos no trabalho. Também pode ser usado para leitura de imagens, vídeos e infográficos. O problema é que a gente cansa quando fica o tempo todo sentado usando o equipamento. Algumas pessoas gostam de ler na cama, mas mesmo assim ainda é um inconveniente por causa do peso.
Tablet – aqui você tem oportunidade de experimentar equipamentos de diversos tamanhos e qualidades de telas. É muito indicado para leitura de livros, revistas e artigos. O problema é a quantidade de luz emitida que nem sempre podemos calibrar para atender ao nosso tipo de visão.
E-Reader – este equipamento é indicado para leitura de livros ou material que contém mais texto. Há poucos equipamentos desenvolvidos com a tela colorida. Isto é problema também, pois é muito gostoso ver textos e imagens coloridos. Huum! Temos outro problema: os fabricantes adotam formatos exclusivos, o que nos impede de ler em uma variedade maior de formatos.
Smartphones – este aqui conquistou a maioria dos usuários. É no consultório médico, nas filas dos bancos, nos metrô: sempre encontra alguém lendo num smartphone. Mas eles, na maioria, têm telas pequenas, o que intefere de forma negativa quando precisamos ler textos mais longos.
Poxa, dá muito trabalho escolher um modo de ler hoje em dia! Que nada! O bom é que o leitor aproveite o potencial que cada aparelho tem e curta ao máximo a leitura. E, por enquanto, vamos aguardar um pouco mais por uma inovação que contemple os pontos positivos de cada um dos aparelhos aqui listados e nos proporcione uma experiência de leitura mais prazerosa.
Até a próxima!
13 capas de livros que impressionam
Gente, foi muito difícil escolher as capas dos livros aqui listados, mas sabemos que toda escolha é incompleta.
Você tem suas escolhas e poderá exercê-las também. Afinal de contas quem nunca ficou impressionado com um livro somente em ver a capa?
Então vamos conhecer as 13 capas de livros que impressionam?
- Conectados no ciberespaço, organização Roberto Aparici: as figuras interligadas dizem muito sobre o livro. A representação de seres humanos ligados em mídias digitais dá o tom dos temas que serão discutidos na obra.
- Arte de resolver problema, de G. Polya: o símbolo da interrogação desperta a nossa curiosidade e ainda esses cubos nos convidando a resolver problemas; demais!
- Como falar, como ouvir, de Mortimer J. Adler: a articulação de alguém que fala, um microfone e alguém que ouve é um convite a discutir o tema da conversação.
- Interação em rede, organização de Alex Primo: a confluência de elementos sinalizadores indiciais provoca uma vontade no leitor de abrir logo o livro para ver do que se trata.
- Neurociência e educação – como o cérebro aprende, de Ramon M. Consenza e Leonor B. Guerra: ah! Esse labirinto que é a mente humana. Quanto ainda temos de aprender sobre isto. Repare no detalhe da mão segurando um giz: indicador da presença da educação, e o fundo verde, lembrando o nosso quadro de escrita escolar.
- Como aprendemos – a surpreendente verdade sobre quando, como e por que o aprendizado ocorre, de Benedict Carey essa imagem que ora se parece com um cérebro, ora se parece como um balão de fala, impressiona. Ainda há o multicolorido que compõe o interior da figura, cheia de intricados elementos que suscitam aprendizagem.
- Epistemologia e didática – as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente, de Nílson José Machado: uma composição simples, que trabalha sobre os tons do azul, chamando o leitor para participar da rede de seres humanos que compõem a teia da epistemologia e da didática.
- Teorias da aprendizagem – o que o professor disse, de Guy L. Lefrançois: aqui também o cérebro como labirinto, só que com o acréscimo das duas dimensões conhecidas por todos: o raciocinar e o imaginar: um lado em preto e branco e o outro, colorido.
- Por que escrevo?, organização de José Domingos de Brito: peça marcada pela criatividade e pela simplicidade. No fundo textos manuscritos; no fronte, a interrogação; o detalhe da página virada à direita do leitor produz muita atração sobre o que está contido no texto.
- A fórmula do texto – redação, argumentação e leitura – técnicas inéditas de redação para alunos de graduação e ensino médio, de Wander Emediato: a composição com início e fim feita com um lápis, o mosaico no fundo, com cores que se confundem com as mãos dá uma sensação de que escrever é uma coisa boa.
- m-learning e u-learning – novas perspectivas da aprendizagem móvel e ubíqua, de Amarolinda Saccol, Eliane Schlemmer e Jorge Barbosa: a imagem desse homem à beira da praia, plugado em um celular e esse monte de signos explodindo para explicar o mundo, desafiam o leitor a tentar descobrir mais sobre o conteúdo do livro.
- Para entender o texto – leitura e redação, de Platão e Fiorin: aqui o leitor é apanhado por uma tempestade em sonho de busca e de imaginação; com o livro ele navega por terras outras e constrói novos mundos.
- Textos multimodais – leitura e produção, de Ana Elisa Ribeiro: com esta capa, o leitor já inicia a leitura dos sentidos e significados do livro. O jogo bem articulado de imagens e textos aproxima e seduz.
E aí? Gostou das capas? Alguma delas te despertou para adquirir o livro?
Até a próxima!
Textos Multimodais? Que é isto?
Ana Elisa Ribeiro conseguiu tratar de um assunto atual de maneira leve e precisa. Textos multimodais traz relatos do processo de criação de mensagens que aglutinam textos e imagens, com uma narrativa didática e fluida.
Primeiro a autora trata das atividades de reescrita e retextualização; depois aborda um assunto que se tornou corriqueiro na vida das pessoas, mas ainda é pouco estudado nas escolas: os infográficos; nos capítulos seguintes Ana Elisa aborda os resultados de pesquisa feita em sala de aula, em que o objeto de análise foram as produções dos educandos de gráficos, diagramas, textos, mapas e fluxogramas. Tudo isto a partir da experiência prévia da vida cotidiana dos alunos.
Os exemplos são bem contextualizados e mostram a dinâmica ocorrida com uma turma de estudantes tanto na produção de textos multimodais, quanto leitura dessas novas peças mensageiras.
A teoria vai se explicitando a cada produção dos educandos que vai sendo analisada, fazendo da obra uma referência teórico-prática para que deseja veicular mensagens em diversos suportes: áudio, texto, imagem, vídeo e o que mais vier à cabeça.
Esta é uma obra de público-alvo vasto, pois ajuda tanto os profissionais de diversas áreas que desejam produzir material multimodal para entreter e informar, quanto aos educadores e planejadores de ensino-aprendizagem, quando estes forem produzir ou analisar junto com os educados material didático multimodal.
Destaque para a capa, que se alinha de forma harmônica ao conteúdo contido no livro.
O que é? Textos multimodais – leitura e produção
Quem escreveu? Ana Elisa Ribeiro
Quem editou? Parábola
Imagem da capa: Ponswan/123RF
Até a próxima!
12 vídeos sobre educação para assistir em 2019
O ano de 2019 será de grandes desafios para todos nós. E nada melhor do que enfrentar desafios assistindo a grandes vídeos sobre educação e trabalho.
Para isto o E-Praxe reservou uma lista de vídeos sobre temas que que podem ajudar na promoção da carreira de quem é educador.
Janeiro
Abstract – the art of design – os educadores precisam se aproximar mais dos designers. Podemos começar o ano com Abstract: em oito capítulos esta série da Netflix conta histórias maravilhosas do mundo do design. Se você assistir, começará o ano bem!
Fevereiro
Vida de Maria – são poucos mais de oito minutos em que é contada uma história sobre o direito de alfabetização e a necessidade de trabalho.
Março
Escritores da Liberdade – o que o choque de culturas pode provocar nas vidas de estudantes de região periférica dos Estados Unidos? Assista!
Abril
Escola de Rock – e não é que a gente aprende com música? Escola de Rock é um filme alegre e envolvente, que tem muito a nos ensinar.
Maio
Ilha das Flores – este é um clássico dos documentários brasileiros; com a história aprendemos um pouco sobre como se faz para analisar conjuntura.
Junho
O que você faria? – Ah, este filme é um ensinamento sobre os processos de avaliação nas empresas. Quem trabalha com educação corporativa e cultura organizacional vai adorar.
Julho
Nenhum a menos – é em julho que as férias terminam, e o professor está na sala de aula esperando com todas as expectativas os alunos que voltarão. Será que todos voltarão?
A gente nunca sabe, mas pode se deliciar com um filme inspirador sobre a persistência de uma professora em manter todos os alunos em sala de aula. Imperdível!
Agosto
Entre os muros da escola – este filme francês é uma mistura de ficção e realidade trata dos embates cotidianos entre professor e alunos em uma escola periférica francesa. É ver para crê!
Setembro
O sorriso da Monalisa – setembro é mês das flores. Que tal assistir a um filme leve e sensível sobre o ambiente de sala de aula? Há muitas surpresas nas controvérsias e aproximações entre uma professora e as alunas de uma escola de tendência tradicional.
Outubro
Eduardo Coutinho, 7 e outubro – os documentaristas têm muito a nos ensinar, pois são pesquisadores natos e aguçados observadores da realidade. Este documentário sobre Eduardo Coutinho constrói a trajetória profissional do documentarista de forma sensível e didática.
Novembro
Memórias póstumas de Brás Cubas – não poderia faltar filme com viés literário nesta lista. Memórias póstumas é uma adaptação do romance com o mesmo título, de Machado de Assis. As sutilezas da vida em sociedade são mostradas de maneira bela e grandiosa: uma fonte de aprendizagem.
Dezembro
Professora sem classe – toda profissão é formada por luzes e sombras dos profissionais que desejam exercê-la. Professora sem classe é para a gente assistir com atenção; afinal de contas nem tudo são flores dentro das profissões.
Chegamos ao final.
Pôxa, mas há tantos vídeos para a gente sugerir?
Ora, ora, ainda temos pela frente 2020, 2021, 2022…
Leia+
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#EducarNaPraxe
E-Praxe na teia digital – as postagens preferidas do Editor
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| Feliz 2019! |
Para você que esteve conosco neste período, garimpamos as postagens de preferência do Editor.
Releia, compartilhe, mande feedback.
Esperamos por você em 2019!
Postagens do Editor
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| Design de Apresentações |
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| Neurociência e Educação |
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| Conversação e Aprendizagem |
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| Cultura Organizacional |
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| Enfeitiçado pelo tempo |
Até daqui a pouco!
Leia+
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#EducarNaPraxe
Aos mestres – com respeito

O ano de 2018 foi controverso para os professores. A profissão foi questionada por muitos segmentos da sociedade brasileira.
Antes que o ano acabe o Senso Comum traz depoimentos de experiências de alunos em sala de aula, em que a presença do professor foi fundamental.
Vamos lá
A professora chorava quando os alunos tiravam notas abaixo da média. Ela comentava cada questão, reexplicava os assuntos. Durante alguns dias os estudantes ficavam tristes e cabisbaixos, inclusive os que tiravam nota alta. Era uma atitude que nos fazia repensar caminhos e buscar novos rumos de aprendizagem. Foi com esta experiência que descobrir o quão era importante aprender língua portuguesa.
Desde pequeno aprendi a visitar bibliotecas durante os intervalos das aulas, porque nas vivências da famosa orientação educacional, a professora nos incentivava a ler e a descobrir novos mundos.
Foi também na aula de orientação educacional que um dia a professora trouxe uma cédula de um cruzeiro e perguntou à turma o que deveríamos fazer caso encontrasse aquele dinheiro no meio da rua. Foi uma discussão e tanto; ela em vez de criticar ou elogiar as nossas opiniões como se fosse uma aula de educação moral e cívica, procurava trazer mais questionamentos sobre a nossa postura ética nas discussões de assuntos tão afetos à nossa formação cidadã. No final, ah, no final, ela nos disse qual era a opinião que tinha sobre o assunto. Mas antes ela ouviu cada uma das opiniões dos educandos, criando um verdadeiro ambiente de debate. Um momento inesquecível.
Toda vez que tenho de viajar ou estou em uma cidade cujo trânsito é desconhecido, lembro das minhas aulas de geografia. A professora motivou a turma para que todos comprassem um atlas. Durante nossos encontros, a gente fazia análise das regiões brasileiras sob aspectos de clima, relevo, população, condições socioeconômicas. Ensinou também como calcular distâncias entre as localizações com base nas métricas que vinham registradas nos mapas. A partir dali a geografia passou a ser uma área do saber multicolorida e vívida para mim.
A professora chegou com um papel com transcrições de conceitos sobre a palavra Comunicação. Alguns alunos estranharam o porquê da atividade: para que discutir definições? Por que a educadora não dava uma definição completa e única sobre o assunto? As discussões nos bastidores eram intermináveis. Com o tempo fui percebendo que a gente ia aprofundando os conhecimentos sobre um assunto a cada discussão, utilizando múltiplas referências para compreensão do mundo. Na verdade a professora estava nos ensinando a lidar com pontos de vistas diferentes e desenvolver nossa consciência crítica sobre a aprendizagem.
O professor falava pouco; tinha a voz bem baixa e estava sempre nos sinalizando para os aspectos práticos da vida nas disciplinas de contabilidade bancária e análise de balanço. A turma desconfiava dele, pois a maioria achava que no final muitos não iriam conseguir passar de ano. Mas ele, com aquele jeito quieto e respeitoso, conseguia fazer com que quase ninguém faltasse às aulas e que estudassem com dedicação. Com ele vi os colegas interagirem entre si e buscarem novas formas de aprender a cada dia. Isto não foi pelas atitudes de eloquência do educador, que era muito tímido, mas pela postura e pelo exemplo. Anos mais tarde encontrei alguns colegas das turmas de análise de balanço e contabilidade. Em conversa com muitos deles, percebi que alguns seguiram a profissão de técnico em contabilidade. Ao ver os colegas já adultos, conseguia perceber no semblante deles, a figura do professor, como uma sombra, uma marca na vida daquelas pessoas.
Tive um professor no trabalho que ministrava um da oficina sobre análise financeira de crédito. O assunto era árduo. A oficina começava com um teste de nivelamento em que a maioria não alcançava a nota 5. Todos ficavam apreensivos logo no primeiro dia do evento. Mas ela era muito habilidoso no relacionamento com o grupo e fez a maioria aprender muito sobre os conteúdos da oficina. No último dia, ele realizou um jogo com a turma para revisar os conteúdos da ação educacional. Estava lá a turma feliz e envolvida com a didática criada por ele. Com a dinâmica das aulas a turma tinha aprendido os conteúdos e criado laços sociais mais consistentes. Que lembrança boa!
Os professores de que mais me lembro foram aqueles que abriram o mundo das discussões e das conversas; eles não trouxeram respostas prontas nem impuseram estereótipos sobre a realidade. Elas e eles tiveram a coragem e a humildade de aprender junto com a turma. Não tiveram medo de errar; não se apegaram às certezas, mas procuraram construir com os alunos os caminhos da aprendizagem.
Com respeito, obrigado professores
Até a próxima!
Leia+
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