A seção Pensar faz bem! traz reflexões vinculadas à cultura e ao cotidiano. Uma parte significativa dos textos Pensar faz bem! é fruto das leituras que fazemos para construção dos artigos, crônicas e resenhas aqui publicados. O pensamento da quinzena é de Chamamanda Adichie, uma homenagem especial aos dias de junho, em que a cultura nordestina resplandece. Boas reflexões!
O canal EPraxe desta semana traz um assunto fundamental para a existência humana: a dialética Saúde-Doença para a construção da nossa existência: viver e morrer. Boa leitura!
Não somos educados para lidar com questões como a doença e a morte e isto nos leva a negligenciar um aspecto importante da nossa existência.
Há pessoas que não vão a hospitais por causa dos doentes que lá se hospedam. Temem adquirir os sintomas geralmente degenerativos nas situações vivenciadas pelos doentes.
Outros não vão a velórios, muito menos vão a cemitérios e deixam de se despedir dos corpos que se separaram dos espíritos de gente querida.
Saúde e doença são duas dimensões interligadas de nossa existência e são elas que fazem a ponte entre a vida e a morte. Desta forma, esses são aspectos que deveríamos nos aproximar sem medos, buscando compreendê-los como parte da jornada existencial.
Afinal de contas, a doença é um aviso sobre nossa vida e pode ser um prenúncio, de acordo com as circunstâncias, para a morte.
Durante muito tempo tive receio de visitar pessoas doentes; tinha crise existencial quando precisava ir a um hospital, mas, aos poucos, fui compreendendo melhor esta dimensão da existência: uma longa jornada de aprendizagem.
Continuo temendo a morte, mas não me furto de ir a velórios e enterros e de me solidarizar com as pessoas que perderam os entes queridos.
O leitor, talvez, fique decepcionado com o tema desta semana do canal EPraxe, mas é necessário discutir sem medos e preconceitos as questões entrelaçadas de morte e vida, doença e saúde, pois são aspectos intrínsecos de nós humanos.
A seção Pensar faz bem! traz reflexões vinculadas à cultura e ao cotidiano. Uma parte significativa dos textos Pensar faz bem! é fruto das leituras que fazemos para construção dos artigos, crônicas e resenhas aqui publicados. O pensamento da quinzena é de Luiz Gonzaga, uma homenagem especial aos dias de junho, em que a cultura nordestina resplandece. Boas reflexões!
A publicação EPraxe desta semana é sobre o décimo quinto Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu na Bahia. Boa leitura!
A Bahia recebeu o décimo quinto Fórum da Internet no Brasil (FIB15) de braços abertos no período de 26 a 30 de junho de 2025.
O Fórum da Internet no Brasil é realizado anualmente desde 2011 e é organizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O evento é uma atividade preparatória para o Fórum de Governança da Internet (IGF), evento global promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O FIB tem como finalidade principal “incentivar representantes dos setores que o compõem a acompanharem, opinarem e debaterem sobre as questões mais relevantes para a consolidação e expansão de uma Internet no Brasil cada vez mais diversa, universal e inovadora, que expresse os princípios da liberdade, dos direitos humanos e da privacidade, de acordo com o decálogo de Princípios para a Governança e Uso da Internet” (FIB15, 2025).
O FIB15 serviu também para comemorar os 30 anos do CGI.BR no Brasil, um fato histórico notável na construção da cidadania e da identidade brasileiras nas relações globais na internet.
O FIB15 é uma oportunidade para diversos setores da sociedade se reunirem e discutirem os rumos da governança da internet brasileira. Assim, setores do mundo empresarial, do terceiro setor, da academia e do Estado se juntam com o intuito de produzir e difundir conhecimento sobre os novos territórios que são construídos na WEB.
Participei durante a semana FIB15 de momentos presenciais e de eventos on-lines e pude aprender mais sobre as diversas manifestações de sociabilidades possíveis na internet.
Tive o privilégio de participar do primeiro FIB em 2011. Saí, por conta própria, de Salvador para São Paulo, para vivenciar um dos melhores encontros que tive sobre construção coletiva de conhecimentos: um fato histórico!
Salvador foi um palco de compartilhamento do saber na semana do FIB na Bahia, fazendo de maio um mês diferenciado em 2025.
Se você não pôde comparecer, visite o canal do CGI.BR no YouTube e aproveite para ter acesso a informações qualificadas sobre os rumos da internet no Brasil.
A seção Pensar faz bem! traz reflexões vinculadas à cultura e ao cotidiano. Uma parte significativa dos textos Pensar faz bem! é fruto das leituras que fazemos para construção dos artigos, crônicas e resenhas aqui publicados. O pensamento da quinzena é de Rubem Braga, pensador que está ficando cada vez mais cativo na Seção. Boas reflexões!
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A publicação EPraxe desta semana é sobre a série The Deuce. Aqui a gente não conta a história: provoca o leitor para ir à fonte. Boa leitura!
Assistir a The Deuce trouxe em mim um estado de angústia diante de uma narrativa que conseguiu traduzir uma variedade de questões sociais mediante um clima de normalidade, em que a violência, a injustiça e a exploração eram exibidas no mundo dos comuns daquelas personagens que viveram a ascensão da indústria pornográfica nos anos 1970/1980 nos Estados Unidos.
Em uma estratégia de narrativa em multivozes, The Deuce e desenrola em um mosaico de variados tipos sociais, que desfilavam sob as mais diversas expressões: prostituta, aidético, cafetão, comerciante, mafioso, traficante, policial, ativista, jornalista, vigilante, cineasta, familiares das prostitutas, atrizes, produtores, em que era difícil identificar dicotomicamente quem era mocinho ou quem era bandido naquele mundo peculiar, regido pelo dinheiro, mediador de sentimentos atravessados por atos de submissão, revolta, amor, sexo, busca de libertação, tudo bem misturado, como uma vacina atenuante para que o espectador não se afastasse daquela odisseia social de beleza e de tristeza.
The Deuce mobiliza emoções sem deixar o espectador seguir por caminhos extremos, pois é necessário mergulhar nos sentimentos que as circunstâncias da vida provocam sem perder o sentido da razão, aquela dimensão que nos deixa alerta e nos limita ao mesmo tempo.
A mobilização das pulsões sexuais não é uma questão circunscrita somente à fisiologia e às ciências psicológicas, mas adentra o espectro do social, do econômico e por aí vai. E é preciso olhar diretamente para essa dimensão do humano. E The Deuce consegue explicitar as pulsões sexuais sob diversas formas.
Assisti à série devagar, capítulo por capítulo, parando para sentir e refletir. Ao final da série, uma profusão de sentimentos se instalaram e só agora, um mês depois, precisei registar essa jornada tão peculiar.
Até a próxima!
🔔 🔔🔔 Dados da obra O que é? The Deuce Quem criou? David Simon e George Pelecanos De que ano foi? 2017 Quantas temporadas? Cinco 🔔🔔🔔
Este ano tomei uma decisão inusitada de comprar um notebook pequeno, um netbook, sem recursos técnicos sofisticados, para usar no dia a dia, pois do jeito que as coisas estão é muito complicado ir para a rua com o computador que a gente usa para armazenar dados que consideramos valiosos.
Com um dinheiro extra que surgiu, comprei um notebook de 11 polegadas, sem sistema operacional, com a arquitetura Intel Celeron, de uma empresa localizada aqui no estado da Bahia. O notebook é o da imagem desta postagem. O aparelho tem 64 GB de armazenamento, com memória RAM de 4 GB, o que faz com que eu o utilize para situações bem específicas, que não exijam a realização de atividades que necessitam de hardwares robustos. Faz anos que, quando compro um computador, após ter passado o prazo da garantia, instalo na máquina uma estrutural dual boot, para usar dois sistemas operacionais em um mesmo computador. Já fiz dupla instalação usando Windows e Linux, depois instalei macOS e Linux na mesma máquina; neste último caso, um colega da área de computação, consumidor de produtos da Apple, ficou curioso, não pela ousadia de tentar hackear a máquina, mas de fazer mudanças técnicas em um produto tão caro, Mas a experiência valeu muito em aprendizagem e, uns dois anos depois, retirei o Windows do MAC e instalei uma dupla inicialização de macOS e Linux. Explorei o hardware da Apple no máximo em que foi possível experimentar. Quanto ao notebook recém-adquirido, instalei a versão de abril/2024 do Ubuntu. O computador funcionou relativamente bem, mas apresentou algumas inconsistências na hora de configurar o áudio, motivo pelo qual tive de buscar ajuda nas comunidades Linux; também houve problema na configuração da saída HDMI, pois eu não estava conseguindo reproduzir o conteúdo da tela do notebook em um projetor ou tela de televisão de forma satisfatória. Depois de passar por uns percalços, as configurações foram se ajustando, e hoje uso o netbook nas atividades do cotidiano. No que diz respeito aos softwares, uso os browsers Bravo, Firefox, Chrome e Opera. Também utilizo de forma indistinta as aplicações de escritório LibreOffice e OnlyOffice. Para ouvir música, uso o VLC e o Rhythmbox. Utilizo o Signal para comunicação acadêmica e já sincronizei o aplicativo nativo de Calendário Linux com os dados da minha conta no Gmail. Pela internet, utilizo as aplicações da Microsoft, da Apple e da Alphabet, e elas funcionam sem apresentar grandes problemas. Instalei o Dropbox no computador e também o acesso pelas nuvens via browser. Como o netbook é pequeno, posso levá-lo com mais tranquilidade para rua, pois o computador cabe em uma mochila pequena. A bateria do aparelho está durando em média cinco horas, o que facilita muito a mobilidade. Um detalhe: comprei o netbook por menos de R$ 1.100,00 reais. Adquiri pela internet e recebi o aparelho bem antes do prazo estabelecido para entrega. A compra do netbook foi um exercício de prática de consumo, pois, como qualquer cidadão que vive no século XXI, sou tentado cotidianamente a comprar objetos tecnológicos bem caros e em curto espaço de tempo percebo que os referidos aparelhos já estão obsoletos. Também foi um exercício de cidadania optar por tecnologias alternativas em um contexto no qual predomina o incentivo ao consumismo via midiatização da cultura e da sociedade, resultando em uma certa idolatria a tudo que é tecnológico e atualizado, que seja vendido por grandes empresas estadunidenses. Optar por usar tecnologias em uma perspectiva alternativa ao que as big techs oferecem não é fácil, mas é um desafio que deve ser enfrentado. Até a próxima!
A colonialidade se apresenta como a imposição de modelos de pensamento, de agenciamentos, de comportamentos que negam ou desvalorizam epistemes, modos de aprender e conhecer das comunidades e das sociedades não ricas, também expulsa do que deve ser considerado normal à ideia de autonomia, de busca por caminhos diferentes, de toda tentativa daqueles que fogem aos interesses da economia e das suas principais corporações.
Sérgio Amadeu da Silveira, em A hipótese do colonialismo de dados e o neoliberalismo, em Colonialismo de dados, p. 37
Ao vencedor, as batatas é um jargão usado por Machado de Assis no romance Quincas Borba. O romance é multifacetado e traz discussões sérias sobre a natureza humana, cuja capacidade de dissimulação parece não ter limites e nos engana para ganhar sempre mais, e nisso acabam todos perdendo.
Isto me traz uma certa melancolia, pois fico lembrando da nossa acirrada disputa por ganhos financeiros a ponto de nós, como humanidade, transformarmos uma planta a ponto de a semente não reproduzir mais outras plantas. Mas nem só de melancolias vive o humano. Dias desses comprei uma raiz de batata doce, daquelas cuja casca é avermelhada, e para minha surpresa, alguns dias depois daquela pequena raiz estava florescendo uma planta muito bela, aos meus olhos de melancolia, é claro. Oh, leitor, meus olhos não eram os olhos de ressaca de Capitu, eram sim olhos de esperança, pois estava ali um sopro de vida que se rebelava contra a necropolítica do humano. No início pareciam dois pequenos botões verdes sobre um objeto vermelho e hoje aparece a mim como uma jovem e frondosa planta, restituindo à Terra a força da natureza. Na primeira visão do nascimento da planta, pusemos a raiz em um vaso onde já havia outra planta. Dias depois, quando percebemos que o novo ser estava em estado de florescimento, trocamos para um vaso independente, e hoje o pé de batata transmite a mim que é possível a todos, como seres vencedores, conviver com as batatas. Até a próxima!
Gilberto Gil soube utilizar com maestria a régua e o compasso na construção de uma jornada artística, política e intelectual de tirar o fôlego. Ele produziu célebres canções para o…
Foi lançado em janeiro último o podcast Músicas de Gilberto Gil ajudam a abordar a desigualdade social em sala de aula, no canal na plataforma Spotify. O evento discutiu a utilização…
É sublime ver Bela Gil dançando em um dos shows do documentário Viajando com os Gil. É sublime porque é ancestral. É sublime porque são movimentos que até hoje vivem…
A publicação da semana traz reflexões sobre o disco Aos vivos, de Chico César, que completa 30 anos de lançamento em 2025.
Há 30 anos passei um bom período ouvindo quase diariamente o disco de Chico César, Aos vivos. Do CD saía um som tão realista, que quando eu fechava os olhos parecia que Chico César estava na mesma sala que eu, tocando um violão vertiginosamente, tal era a qualidade daquela tecnologia na época. Sei que nos anos 1990, muitas pessoas, que gostavam de música, eram apaixonadas por sons graves de alta fidelidade e não davam tanta atenção aos recursos técnicos do CD, pois eram adeptas dos sulcos encravados no velho bolachão, o LP, mesmo com os ruídos que a tecnologia trazia. Mas a prova de que o som que saía daquele CD era de excelente qualidade foi a visita de uma vizinha que foi nos visitar e que, curiosamente, perguntou se eu sabia tocar violão. Pois é, do lado de fora do apartamento, a impressão da vizinha era parecida com a minha: havia alguém no apartamento tocando violão sem parar. Quanto às músicas em si, Aos vivos fazia uma revisitação à música popular brasileira, reverenciando o cancioneiro popular por meio da ressignificação de ícones como Jackson do Pandeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil e por aí vai… O interessante era que a revisitação tinha identidade própria, em cada música havia um João Bosco, um Luiz Gonzaga, mas com o jeito de ser de Chico César. Aquelas imagens de Chico César no disco me traziam uma imagem mística e misteriosa de Buda. Chico César nos convidava a transcender por meio da música, o disco era uma viagem única em um mergulho harmonioso pelas ondas das melodias culturais brasileiras. Os temas eram uma encenação à parte. Chico César toca poeticamente, com os pés bem fincados no chão, registrando nas letras temas como o racismo, as desigualdades sociais, as questões de gênero, mostrando que arte e política dão uma boa feijoada filosófica. Voltei a ouvir Aos vivos 30 anos depois com uma sensação de saudosismo e renovação. Quanto ao som do violão? Continua o mesmo, provocando nossos ouvidos e nos convidando a continuar nossa viagem de cultivo à sensibilidade em mundo cheio de motivos para roubar nossa atenção . Até a próxima!
Dados da obra O quê?Aos vivos {CD} Quando? 1995 De quem é? Chico César Alguém mais? Lenine Lanny Gordin (guitarrista)