Até a próxima!
A educação pela linguagem audiovisual
Aqui no E-Praxe, boa parte das publicações têm como objetivo trazer informações sobre a formação sociocultural do educador, além de assuntos sobre didática, é claro!
Um assunto que está recorrente em nosso portal se refere à linguagem visual em educação, pois, no mundo das mídias sociais digitais e das multimídias, é vital para os profissionais de educação aprenderem mais sobre a sintaxe da linguagem visual.
Livros como o de Adriano Miranda, Estratégias do olhar fotográfico – teoria e prática da linguagem visual, contribuem sobremaneira para quem é da área de educação possa compreender como as imagens podem contribuir para a promoção de aprendizagens significativas.
Sobre o livro
Estratégias do olhar fotográfico traz um olhar sobre a fotografia de maneira leve e certeira. Nele Adriano Marinho apresenta os elementos formais para construção de boas imagens, fazendo o leitor, aos poucos, ir entendendo os rudimentos da boa produção fotográfica.
Com a preocupação que vai além do simples registro de imagens, o autor discorre sobre composição, abordando temas como sobreposição, peso de imagem, ritmo da fotografia e uso de grades como basilares para o interessado em fotografia possa construir histórias, ou melhor, propósitos ao registrar o mundo em que vivemos.
O livro demonstra de forma simples como usar a criatividade para construção de imagens que sejam produtoras de mensagens.
Para incentivar o processo criativo do leitor, Adriano conta histórias, traz depoimentos de reconhecidos fotógrafos e ainda sugere exercícios de construção de imagens para que o aspirante a fotógrafo se aprimore a cada capítulo lido.
As imagens contidas no livro ajudam também no processo de aprendizagem e ainda vêm acompanhadas de um ícone para nos ajudar a melhor posicionar a câmera no objeto a ser fotografado.
Mas educador precisa aprender a fotografar? Quem sabe? Mas uma coisa é certa, precisamos entender a lógica de criação de imagens. Imagens que sejam relevantes para promover a aprendizagem.
Que é isto? Estratégias do olhar fotográfico – teoria e prática da linguagem visual
Quem escreveu? Adriano Miranda
Quem editou? Paulus
Até a próxima!
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#EducarNaPraxe
O pensamento de Tomás de Aquino
Até a próxima!
Rituais de Leitura – o prazer de mergulhar no texto
O gostar de ler impulsiona alguns hábitos que podem ser compartilhados.
No primeiro contato com o livro analiso a capa, olhos as imagens, verifico de que editora é a obra e aprecio as cores. Depois vou para a quarta capa buscar mais informações. A partir daqui já é possível verificar se levo ou não levo.
Seguindo em frente passeio pelas orelhas e vou esmiuçar cada item do sumário.
Já com o livro comprado, leio a apresentação e a conclusão, observando se fiz a compra adequada, pois nem sempre a gente acerta. Depois é a vez da introdução. Agora já tenho noção da estrutura do livro; pego um clips e marco a página do primeiro capítulo para continuidade da leitura.
Em seguida leio todas as notas e vou a cada trecho que se refere à nota para ver se não há necessidade de alguma consulta básica preliminar.
Da leitura das notas, passo para análise da bibliografia para ver que linha de pensamento o escritor utiliza.
Agora sim! Começo a leitura. Durante a jornada leitora vou a fontes externas se achar necessário.
A leitura se torna hipertextual: tudo que for referente ao conteúdo do livro passa a ser motivo de curiosidade e pesquisa. Se for necessário, faço anotações para uso posterior em alguma produção própria.
E você? Como faz sua leitura? Já tem um ritual?
Até a próxima!
O pensamento de Bacherlard
Até a próxima!
O pensamento de W. Sobbet
Até a próxima!
Olha a inteligência artificial aí!
Gente, já escrevemos aqui sobre a revista Pesquisa FAPESP, quando o periódico tratou do tema dos algoritmos.
Agora em janeiro/2019 a Revista surpreende o leitor com o assunto Inteligência Artificial (AI).
Olha, inteligência artificial e algoritmos são dois temos da área de tecnologia da informação e comunicação (TIC) de interesse de qualquer educador.
O conjunto de textos sobre AI é bem organizado e dá um panorama a respeito dessa área do saber tão importante na época atual.
Mas a Revista não se prende somente à temática da AI, na edição de janeiro, há assuntos como literatura de cordel, anestésicos como psicodélicos e vacina contra a dengue.
A Pesquisa FAPESP é um arauto de informações sobre ciências, que pode ser lida tanto pelos profissionais das áreas científicas, quanto pelas pessoas leigas que desejam obter mais informações sobre a produção de conhecimento no Brasil.
A Revista tem um quadro regular denominado Boas Práticas, que discute a atuação do pesquisador quanto a atitudes diante da profissão.
Um detalhe: a capa foi muito bem produzida, trazendo a imagem de um robô, pensando; nada mais pertinente.
O leitor tem duas opções de acesso: comprar a revista nas bancas ou acessar o site da revista no endereço Revista FAPESP.
➤ Que é isto? Revista Pesquisa FAPESP nº. 275
➤ Quem produziu? Fundação do Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP
➤ Quando foi? Janeiro/2019
Até a próxima!
O pensamento de Norberto Bobbio
Até a próxima!
Use o Joomla! na gestão do conhecimento
O Joomla! é um sistema de gerenciamento de conteúdos em código aberto para criação de plataformas digitais abertas e colaborativas.
Gerenciadores de conteúdos são ferramentas para a construção de ambientes digitais abertos para compartilhamento de informações relevantes de interesse de uma comunidade. São também conhecidos como CMS (Content Management System).
Com este CMS você pode fazer coisas como:
- criar páginas WEB para a empresa com interface amigável
- organizar sites responsivos, que possibilitam leitura agradável a partir de diversos tipos de dispositivos
- criar enquetes para mapear as necessidades dos funcionários
- elaborar sistemas de mensagens periódicas para manter a turma atualizada sobre a cultura da empresa
- gerenciar blogs e comunidades de práticas, criando um genuíno ambiente colaborativo na instituição
- construir cadastros sofisticados para repositório dos currículos dos trabalhadores
- elaborar tutoriais relevantes para treinamento de pessoal
E isto não é privilégio de grandes conglomerados, as micro e pequenas empresas podem utilizar desta ferramenta para fomentar a cultura do compartilhamento de competências nas organizações.
- Conta mais, conta mais!
Por ser um software livre de código aberto, a empresa passa a ter controle sobre as instalações e configurações da plataforma, o que hoje se torna uma vantagem competitiva.
Além disto, depois de a ferramenta instalada, a gestão dos conteúdos pode ser compartilhada com os funcionários, o que pode trazer benefícios para todos.
Mas software livre não é difícil de usar?
Ora, ora! Qualquer ferramenta digital que a empresa adquirir trará obstáculos que precisarão ser vencidos.
Mas isto não vai dar muito trabalho?
É claro! Qualquer jornada de aprendizagem exige um percurso de trabalho árduo.
E outra coisa: por ser um software livre, o Joomla! abre caminho para que empresas menores entrem no mundo da gestão do conhecimento; salto este necessário para qualquer instituição que deseje crescer no mercado atual.
Onde busco informações sobre o Joomla!?
Há muitas comunidades no ciberespaço que compartilham informações sobre o Joomla!. Para quem está iniciando, o site oficial do gerenciador de conteúdos é uma boa opção.
Se você tem necessidade do contato face a face, participe do Joomla! Day, que tem encontros periódicos para discutir os rumos dos usos da plataforma.
Então? O que você está esperando para saber mais sobre este CMS?
+Net:
+Livros:
- Dominando Joomla! – do iniciante ao profissional, de Dan Rahmel
- O livro oficial do Joomla!, de Jennifer Marriott e Elin Waring
Até a próxima!
O pensamento de Eduardo Galeano
Até a próxima!
Infografia como recurso de aprendizagem
A infografia é uma representação simbólica que articula o uso de imagens e textos para estabelecer comunicação, tanto em meios físicos quanto em digitais.
Esta é uma técnica antiga, pois o homem sempre procurou estabelecer comunicação por multimeios: gestos, imagens e textos.
Mas foi no início do século XXI que se acentuou o uso da infografia. Com o advento da Internet muita gente tem buscado estabelecer comunicação mais ágil com os interlocutores por meio da articulação de elementos textuais e gráficos.
Nos anos 2000, os jornais impressos, para fazer face à ascensão da TV e outros meios de comunicação, buscaram na produção de infográficos uma saída para atrair mais leitores.
Por outro lado a Internet trouxe a possibilidade de existência de diversos tipos de aplicações que combinam de forma rápida e eficiente usos de gráficos, sons e textos em mensagens que trazem alto impacto na comunicação atual.
Hoje os livros didáticos já utilizam muito desse procedimento de trabalho, mas há necessidade de os professores se apropriarem deste instrumento e criarem soluções educacionais personalizadas próprias para uso em sala de aula.
Mas o educador precisa ser um infografista profissional?
Claro que não. Se for para uso nas atividades didáticas do dia a dia a própria criação de infográficos será bem-vinda. Caso haja necessidade de produzir material didático mais sofisticado, o aconselhável é procurar um profissional mais habilitado.
Como faço para aprender a construir infográficos?
Ainda existem revistas impressas no mercado que utilizam muito a infografia. Adquira a sua revista preferida e veja como as peças são construídas. Outra maneira é explorar o acervo de infográficos existentes na WEB. Os bons sites sempre produzem algum tipo de infográfico para facilitar a comunicação com o internauta.
Também há mídias sociais em que os internautas produzem muita coisa com base na infografia. O SlideShare e o Pinterest são os mais indicados para quem deseja aprender mais.
Para ajudar o educador, o E-Praxe fez um levantamento de informações bem básicas sobre design para você usar os princípios da infografia nas suas mídias educacionais de agora em diante.
Os fundamentos de design trazidos neste texto foram baseados nas obras dos autores abaixo:
- Slide:ology, de Nancy Duarte
- Design para quem não é design, de Robin Williams
- Infografia – história e projeto, Ary Moraes
- Desenhando negócios, Dan Roam
Lembre-se que uma prática de qualidade exige uma boa base teórica.
Vamos aos fundamentos
Primeiro, devemos usar o infográfico de acordo com o conteúdo o qual vamos trabalhar
- Se o assunto são pessoas e grupos, use um retrato
- Se o assunto se refere a quantidade, use uma tabela
- Se o assunto se refere a lugar, use um mapa
- Se o assunto se refere a tempo, use uma linha de tempo
- Se o assunto se refere a um fluxo ou processo, use um fluxograma
- Se o assunto é para se descobrir o por quê de algo, use um gráfico
Quanto à disposição dos elementos na área do infográfico, use os princípios do design:
- Contraste – evite que os elementos da página sejam apenas semelhantes; crie uma variedade visual na tela
- Repetição – administre a técnica da repetição de forma coerente e coesa; assim, abuse de cores, espessuras de linhas, fontes, tamanhos espaços…
- Alinhamento – crie uma conexão entre os elementos para que seu infográfico tenha um visual limpo, claro, leve e comunicativo
- Proximidade – agrupe de forma coerente os diversos elementos da página, para que as informações apareçam organizadas para o leitor
Duas formas de produzir infográficos
Você pode fazer um infográfico de suporte em que haverá necessidade de você fornecer explicações complementares sobre o conteúdo. Este tipo de peça é utilizado em situações que a dinâmica didática é realizada em sala de aula, nas interações face a face ou em conversações on-line.
Nos casos de você distribuir o material para as pessoas lerem depois, o bom é utilizar o infográfico autoexplicativo, aquele em que a mensagem não depende da presença de quem o criou para ser compreendida pelo leitor.
Com estes fundamentos, agora é hora de criar os infográficos, combinando textos, desenhos, vídeos, animações, fotografias. O limite está em suas mãos.
Ah, não esqueça de estudar sempre, pedir ajudar aos colegas de trabalho e colher as impressões dos educandos sobre o infográfico feito.
Até a próxima!
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#EducarNaPraxe
Profissão: Designer Instrucional
Uma nova (velha) profissão
Já está registrada no catálogo da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) a função de designer instrucional.
No documento normalizador a ocupação recebe as denominações de designer educacional, desenhista instrucional, designer instrucional ou projetista instrucional. O código da titulação é 2394-35.
De acordo com a CBO os profissionais da área são responsáveis pela implementação, avaliação e planejamento para desenvolver projetos pedagógicos/instrucionais nas modalidades de ensino presencial e/ou a distância.
Ainda a mesma CBO informa que a ocupação é exercida em instituições públicas e privadas, podendo o profissional ser um trabalhador que atua com vínculo empregatício ou de forma autônoma, tanto em ações individuais, quanto coletivas.
É bom enfatizar que o órgão normalizador recomenda que a ocupação requer profissional de nível superior, na área de educação ou áreas correlatas. Considera também que o desempenho pleno da atividade acontece depois de três ou quatro anos de exercício profissional.
O órgão lista um conjunto de competências necessárias para o exercício da ocupação, dentre eles compreensão de contexto, respeito às diversidades, respeito à autoria do educador, capacidade de observação e de trabalhar em grupo, dentre outros.
Atribuições
A gama de atividades para a ocupação é extensa e está agrupada nos seguintes campos de atuação:
- Implementação e execução de projeto pedagógico/instrucional
- Avaliação do desenvolvimento do projeto pedagógico/instrucional
- Viabilização do trabalho coletivo
- Coordenação e construção (ou reconstrução) do projeto pedagógico/instrucional
- Elaboração do projeto instrucional
- Desenvolvimento do projeto instrucional
- Promoção e formação contínua como profissional da área
- Comunicação
- Demonstração de competências pessoais de relacionamento interpessoal
No site da CBO há uma descrição detalhada da atribuições deste novo-velho trabalhador.
Na imagem abaixo você encontra uma mapa descritivo da profissão de Designer Instrucional
Mais informações sobre Design Instrucional
Até a próxima!












