O pensamento faz bem com Paulo Franchetti

Pensar faz bem com Paulo Franchetti
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Nós, acadêmicos – eles, sociedade

Entre dois mundos
Entre dois mundos

Entre dois mundos é uma produção francesa que trata dos contrastes entre a vida acadêmica e a vida cotidiana. A narrativa aborda um tema sensível que deveria ser mais explorado pela sétima arte, pois existe uma cultura de exploração de conhecimento vinda da academia que precisa ser melhor observada.

Em Entre dois mundos, uma renomada escritora visita (ou invade, se o leitor assim preferir) a intimidade das pessoas comuns na busca de retratar as pelejas das condições de trabalho na vida contemporânea.

No filme, a infiltrada passa alguns meses experimentando as mesmas agruras que os trabalhadores do século XXI enfrentam, fazendo anotações, é claro, para a construção do objeto de conhecimento, na forma da publicação de um livro.

Que acontecerá com a pesquisadora durante a estadia nos lugares do trabalho na condição de infiltrada? Ela será descoberta? O resultado da pesquisa trará benefícios para quem? Como ficarão as trabalhadoras e os trabalhadores depois da pesquisa? Quer saber as respostas, leitor? Assista.

Trazendo o filme para a minha vida pessoal, já estive em comunidades de trabalhadores em pesquisa de forma explícita, onde a comunidade sabia do que se tratava o meu trabalho. Apesar de ter visitado a comunidade depois do trabalho em campo, não voltei mais vezes para apresentar com mais detalhes os resultados do que foi pesquisado, e isto me incomodou muito.

Fiz comunicação pública sobre as condições dos trabalhadores, mas isto não conseguiu diminuir minha frustração, e até hoje tenho a sensação de que fui um invasor, um estrangeiro, um coletor de dados, infelizmente, um agente da superestrutura do mundo da pesquisa, que reduz a sociedade, muitas vezes, a simples objeto de observação.

Entre dois mundos mexeu nas minhas entranhas; é uma história para desestabilizar e, quem sabe um dia, possamos reencontrar o mínimo equilíbrio na forma como nós acadêmicos adentramos o mundo da vida cotidiana cheios de boas intenções, mas sem notar as possíveis consequências de nossos atos de pesquisadores.

Até a próxima!

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O pensamento faz bem com Antonio Candido

Pensar faz bem com Antonio Candido
O pensamento faz bem com Antonio Candido
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Refazendo 50 anos

O pensamento faz bem com Antonio Candido
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O pensamento faz bem – Chimamanda Adichie

O pensamento faz bem – Chimamanda Adichie
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Saúde-Doença ou entre a vida e a morte

Vida-Morte-Saúde-Doença
Saúde-Doença ou entre a vida e a morte

O canal EPraxe desta semana traz um assunto fundamental para a existência humana: a dialética Saúde-Doença para a construção da nossa existência: viver e morrer. Boa leitura!


Não somos educados para lidar com questões como a doença e a morte e isto nos leva a negligenciar um aspecto importante da nossa existência.

Há pessoas que não vão a hospitais por causa dos doentes que lá se hospedam. Temem adquirir os sintomas geralmente degenerativos nas situações vivenciadas pelos doentes.

Outros não vão a velórios, muito menos vão a cemitérios e deixam de se despedir dos corpos que se separaram dos espíritos de gente querida.

Saúde e doença são duas dimensões interligadas de nossa existência e são elas que fazem a ponte entre a vida e a morte. Desta forma, esses são aspectos que deveríamos nos aproximar sem medos, buscando compreendê-los como parte da jornada existencial.

Afinal de contas, a doença é um aviso sobre nossa vida e pode ser um prenúncio, de acordo com as circunstâncias, para a morte.

Durante muito tempo tive receio de visitar pessoas doentes; tinha crise existencial quando precisava ir a um hospital, mas, aos poucos, fui compreendendo melhor esta dimensão da existência: uma longa jornada de aprendizagem.

Continuo temendo a morte, mas não me furto de ir a velórios e enterros e de me solidarizar com as pessoas que perderam os entes queridos.

O leitor,  talvez, fique decepcionado com o tema desta semana do canal EPraxe, mas é necessário discutir sem medos e preconceitos as questões entrelaçadas de morte e vida, doença e saúde, pois são aspectos intrínsecos de nós humanos.

Até a próxima!

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O pensamento faz bem – Luiz Gonzaga

Xote ecológico, Luiz Gonzaga
Pensar faz bem – Luiz Gonzaga
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A Bahia, a internet e o CGI.BR

A Bahia, a internet e o CGI.BR
A publicação EPraxe desta semana é sobre o décimo quinto Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu na Bahia.  Boa leitura!

A Bahia recebeu o décimo quinto Fórum da Internet no Brasil (FIB15) de braços abertos no período de 26 a 30 de junho de 2025.

O Fórum da Internet no Brasil é realizado anualmente desde 2011 e é organizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O evento é uma atividade preparatória para o Fórum de Governança da Internet (IGF), evento global promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O FIB tem como finalidade principal “incentivar representantes dos setores que o compõem a acompanharem, opinarem e debaterem sobre as questões mais relevantes para a consolidação e expansão de uma Internet no Brasil cada vez mais diversa, universal e inovadora, que expresse os princípios da liberdade, dos direitos humanos e da privacidade, de acordo com o decálogo de Princípios para a Governança e Uso da Internet” (FIB15, 2025).

O FIB15 serviu também para comemorar os 30 anos do CGI.BR no Brasil, um fato histórico notável na construção da cidadania e da identidade brasileiras nas relações globais na internet.

O FIB15 é uma oportunidade para diversos setores da sociedade se reunirem e discutirem os rumos da governança da internet brasileira. Assim, setores do mundo empresarial, do terceiro setor, da academia e do Estado se juntam com o intuito de produzir e difundir conhecimento sobre os novos territórios que são construídos na WEB.

Participei durante a semana FIB15 de momentos presenciais e de eventos on-lines e pude aprender mais sobre as diversas manifestações de sociabilidades possíveis na internet.

Tive o privilégio de participar do primeiro FIB em 2011. Saí, por conta própria, de Salvador para São Paulo, para vivenciar um dos melhores encontros que tive sobre construção coletiva de conhecimentos: um fato histórico!

Salvador foi um palco de compartilhamento do saber na semana do FIB na Bahia, fazendo de maio um mês diferenciado em 2025.

Se você não pôde comparecer, visite o canal do CGI.BR no YouTube e aproveite para ter acesso a informações qualificadas sobre os rumos da internet no Brasil.

Até o próximo FIB!

Pensar faz bem com Rubem Braga

Pensar faz bem com Rubem Braga

A seção Pensar faz bem! traz reflexões vinculadas à cultura e ao cotidiano. Uma parte significativa dos textos Pensar faz bem! é fruto das leituras que fazemos para construção dos artigos, crônicas e resenhas aqui publicados. O pensamento da quinzena é de Rubem Braga, pensador que está ficando cada vez mais cativo na Seção.
Boas reflexões!


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The Deuce – múltiplas narrativas em uma única história

The Deuce – a série
A publicação EPraxe desta semana é sobre a série The Deuce. Aqui a gente não conta a história: provoca o leitor para ir à fonte.  Boa leitura!

Assistir a The Deuce trouxe em mim um estado de angústia diante de uma narrativa que conseguiu traduzir uma variedade de questões sociais mediante um clima de normalidade, em que a violência, a injustiça e a exploração eram exibidas no mundo dos comuns daquelas personagens que viveram a ascensão da indústria pornográfica nos anos 1970/1980 nos Estados Unidos.

Em uma estratégia de narrativa em multivozes, The Deuce e desenrola em um mosaico de variados tipos sociais, que desfilavam sob as mais diversas expressões: prostituta, aidético, cafetão, comerciante, mafioso, traficante, policial, ativista, jornalista, vigilante, cineasta, familiares das prostitutas, atrizes, produtores, em que era difícil identificar dicotomicamente quem era mocinho ou quem era bandido naquele mundo peculiar, regido pelo dinheiro, mediador de sentimentos atravessados por atos de submissão, revolta, amor, sexo, busca de libertação, tudo bem misturado, como uma vacina atenuante para que o espectador não se afastasse daquela odisseia social de beleza e de tristeza.

The Deuce mobiliza emoções sem deixar o espectador seguir por caminhos extremos, pois é necessário mergulhar nos sentimentos que as circunstâncias da vida provocam sem perder o sentido da razão, aquela dimensão que nos deixa alerta e nos limita ao mesmo tempo.

A mobilização das pulsões sexuais não é uma questão circunscrita somente à fisiologia e às ciências psicológicas, mas adentra o espectro do social, do econômico e por aí vai. E é preciso olhar diretamente para essa dimensão do humano. E The Deuce consegue explicitar as pulsões sexuais sob diversas formas.

Assisti à série devagar, capítulo por capítulo, parando para sentir e refletir. Ao final da série, uma profusão de sentimentos se instalaram e só agora, um mês depois, precisei registar essa jornada tão peculiar.

Até a próxima!

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Dados da obra
O que é? The Deuce
Quem criou? David Simon e George Pelecanos
De que ano foi? 2017
Quantas temporadas? Cinco
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Uma visão alternativa de tecnologias

Uma visão alternativa de tecnologias

Este ano tomei uma decisão inusitada de comprar um notebook pequeno, um netbook, sem recursos técnicos sofisticados, para usar no dia a dia, pois do jeito que as coisas estão é muito complicado ir para a rua com o computador que a gente usa para armazenar dados que consideramos valiosos.


Com um dinheiro extra que surgiu, comprei um notebook de 11 polegadas, sem sistema operacional, com a arquitetura Intel Celeron, de uma empresa localizada aqui no estado da Bahia. O notebook é o da imagem desta postagem. O aparelho tem 64 GB de armazenamento, com memória RAM de 4 GB, o que faz com que eu o utilize para situações bem específicas, que não exijam a realização de atividades que necessitam de hardwares robustos.
Faz anos que, quando compro um computador, após ter passado o prazo da garantia, instalo na máquina uma estrutural dual boot, para usar dois sistemas operacionais em um mesmo computador. Já fiz dupla instalação usando Windows e Linux, depois instalei macOS e Linux na mesma máquina; neste último caso, um colega da área de computação, consumidor de produtos da Apple, ficou curioso, não pela ousadia de tentar hackear a máquina, mas de fazer mudanças técnicas em um produto tão caro, Mas a experiência valeu muito em aprendizagem e, uns dois anos depois, retirei o Windows do MAC e instalei uma dupla inicialização de macOS e Linux. Explorei o hardware da Apple no máximo em que foi possível experimentar.
Quanto ao notebook recém-adquirido, instalei a versão de abril/2024 do Ubuntu. O computador funcionou relativamente bem, mas apresentou algumas inconsistências na hora de configurar o áudio, motivo pelo qual tive de buscar ajuda nas comunidades Linux; também houve problema na configuração da saída HDMI, pois eu não estava conseguindo reproduzir o conteúdo da tela do notebook em um projetor ou tela de televisão de forma satisfatória. Depois de passar por uns percalços, as configurações foram se ajustando, e hoje uso o netbook nas atividades do cotidiano.
No que diz respeito aos softwares, uso os browsers Bravo, Firefox, Chrome e Opera. Também utilizo de forma indistinta as aplicações de escritório LibreOffice e OnlyOffice. Para ouvir música, uso o VLC e o Rhythmbox. Utilizo o Signal para comunicação acadêmica e já sincronizei o aplicativo nativo de Calendário Linux com os dados da minha conta no Gmail.
Pela internet, utilizo as aplicações da Microsoft, da Apple e da Alphabet, e elas funcionam sem apresentar grandes problemas. Instalei o Dropbox no computador e também o acesso pelas nuvens via browser.
Como o netbook é pequeno, posso levá-lo com mais tranquilidade para rua, pois o computador cabe em uma mochila pequena. A bateria do aparelho está durando em média cinco horas, o que facilita muito a mobilidade.
Um detalhe: comprei o netbook por menos de R$ 1.100,00 reais. Adquiri pela internet e recebi o aparelho bem antes do prazo estabelecido para entrega.
A compra do netbook foi um exercício de prática de consumo, pois, como qualquer cidadão que vive no século XXI, sou tentado cotidianamente a comprar objetos tecnológicos bem caros e em curto espaço de tempo percebo que os referidos aparelhos já estão obsoletos.
Também foi um exercício de cidadania optar por tecnologias alternativas em um contexto no qual predomina o incentivo ao consumismo via midiatização da cultura e da sociedade, resultando em uma certa idolatria a tudo que é tecnológico e atualizado, que seja vendido por grandes empresas estadunidenses.
Optar por usar tecnologias em uma perspectiva alternativa ao que as big techs oferecem não é fácil, mas é um desafio que deve ser enfrentado.
Até a próxima!

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