
A série As mortas bem que poderia ser considerada uma história de terror, mas não é; seria também uma história de humor, mas outros sentimentos além da alegria são cultuados na série.
Muito menos As mortas seriam uma história somente policial, pois a controvérsia de investigação que conduz a história não é um único pano de fundo para a construção da narrativa.
As mortas englobam tudo isto e ainda mais um pouco; a história vai nos levando em um redemoinho de sentimentos ao abordar nuances variadas da natureza humana.
Na história navegam juntas situações de ciúme doentio, exploração sexual, escravização, corrupção, religiosidade sob a forma da prática do pecado e da expiação. Da cumplicidade à lealdade, tudo é concebido na história a partir de múltiplos pontos de vista que se alternam na contação da história.
Em cada capítulo uma visão diferente vai compondo um mosaico para a formação de uma história maior. O mosaico é construído pelo espectador ao se identificar ou antipatizar com a forma como o narrador da micro-história contribui para formar a colcha de retalhos de uma narrativa que aborda o itinerário econômico gerenciado por duas irmãs na ambição de construir fortuna por meio da exploração do trabalho alheio.
E como chegamos às mortas? Ah, agora cabe ao leitor conferir e fazer o próprio julgamento sobre o que ver, ouvir e sentir.
Até a próxima!
Dados da Obra
O que é? As mortas [série televisiva]
Quem criou? Luis Estrada
Quando foi lançado? 2025
Qual foi o elenco? Alfonso Herrera, Arcelia Ramírez, Paulina Gaitán
Onde assistir? Netflix https://www.netflix.com/br/
Qual a origem? México
Foi baseada em algum livro? Sim, As mortas, de Jorge Ibargüengoitia
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